A humanidade é seara imensa em chão de areia,
Que Deus recolhe e Deus semeia.
(Guerra Junqueiro)
A opinião de ...
Em Portugal, todos reclamamos, de tudo e de todos. No entanto, não reclamamos, de facto, porque não escrevemos, mas, se escrevêssemos, tudo prescreveria por impossibilidade de análise por falta de tempo e de meios. Se fosse de outro modo, comprometer-se-ia o atavismo português, o do «povo que não se governa nem quer ser governado» (Júlio César, 70 a 44 aC; Salazar, 1934). Somos um povo que quer ser feliz, mas sem se chatear com nada e, de preferência, trabalhando o mínimo possível e recebendo o máximo possível.
Foi com alguma surpresa que, no mês de Maio de 2025, o mundo católico recebeu a notícia de que os cardeais, reunidos no conclave em Roma, para suceder ao papa Francisco, tinham elegido o cardeal norte americano Robert Prévost, e que o mesmo tinha adotado o nome de Leão XIV, eleição que, numa primeira reação, e não há como ignorá-lo, foi recebida com algumas reservas as quais, com o passar do tempo, rapidamente desvaneceram.
Mais cedo ou mais tarde, todos acabamos diante de um hospital, de um funeral, de uma ausência irreversível ou de uma noite demasiado longa para ser atravessada sozinho. E é nesses momentos que percebemos como eram frágeis muitas das coisas a que demos importância excessiva.
Os diplomas envelhecem connosco. Os cargos passam para outros nomes. O prestígio é breve. As propriedades tornam-se paredes silenciosas. Até as fotografias das viagens acabam esquecidas algures numa memória digital.
A leitura do texto de Jorge Novo na última edição deste jornal (25/06/2026), a propósito das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, motivou-me a escrever estas linhas sobre patrimónios e “o mundo em que vivemos”, parafraseando o autor. Tem razão Jorge Novo quando afirma que o Castelo de Bragança e a Domus Municipalis, ambos monumentos nacionais, existem e a sua valorização, a sua importância ou relevância não dependem de qualquer zeitgeist, de qualquer moda, tendência ou espuma dos dias.
Após mais de uma década de negociações, as instituições europeias chegaram, finalmente, a um acordo sobre a revisão dos direitos dos passageiros aéreos na UE. Foram mais de 10 anos de luta pelos direitos de passageiros, mas valeram a pena!
O objetivo deste acordo é simples: tornar as regras mais claras para quem viaja e evitar que algumas das proteções existentes sejam enfraquecidas. O acordo ainda necessita de aprovação formal, mas define já as principais mudanças que deverão afetar milhões de passageiros nos próximos anos.
Li, esta semana, no jornal Público, uma notícia sobre a existência de 105 cursos superiores em que a taxa de desemprego é superior à média nacional.
Confesso que alguns deles me surpreenderam, sobretudo quando comparados com as médias de entrada para esses mesmos cursos.
Se o papel do Estado é a defesa equilibrada do bem-estar do tecido social – ou seja, a defesa de valores inscritos, quer na Constituição, quer no Direito Português – então sou obrigado a afirmar que não se cumpre Estado em várias áreas de atividade. À pergunta quem serve melhor a população: Estado Social ou Estado Liberal, o que poderá responder-se? Abordarei a Saúde (poderia incluir educação, habitação, migração…), pois fornece matéria para explicitar a diferença. Resumidamente:
Ne l próssimo die 7 de júlio, a las 18:00, la Casa de la Cultura Mirandesa, an Miranda de l Douro, acuolhe l’apersentaçon de l lhibro Las ouraçones de Junqueiro. Antegrada na “Semana de la Cultura Mirandesa”, la obra fui coordenada por Henrique Manuel Pereira i cunta cun traduçon mie para mirandés. L belume cunta tamien cun l talento de bários artistas — scultores, retratistas i pintores —, que dórun las sues manos para que l resultado final fusse mais qu’ua houmenaige al poeta i a las dues lhénguas: ye un hino a la stética, a la beleza i a l’arte.
Não há pachorra para o silêncio resignado perante a descaracterização do centro histórico de Bragança. Sem canudos, nem letras gordas, escrevo com as minhas capelas, puxando pelo brio que me racha a alma. Há quarenta anos assisto a dolorosos ataques ao património do burgo. O espaço virou estaleiro imobiliário, sem avisar que era a memória viva da comunidade.
As comparações são sempre injustas mas não deixo de pensar nelas quando atravesso a fronteira para Espanha.
