Vivemos num tempo estranho pois nunca se escreveu tanto e, contudo, raramente a palavra, como hoje, esteve tão fragilizada.
A advertência recente do Papa Leão sobre o “enfraquecimento da palavra” num discurso ao corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, toca precisamente neste ponto sensível da cultura hodierna.
A opinião de ...
O frio e a humidade instalaram-se em todo o território português, começando o ano com um Inverno rigoroso, tornando o aquecimento e o conforto das casas uma prioridade de todas as famílias. Porém, essa prioridade parece ser missão impossível para muitos consumidores.
Estima-se que 80% das necessidades energéticas de uma família europeia dizem respeito ao aquecimento do ambiente e de águas sanitárias, pelo que é importante fazer uma utilização correta e escolher equipamentos eficientes, para reduzir o consumo e, consequentemente, a sua fatura energética.
As eleições autárquicas já lá vão. Já passaram quase quatro meses, o suficiente para a poeira começar a assentar depois das mudanças operadas, nomeadamente em Bragança e Macedo de Cavaleiros.
Os efeitos começam já a ficar visíveis.
No final deste mês, o PSD vai a eleições internas. Dois meses depois, caberá ao PS.
Ambos os atos eleitorais serão marcados precisamente por estas eleições.
No PSD, a derrota sofrida em Bragança deixou feridas abertas, que já vinham de há um ano e das eleições para a concelhia de 2024.
No dia 8 de fevereiro de 2026, Portugal viveu a segunda volta das eleições presidenciais, um momento que, apesar de previsível, carregou consigo um manto de incertezas. Após a primeira votação, os eleitores foram chamados às urnas para escolher entre António José Seguro e André Ventura. A vitória de Seguro era amplamente antecipada, mas questões como o possível aumento da abstenção, a taxa de rejeição de Ventura e a capacidade deste último de superar o score eleitoral de Montenegro pairavam no ar.
Durante séculos, os elevadores foram engenhos rudimentares, pouco seguros e reservados para usos muito específicos. Graças a Elisha Otis (1811-1861) esta realidade mudou drasticamente.
A grande inovação de Otis não foi o elevador, mas o sistema de segurança que inventou em 1853. Até então havia um receio evidente: se o cabo que sustenta a cabine se partisse esta entraria em queda livre, isto é, cairia apenas sob a ação da força gravítica. Em Física, significa que a velocidade iria aumentar rapidamente durante a queda, tornando o impacto inevitavelmente fatal.
Os da minha geração haverão de se lembrar de uma rábula do Raul Solnado: a ida ao médico. Depois de ter “ficado” com um panarício e meia dúzia de bicos de papagaio, deu baixa ao hospital onde foi examinado por um médico que depois de o auscultar lhe pediu para tossir e ele tossiu, tussa mais disse-lhe e ele obedeceu, por fim insistiu, tussa mais ainda e o Solnado cheio de boa fé, tossiu ainda mais levando o clínico a concluir: o seu mal é tosse!
Diz o povo, na sua infinita sabedoria, que “promessas leva-as o vento, mas o juízo as traz de volta”.
Em Bragança, no que toca ao Orçamento Municipal (OM) e às Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o vento arredou longe as promessas, mas o juízo não parece decidido a fazê-las voltar!
No OE e GOP a 1ª mensagem é clara: gasta-se cada vez mais para manter a máquina a funcionar e investe-se menos no futuro do concelho:
Um aumento de 10,03% (€3.295.965,00) nas despesas de funcionamento
Um aumento de 10,75% (€16.485.420,00) nas despesas de pessoal
1- O RUIR DE UM SONHO
A cada dia que passa, desde que, na madrugada fatídica do dia vinte e sete do passado mês de janeiro, a depressão Kristin, com uma violência inimaginável e uma fúria destruidora nunca vistas, arrasou e reduziu a escombros todo o centro do país, com especial incidência, além de outros, nos distritos de Leiria, de Coimbra, Santarém e Castelo Branco, começa a ficar cada vez mais percetível a dimensão dantesca dos danos causados, que só, com o envolvimento de toda a comunidade será possível reparar.
