José Mário Leite

A VÍTIMA

Quando redijo este texto não aconteceu ainda o mais importante dos debates entre os líderes do PS e da AD que poderá condicionar o resultado das próximas eleições e, só por isso, a performance de cada um dos contendores será de enorme relevo para o saldo final da prestação de cada um. Porém, nesta altura, é óbvio, para qualquer observador, minimamente isento, que a grande revelação dos atuais debates é Luís Montenegro. Mesmo levando em devida conta o inexplicável silêncio no debate com o líder comunista.


CHEGARÁ?

A notícia do Mensageiro é clara: Hernâni Dias e Nuno Gonçalves suspenderam o mandato para decidirem depois se renunciam ao mandato de autarca ou de deputado, caso sejam eleitos. A pergunta é óbvia: que razão levou o cabeça de lista a adiar uma decisão que se sabe já qual será e, não o fazendo agora, fragiliza a candidatura que lidera? E a resposta é simples: Hernâni Dias não renunciou já ao mandato para não evidenciar a diferença de posição, atitude e empenho de quem o secunda. Nuno Gonçalves apenas está disponível para suspender o seu mandato… porque tem medo!


A nova AD

Antes da sua constituição, em 1979, Francisco Sá Carneiro fez um périplo pelo país, tendo visitado o nordeste no último fim de semana do tépido agosto de 1978. O concorrido comício aconteceu em Mirandela de onde guardo memória da intervenção inflamada e bairrista do então deputado Eleutério Alves seguido da calma determinada do líder do PPD. Estava a lançar à terra as sementes da coligação que, no ano seguinte, haveria de ser fundada. Ao jantar, no Maria Rita, em Jerusalém do Romeu, Sá Carneiro explicou, aos que partilharam a mesa principal com ele, como o Dr.


Nacionalismos..

Fui, desde início, e disso dei conta pública, um adepto da autonomia catalã. A autodeterminação dos povos é um valor que estimo e respeito, prestando sincera homenagem a tantos quantos dedicam a sua vida na promoção da autonomia regional. Relativamente à questão da Catalunha, o meu apoio à causa ficou abalado com a fuga de Charles Puigdemont para o estrangeiro em vez de ficar, na sua terra, a lutar pelos seus ideais com as ferramentas que a Democracia lhe colocava nas mãos, mesmo que, por causa disso, tivesse de se juntar a vários companheiros de luta, nos cárceres de Madrid.


Autofagia

A classe política, auto intitulada de democrática e fiel depositária da chamada ética republicana, não se cansa de alertar a sociedade contemporânea dos riscos perigosos da ascensão e preponderância dos extremismos populistas.


Congresso Unificador

Jorge Nunes, uma das vozes transmontanas mais esclarecidas e inconformadas, promotor do desenvolvimento e do bem estar do nordeste, escreveu, recentemente, um texto preparatório do próximo Congresso Transmontano, (que será o V) na sequência do livro “Congressos Transmontanos 1920-2020” editado pela Lema d’Origem prefaciado pelos Professores Adriano Moreira e Fernando de Sousa, e com posfácio do Professor Ernesto Rodrigues.


Heranças Literárias

Em comunicação direta aos associados a Direção da Academia de Letras de Trás-os-Montes (ALTM) deu nota da jornada literária iniciada no dia 27 de outubro em Vila Real. Sob o pretexto da apresentação do livro “Enquanto Diana Dormia” da autoria do Presidente da Mesa da Assembleia da ALTM, Francisco Caseiro Marques, quem acorreu ao Centro Cultural vilarrealense pode ouvir, não só a Presidente da Direção, Assunção Anes, mas igualmente a escritora e antropóloga brasileira, Maria de Nazaré Paes de Carvalho.


Limitação de mandatos Balanço do exercício

Em 2013, pela primeira vez, vários Presidentes de Câmara e de Junta de Freguesia não se puderam recandidatar por terem completado (ou excedido) o limite de três mandatos consecutivos máximos admissíveis. Esta alteração legislativa ao processo eleitoral autárquico pretendia, essencialmente, acabar com a perpetuação de alguns edis nos cargos para que tinha sido, sucessiva e ininterruptamente eleitos, há tanto tempo que eram vulgarmente conhecidos como dinossauros. Esse objetivo foi completamente atingido.


TGV, para quê e para quem?

Ando há anos a defender a necessidade urgente e inadiável de recuperar a linha férrea em todo o nordeste, como ferramenta de desenvolvimento e de combate à desertificação. Foi com genuína satisfação que recebi a notícia da aposta governamental na ferrovia, garantindo que a mesma chegaria a todas as capitais distritais. O comboio em Bragança é uma exigência que deve unir todos os transmontanos e a possibilidade de ser proporcionado um acesso, tão fácil e rápido quanto possível, à alta velocidade, é igualmente desejável.


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