Diz o povo, na sua infinita sabedoria, que “promessas leva-as o vento, mas o juízo as traz de volta”.
Em Bragança, no que toca ao Orçamento Municipal (OM) e às Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o vento arredou longe as promessas, mas o juízo não parece decidido a fazê-las voltar!
No OE e GOP a 1ª mensagem é clara: gasta-se cada vez mais para manter a máquina a funcionar e investe-se menos no futuro do concelho:
Um aumento de 10,03% (€3.295.965,00) nas despesas de funcionamento
Um aumento de 10,75% (€16.485.420,00) nas despesas de pessoal
A opinião de ...
1- O RUIR DE UM SONHO
A cada dia que passa, desde que, na madrugada fatídica do dia vinte e sete do passado mês de janeiro, a depressão Kristin, com uma violência inimaginável e uma fúria destruidora nunca vistas, arrasou e reduziu a escombros todo o centro do país, com especial incidência, além de outros, nos distritos de Leiria, de Coimbra, Santarém e Castelo Branco, começa a ficar cada vez mais percetível a dimensão dantesca dos danos causados, que só, com o envolvimento de toda a comunidade será possível reparar.
Durante anos fomos sendo avisados que a temperatura do planeta estava a subir e que isso traria consequências em termos de clima.
Este milénio começou com um inverno especialmente chuvoso que conduziu a uma das maiores tragédias ocorridas no nosso país, a queda da ponte de Entre os Rios e a morte de quase 70 pessoas que regressavam a casa após uma excursão ao nordeste Transmontano para as amendoeiras em flor.
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
Uma palavra prévia para as vítimas do temporal a quem devemos prestar a nossa solidariedade.
A segunda volta da eleição presidencial, em 8 de Fevereiro, tornou-se fácil para o candidato António José Seguro que teve difícil a primeira volta (em 18 de Janeiro). Por isso, digo que Seguro parece ter futuro.
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
As redes sociais vieram amplificar a perceção que todos temos sobre determinados fenómenos, como os que aconteceram nos últimos dias por todo o país.
Se, até há poucos anos, as imagens dos nevões circunscreviam-se à memória de quem os vivia, a umas (poucas) fotografias nos jornais e a ainda menos imagens nos quatro canais televisivos existentes, hoje em dia tudo é amplificado e difundido pelas redes sociais.
Isso cria, por consequência, um efeito de persuasão de mais pessoas para essas regiões. Se já antes acontecia, agora acontece ainda com mais intensidade.
De forma dura e inesperada, fomos surpreendidos, recentemente, com notícias que nos davam conta de fortes evidências da existência de sevícias e atos de tortura, levados a cabo por agentes da autoridade na esquadra do Rato em Lisboa. Ainda não se tinham apagado os ecos de maus tratos e inadmissíveis humilhações a emigrantes, igualmente protagonizados por forças de segurança. Obviamente que estes grupos são excrescências das organizações de que fazem parte, mas, não arrastando consigo as respetivas corporações que integram, também não podem ser toleradas só por a elas pertencerem.
1. Na segunda volta da eleição presidencial, estão em causa duas ideias e dois comportamentos opostos: de um lado, a defesa da democracia face ao extremismo; do outro, a dicotomia entre o socialismo e o não-socialismo (argumento enganador, destinado a confundir). No que respeita aos comportamentos, é fácil de distinguir: de um lado, a serenidade, a dignidade e o respeito pelos direitos humanos, ou seja, os direitos do Outro, do nosso vizinho, próximo ou afastado; de outro, a postura assente no confronto envenenado e frequentemente baseado em falsidades, à maneira de Trump.
QUESTÃO-“… As alterações ao IUC previstas para entrar em vigor em 2026, foram adiadas para 2027…”
Sem subterfúgios de qualquer espécie, não há como maquilhar o fiasco em que deixaram, ou quiseram, que se transformasse a primeira volta apara a eleição do Presidente da República, realizada no dia dezoito de janeiro e, por arrastamento, toda esta campanha que se arrasta há quase um ano.