Durante anos fomos sendo avisados que a temperatura do planeta estava a subir e que isso traria consequências em termos de clima.
Este milénio começou com um inverno especialmente chuvoso que conduziu a uma das maiores tragédias ocorridas no nosso país, a queda da ponte de Entre os Rios e a morte de quase 70 pessoas que regressavam a casa após uma excursão ao nordeste Transmontano para as amendoeiras em flor.
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
Uma palavra prévia para as vítimas do temporal a quem devemos prestar a nossa solidariedade.
A segunda volta da eleição presidencial, em 8 de Fevereiro, tornou-se fácil para o candidato António José Seguro que teve difícil a primeira volta (em 18 de Janeiro). Por isso, digo que Seguro parece ter futuro.
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
As redes sociais vieram amplificar a perceção que todos temos sobre determinados fenómenos, como os que aconteceram nos últimos dias por todo o país.
Se, até há poucos anos, as imagens dos nevões circunscreviam-se à memória de quem os vivia, a umas (poucas) fotografias nos jornais e a ainda menos imagens nos quatro canais televisivos existentes, hoje em dia tudo é amplificado e difundido pelas redes sociais.
Isso cria, por consequência, um efeito de persuasão de mais pessoas para essas regiões. Se já antes acontecia, agora acontece ainda com mais intensidade.
De forma dura e inesperada, fomos surpreendidos, recentemente, com notícias que nos davam conta de fortes evidências da existência de sevícias e atos de tortura, levados a cabo por agentes da autoridade na esquadra do Rato em Lisboa. Ainda não se tinham apagado os ecos de maus tratos e inadmissíveis humilhações a emigrantes, igualmente protagonizados por forças de segurança. Obviamente que estes grupos são excrescências das organizações de que fazem parte, mas, não arrastando consigo as respetivas corporações que integram, também não podem ser toleradas só por a elas pertencerem.
1. Na segunda volta da eleição presidencial, estão em causa duas ideias e dois comportamentos opostos: de um lado, a defesa da democracia face ao extremismo; do outro, a dicotomia entre o socialismo e o não-socialismo (argumento enganador, destinado a confundir). No que respeita aos comportamentos, é fácil de distinguir: de um lado, a serenidade, a dignidade e o respeito pelos direitos humanos, ou seja, os direitos do Outro, do nosso vizinho, próximo ou afastado; de outro, a postura assente no confronto envenenado e frequentemente baseado em falsidades, à maneira de Trump.
QUESTÃO-“… As alterações ao IUC previstas para entrar em vigor em 2026, foram adiadas para 2027…”
Sem subterfúgios de qualquer espécie, não há como maquilhar o fiasco em que deixaram, ou quiseram, que se transformasse a primeira volta apara a eleição do Presidente da República, realizada no dia dezoito de janeiro e, por arrastamento, toda esta campanha que se arrasta há quase um ano.
A governação de um concelho, como o de Bragança, não pode ser um projeto a solo, despernado ou desconexo, ou de uma cara só! E, definitivamente, do que não precisa é da errância e da incerteza no estilo e gestão da res publica .
Exige, antes, estabilidade, uma equipa coesa e, acima de tudo, o respeito pelos princípios e valores que levaram à vitória nas urnas.
No entanto, quem observa o dia-a-dia da Câmara de Bragança sente hoje uma estranha desconexão entre o que se prometeu e o que se pratica.
Está a esgotar-se o tempo de, tanto os vencedores da primeira volta refrearem a euforia pela meia vitória conseguida, como os derrotados lamberem as feridas e apagarem as marcas provocadas pelas derrotas humilhantes, mais que espetáveis e evidentes, patentes, com clareza meridiana, na frieza e na evidência dos números apurados na votação do passado domingo.
O ano de 2026 coloca-nos perante um desafio claro e inadiável para Portugal: transformar a forma como produzimos, gerimos e valorizamos os resíduos urbanos (RU). A luta não é nova, mas o tempo para agir é cada vez mais curto. As metas europeias apertam, os custos de inação aumentam e as populações exigem soluções eficazes, justas e ambientalmente responsáveis.
No presente ano, a gestão de RU está no centro de três grandes pressões.
