Pe. Estevinho Pires

Quaresma reforçada, Páscoa renovada

O dramatismo do surto pandémico Covid-19 apresenta-se-nos como uma oportunidade de maior consciencialização para todos, crentes e, não crentes. “Mesmo nesta situação de crise delicada, Deus não nos abandona, está connosco”, como refere D. José Cordeiro, incentivando-nos à “criatividade pastoral e litúrgica” remetendo-nos para uma maior vivência em casa, e em família.


Acompanhar obras, esclarecer e acompanhar as pessoas

“Sr. Eng. Eng. António”… endereçavam-me assim uma correspondência na semana passada e, dizia-me com muita graça a Sr.ª D.ª Gina, na sacristia: “o Sr. Padre deve ser arquiteto”… - Olhe que não! Dizia eu… Presumo que este bom humor seja motivado pela quantidade de artigos, “obras na igreja”. São estas e, tantas outras, apreciações divertidas, que me tem motivado para chegar até aqui.


Obras na Igreja [23] Um dos elementos mais importantes da estrutura edificada, o telhado.

“Ninguém começa uma casa pelo telhado”, a não ser que se trate de uma obra de requalificação de uma estrutura edificada, tal como uma igreja.
A necessidade de suster infiltrações, obriga a estar atento às coberturas, para evitar derrocadas de muros e paredes, ou simplesmente não permitir que a talha dourada, objetos e, alfaias, que se encontrem no interior da igreja, possam perder-se irremediavelmente.


Usos, costumes, rituais e protocolos [1

“Coro e decoro”…
No coro haverá pouco decoro? Olhemos para os usos, costumes, rituais e, protocolos, em torno dos atos celebrativos cristãos. Públio Terêncio [195-159 a.C.] dizia: “nada do que é humano me é estranho”. Na mesma linha o n.º 1 da Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” [07/12/65], do II Concílio do Vaticano, assumia a íntima união da Igreja com toda a família humana afirmando que esta está “intimamente ligada ao género humano e à sua história”.