A governação de um concelho, como o de Bragança, não pode ser um projeto a solo, despernado ou desconexo, ou de uma cara só! E, definitivamente, do que não precisa é da errância e da incerteza no estilo e gestão da res publica .
Exige, antes, estabilidade, uma equipa coesa e, acima de tudo, o respeito pelos princípios e valores que levaram à vitória nas urnas.
No entanto, quem observa o dia-a-dia da Câmara de Bragança sente hoje uma estranha desconexão entre o que se prometeu e o que se pratica.
Está a esgotar-se o tempo de, tanto os vencedores da primeira volta refrearem a euforia pela meia vitória conseguida, como os derrotados lamberem as feridas e apagarem as marcas provocadas pelas derrotas humilhantes, mais que espetáveis e evidentes, patentes, com clareza meridiana, na frieza e na evidência dos números apurados na votação do passado domingo.
O ano de 2026 coloca-nos perante um desafio claro e inadiável para Portugal: transformar a forma como produzimos, gerimos e valorizamos os resíduos urbanos (RU). A luta não é nova, mas o tempo para agir é cada vez mais curto. As metas europeias apertam, os custos de inação aumentam e as populações exigem soluções eficazes, justas e ambientalmente responsáveis.
No presente ano, a gestão de RU está no centro de três grandes pressões.
A primeira volta da eleição presidencial realizada a 18 de janeiro exige uma reflexão que vá além da mera leitura dos números. Não apenas pela sua dimensão eleitoral imediata, mas sobretudo pelas consequências políticas que projeta sobre o sistema partidário e sobre o equilíbrio institucional do país.
1 - No passado dia 18, realizaram-se as eleições para a Presidência da República. Curiosamente, no próximo mês de Maio, completam-se 100 anos da Ditadura Militar que derrubou a I República e instalou um regime que durou 48 anos. E a curiosidade aumenta ao verificarmos que, na 2ª volta das eleições Presidenciais do passado dia 18, um dos candidatos que passou à 2ª volta é um suposto admirador de Salazar, André Ventura, que, há relativamente pouco tempo, invocou a necessidade de 3 Salazares para salvar Portugal.
As eleições presidenciais de 2026, cuja primeira volta se realizou no dia 18, vão decidir-se numa segunda volta. Registe-se a razoável participação eleitoral (53% de prováveis 5,8 em quase 11,3 milhões de eleitores). No Continente, 68,5%. E ainda a diminuição da abstenção nas regiões autónomas. Já no estrangeiro, a abstenção foi enorme, condicionada pela obrigatoriedade da presença física nos consulados.
Chegada a última semana do que, ao que tudo indica, será a primeira volta da campanha eleitoral para eleição do Presidente da República, contra tudo o que seria espectável, à medida que se reduz o tempo para refletir, para muitos dos eleitores, fica cada vez mais difícil escolher se votar ou não votar, ou pior ainda, à falta de melhor, ter de se resignar a escolher, não o melhor dos melhores, mas, pior ainda, o menos mau dos piores.
Recentemente o cineasta português João Canijo brindou-nos com um díptico explorando, em duas óticas, a complexidade de relacionamentos difíceis e penosos de duas realidades coexistentes num pequeno hotel, a dos proprietários e a dos utentes, que, adequadamente, titulou de “Mal Viver” e “Viver Mal”, respetivamente. É normal que a arte se debruce, ocupe e explore as situações mais críticas, impiedosas e, às vezes, cruéis.
As redes sociais trouxeram ganhos inegáveis à democracia: ampliaram vozes, encurtaram distâncias e criaram novos espaços de participação cívica. Mas trouxeram também uma perversão preocupante: o assassinato de caráter feito em praça pública, muitas vezes dirigido a pessoas ligadas a instituições públicas, sem contraditório, sem prova e sem responsabilidade.
