Pe. Manuel Ribeiro

Da sobrevivência à esperança

Ao escutarmos o cântico do ‘velho’ Simeão (cf. Lc 2, 29-32), o nosso coração é rapidamente impelido para a partilha empática, para com o sentir feliz e alegre deste santo homem. Da sua boca sai um dos mais belos hinos e tributos à esperança. Para quem não conhece bem esta figura bíblica, Simeão era alguém aquém lhe fora dito que iria ver e tocar o Messias, o Salvador de Israel, o Filho de Deus. O texto sagrado até o descreve como alguém “justo e piedoso” e, ainda, que “o Espírito Santo estava nele” (Lc 2, 25). Interessa aqui o sinal que dá e o exemplo que testemunha: soube sempre esperar.


Chamados ao abraço do Eterno Pai

“Vinde e segui-Me, farei de vós pescadores de homens” (Mt 4, 19). Este o fundamento da condição de discípulo e de missionário: de discípulo em missão e em comunhão. Ao lermos todo este capítulo quarto do Evangelho de São Mateus, damo-nos conta de que Deus não se revela de forma extraordinária, extravagante ou com os modelos mediáticos do mundo hodierno. Antes, revela-se na ocasionalidade do quotidiano e na simplicidade da vida de cada um de nós.


Perda de sentido na cultura dominante: um apelo à vida

Enquadrada na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a paróquia de Alfândega da Fé propõe à comunidade em geral um debate (em perfil de conferência) sério, livre e coerente sob o tema “Perda de sentido na cultura dominante: um apelo à vida”. Esta Conferência quer contribuir para uma reflexão séria sobre o dom da vida e ajudar a solidificar um caminho conjunto de defesa, de protecção e de promoção da vida humana. A verdade é que vivemos um tempo de incertezas e de ataques constantes à vida e à sua inalienável dignidade.


Encontros improváveis: conversas da Fé

Foi com enorme e profundo gáudio que vi a adesão dos fiéis da paróquia de Alfândega da Fé neste evento que teve tanto de inesperado como de inspirador.
Pela poesia da Fé e na mais pura filigrana do testemunho, os nossos convidados conduziram-nos pelas naus das epopeias históricas da Fé.
A Fé é sempre dada, recebida e testemunhada na comunidade. Não é ‘minha’, antes ela é transmitida fielmente na Santa Igreja Católica e nela recebida no dia do nosso baptismo. Por isso, a Igreja é a fiel depositária do grande tesouro da Fé.


«Quando a fé diminui, aumenta a superstição» (Papa Bento XVI)

O Halloween (termo inglês que significa ‘dia das bruxas’) é uma celebração pagã celebrada na véspera da celebração católica de ‘Todos os Santos’. Nascida no mundo anglófono, o Halloween não é nada mais do que a substituição do sagrado pelo profano com contornos e meios subtis. Sabemo-lo bem que as mudanças dos arquétipos e dos paradigmas sociais, políticos e culturais começam (sempre) pela imposição destes novos ideais nos mais jovens da sociedade. Gerar hábitos e necessidades novas é eliminar, paulatinamente, solenidades longamente instituídas e profundamente vividas.


Homem-irmão

«Senhor, ensina-nos a rezar» (Lc 11, 1). Neste pedido os discípulos apontam para a dimensão protológica da vida espiritual e da existência humana. Jesus faz experiência inaudita de nos revelar Deus como Pai. De facto, na história da salvação só Jesus foi capaz de dar esta novidade aos homens e ao mundo. Nunca outro profeta ou mandatário de Deus o tinha revelado. É curioso que, ao contrário do kerigma da Igreja – que anuncia a paixão, morte e ressurreição de Jesus e que é o Messias e Salvador esperado e longamente desejado –, o kerigma de Jesus é o anúncio do Reino e do Pai.


Encontros improváveis: conversas da Fé

Os «Encontros improváveis: conversas da Fé» será um evento que se enquadra na celebração dos 75 anos da consagração do concelho de Alfândega da Fé ao Imaculado Coração de Maria, numa parceria conjunta entre a paróquia e o município de Alfândega da Fé. Este incomum e inusitado encontro entre figuras tão diferentes do panorama social com o mote da Fé tem tanto de incomum como de aliciante e de inovador.