Editorial - António Gonçalves Rodrigues

"Um dia que viverá, para sempre, na infâmia" *

Tal como o da 07 de dezembro de 1941 ficou, para sempre, na memória dos norte-americanos, também o dia 20 de fevereiro de 2020 poderá "ficar, para sempre, na infâmia", depois da discussão prevista para hoje de cinco projetos de lei para a legalização da eutanásia (apresentados por PS, BE, PAN, PEV e IL).
O próprio Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), um organismo consultivo da Assembleia da República, anunciou esta semana que emitiu pareceres desfavoráveis às iniciativas legislativas do BE, PAN, PS e PEV (a do IL entrou fora de tempo).


Porque têm os partidos medo de dar a voz ao povo?

O próximo dia 20 de fevereiro tem tudo para ficar manchado na história da democracia portuguesa.
É nesse dia que será discutida na Assembleia da República a despenalização da eutanásia. Um tema que entra à socapa na casa das leis, sem sequer ter sido discutida em campanha eleitoral e poucos meses depois de o assunto já ter sido chumbado na mesma Assembleia da República.


Vamos falar a sério em salvar o Interior?

Por estes lados do Nordeste Transmontano, a semana arrancou com o anúncio de medidas salvadoras do Interior do País. O Primeiro-Ministro, António Costa, esteve em Bragança a anunciar dois programas que prometem escancarar as portas das zonas mais despovoadas do país, o Trabalhar no Interior e o +CO3SO (Mais Coeso).
As contas são simples. À disposição estão 426 milhões de euros, que terão um impacto estimado de 665 milhões de euros de investimento e permitirão a criação de cerca de 4 200 postos de trabalho, através da criação de emprego e da atração de pessoas para o Interior.


Lutas que valem a pena

Na passada sexta-feira, a diocese de Bragança-Miranda teve a honra de servir de palco da apresentação da Mensagem do Papa para o dia das Comunicações Sociais, assinalado a 24 de janeiro, de S. Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.
Foi a primeira vez que o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais optou pela descentralização, trazendo para a periferia das periferias o foco de atenção.


O papel do Estado e a Comunicação Social

A Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) e a Associação Portuguesa de Imprensa (API) disseram esta semana estar surpreendidas com a garantia do Governo de que a quase totalidade dos apoios para a comunicação social foi executada.
O parágrafo é a abertura de uma notícia da Agência Lusa sobre um comunicado conjunto entre as duas mais representativas associações do setor que, juntas, representam cerca de 90 por cento de todos os títulos nacionais (o Mensageiro integra a direção da AIC).


Dizer que a morte de Giovani foi um ato racista é, em si mesmo, racismo

Com uma semana de atraso, o país comoveu-se com a notícia da morte de um estudante cabo-verdiano, após uma agressão sofrida na noite de Bragança por um grupo de outros jovens.
O Mensageiro foi o primeiro órgão de comunicação social a noticiar o trágico desfecho da agressão. Só vários dias depois é que o país acordou.
A partir de Lisboa, foram várias as vozes que se levantaram contra tudo e contra todos, com aproveitamentos políticos pelo meio.


Os trabalhos de casa do Papa Francisco

Numa altura de pausa escolar e tempo de reflexão, o Papa Francisco marcou trabalhos de casa às crianças da Ação Católica italiana, que podem ser aproveitados por todas as crianças do mundo.
“Hoje Ele pede também que vocês que sejam pequenas ‘pontes’, onde vivem: percebem a necessidade de construir pontes, certo? Às vezes não é fácil, mas se estivermos unidos a Jesus, podemos fazê-lo”, disse o Sumo Pontífice aos jovens.


Cuidar primeiro

Segundo noticiava a Agência Ecclesia na terça-feira, o Vaticano apresentou um simpósio internacional sobre cuidados paliativos, com especialistas médicos, representantes católicos e islâmicos, procurando promover uma “revolução cultural” contra a eutanásia.
“Cuidar dos doentes, da família e da sociedade no seu todo é uma revolução cultural, que temos de promover”, disse aos jornalistas o presidente da Academia Pontifícia para a Vida (APV), D. Vincenzo Paglia, citado por aquela agência de informação.