Seja no sul de Portugal, cruzando do Algarve para Sevilha, seja aqui mesmo, atravessando de Quintanilha para Zamora, o ordenamento da paisagem não poderia ser mais diferente.
Las nuossas derradeiras “Prumas” fúrun dedicadas a la política lhenguística. Ou melhor, a la glotopolítica. Hoije, la curjidade lhebou-me de nuobo als nuossos antípodas a quien, se bien bos lhembrais, yá dediquei ua destas crónicas.
Há pessoas que vivem aterrorizadas pela possibilidade de deixarem de ser importantes para alguém. Não falam disso. Não o confessam. Mas carregam esse medo todos os dias. O medo de já não serem suficientemente interessantes. Suficientemente fortes. Suficientemente divertidas. Suficientemente necessárias para continuarem a ocupar um lugar no coração dos outros.
Talvez uma das maiores fragilidades humanas nasça exactamente aqui: na suspeita silenciosa de que o amor dos outros depende daquilo que conseguimos oferecer.
QUESTÃO-“…possibilidade legal no sentido do imposto a pagar ser suscetível de divisão em várias prestações …”
RESPOSTA-(elaborada em 22-06-26) Na sequência da publicação de artigos anteriores sobre a temática do IRS., que abrange milhões de portugueses, surge agora a fase final, consubstanciada no pagamento por parte de muitos contribuintes, do imposto apurado pela Administração Tributária – AT, relativamente aos rendimentos obtidos ou colocados à disposição no ano de 2025.
As recentes candidaturas e a passagem à fase final do Castelo de Bragança e da Domus Municipalis às “Novas 7 Maravilhas de Portugal” enchem-nos, naturalmente, de orgulho bragançano.
No entanto, quer a Domus Municipalis, único exemplar de arquitetura civil românica em toda a Península Ibérica e classificada como Monumento Nacional desde 1910, quer o Castelo de Bragança, um dos mais importantes e melhor preservados do país, também Monumento Nacional desde 1910, não precisam de concursos para provar o seu valor.
Falemos do Campo do 30.
Parca e confusamente objeto de notícia, alvo de sóbria e relutante prestação de informação, ainda assim, lá fomos, edil sem pelouro, em busca do que se passa…
Então é assim:
A recente decisão de mudar o palco dos grandes festejos de Bragança, como, por exemplo, do Eixo Atlântico, por altura das Festas da Cidade, para o emblemático Campo do 30, surge, inopinadamente, como uma escolha política isolada, tomada a solo e envolta em secretismo.
As Terras de Trás-os-Montes e a província de Zamora vivem de mãos dadas há muito, desde antes, até, da fundação de Portugal. Estão, agora, separadas por uma fronteira administrativa, criada pelos homens, mas unidas por uma realidade social, económica e territorial que apresenta muito mais semelhanças do que diferenças. São, em muitos aspetos, duas faces da mesma moeda: territórios de baixa densidade, afastados dos grandes centros de decisão e confrontados com problemas estruturais que não terminam na linha que divide Portugal e Espanha.
O XXV Governo Constitucional propôs à Assembleia da República a deliberação sobre uma Lei para tornar proporcionais as comparticipações de solidariedade social às pessoas em dificuldade em função de uma pontuação relativa a um critério, o valor anual do limiar de pobreza.
O objectivo será aglutinar numa só comparticipação, que virá a ser chamada de Prestação Social única (PSU), pelo menos 13 comparticipações diferentes, mantendo cada apoiado a sua distância relativa actual, para mais ou para menos, relativamente ao critério.
Parece que foi ontem, mas já passou um ano desde o dia em que o Papa Leão XIV tomou nas suas mãos a condução dos destinos da Igreja Católica, num dos contextos sócio políticos mais conturbados da história recente da humanidade.
Das muitas e importantes intervenções de sua santidade durante a sua recente visita apostólica à Espanha, pela frontalidade, oportunidade e lucidez com que o fez, merece um destaque muito especial o discurso de despedida, proferido no porto de Arquineguin, na ilha da Gran Canária, cuja leitura aconselho vivamente.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, teve de pôr de lado a dieta que vinha fazendo para engolir um grande e valente sapo.
Depois de ter dito, em abril, uma coisa sobre a localização dos meios aéreos de emergência do INEM, veio agora, a 03 de junho, desdizer-se e afirmar precisamente o contrário.
O problema: ambas as intervenções estão registadas em vídeo (que pode ver no site do Mensageiro de Bragança) e são clarinhas como a água.
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