O Cágado e o Chapeleiro: Um Enigma Junqueiriano
Não sendo o assunto principal, levei um desenho na mochila para Lisboa, com a consciência de quem transporta um enigma iconográfico. No ecrã da comunicação, perante uma plateia de estudiosos, a imagem de um cágado com rosto de poeta e carapaça de alfaiate fez-se silêncio. Era uma pequena charada de Bordalo Pinheiro, um “nó górdio” da nossa história literária que, durante quase um século, se recusou a ser desatado. Mas o segredo não estava na imagem; estava no nome.
