Editorial - António Gonçalves Rodrigues

Os pesos e as medidas

Noticiou, na semana passada, a revista Sábado, que as indemnizações a serem pagas pela Igreja Católica às vítimas de abusos serão taxadas pela Autoridade Tributária em sede de IRS. Ou seja, serão encaradas como um qualquer rendimento e serão cobrados impostos por isso.


Quanto mais alto se sobe...

Se há coisa que esta década que vivemos desde o início de 2020 já nos ensinou a prever é que não adianta fazer grandes previsões.
O ano de 2020 até começou solarengo. Frio, mas com sol, que animou o Conselho de Ministros que se realizou em Bragança, no início de março desse ano. As previsões eram otimistas para o que aí viria. Semanas depois, estávamos quase todos fechados em casa, no primeiro de dois grandes confinamentos provocados por uma das maiores pandemias a que já se assistiu.


Tempos de fé

Nesta altura de período pascal, multiplicam-se as manifestações de fé um pouco por toda a região.
Manifestações como a que aconteceu domingo, em Edrosa, no concelho de Vinhais, que demonstram, sem sombra de dúvida, que a fé está bem viva no Nordeste Transmontano e é parte fundamental da vida das comunidades, com repercussões a vários níveis.


O leva e traz... o deve e o haver

Quando é um antigo governante a admiti-lo, é porque a coisa é séria. Pior, só se fosse mesmo um governante em exercício. Mas para isso nunca há coragem. É como aqueles cãezinhos que ladram muito mas só de longe, depois de o perigo passar.
Ora bem, do que se fala nesta crónica? Fala-se das declarações que o antigo Ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, prestou ao Mensageiro à margem de uma atividade em Vila Flor, relacionada com o ambiente (ver mais informação nas páginas centrais).


Normalização

Mais à frente, nesta edição, o leitor poderá encontrar os testemunhos de algumas pioneiras, sobretudo na política.
O Mensageiro falou com todas as mulheres que foram, ou são, presidentes de Câmara no distrito de Bragança e ainda com a primeira mulher presidente de Câmara do distrito de Vila Real (Helena Lapa, de Sabrosa).
Qual é o problema? São poucas.
Com quase 52 anos passados desde o 25 de Abril, o distrito de Bragança teve, apenas, cinco mulheres a presidir os destinos de autarquias (de um total de 12 Câmaras).


A pergunta do milhão de euros

Como pôde ler nas páginas que antecedem este editorial, o desempenho da economia transmontana no ano de 2025 "não foi brilhante", nas palavras do economista e investigador transmontano, Paulo Reis Mourão.
Apesar de ter havido um pico de aprovação de projetos, a injeção de capital na região ainda não se fez sentir no bolso dos cidadãos.
A região está cheia de potencialidades mas não acaba de as concretizar. Um pouco como acontece no país desde há mais de 300 anos.


O país não é Lisboa nem o resto é só paisagem

Se houve coisa que os recentes desastres ambientais colocaram a nu é o excessivo centralismo que tem condicionado o desenvolvimento do país e a ausência de uma coordenação eficaz de serviços ao nível regional.
Cada vez mais vozes se ouvem a alertar que o Rei vai nú.
Mas sempre que se fala em Regionalização, surgem sempre os arautos da desgraça e os Velhos do Restelo a atirar para o ar o espetro do “tachismo” e do “despesismo”.
A verdade é que, a cada dia que passa, a evidência comprova-se com a realidade.


Depois de a poeira assentar

As eleições autárquicas já lá vão. Já passaram quase quatro meses, o suficiente para a poeira começar a assentar depois das mudanças operadas, nomeadamente em Bragança e Macedo de Cavaleiros.
Os efeitos começam já a ficar visíveis.
No final deste mês, o PSD vai a eleições internas. Dois meses depois, caberá ao PS.
Ambos os atos eleitorais serão marcados precisamente por estas eleições.
No PSD, a derrota sofrida em Bragança deixou feridas abertas, que já vinham de há um ano e das eleições para a concelhia de 2024.


Quando o futuro nos bate à porta

Durante anos fomos sendo avisados que a temperatura do planeta estava a subir e que isso traria consequências em termos de clima.
Este milénio começou com um inverno especialmente chuvoso que conduziu a uma das maiores tragédias ocorridas no nosso país, a queda da ponte de Entre os Rios e a morte de quase 70 pessoas que regressavam a casa após uma excursão ao nordeste Transmontano para as amendoeiras em flor.


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