Chegada a última semana do que, ao que tudo indica, será a primeira volta da campanha eleitoral para eleição do Presidente da República, contra tudo o que seria espectável, à medida que se reduz o tempo para refletir, para muitos dos eleitores, fica cada vez mais difícil escolher se votar ou não votar, ou pior ainda, à falta de melhor, ter de se resignar a escolher, não o melhor dos melhores, mas, pior ainda, o menos mau dos piores.
A opinião de ...
Recentemente o cineasta português João Canijo brindou-nos com um díptico explorando, em duas óticas, a complexidade de relacionamentos difíceis e penosos de duas realidades coexistentes num pequeno hotel, a dos proprietários e a dos utentes, que, adequadamente, titulou de “Mal Viver” e “Viver Mal”, respetivamente. É normal que a arte se debruce, ocupe e explore as situações mais críticas, impiedosas e, às vezes, cruéis.
As redes sociais trouxeram ganhos inegáveis à democracia: ampliaram vozes, encurtaram distâncias e criaram novos espaços de participação cívica. Mas trouxeram também uma perversão preocupante: o assassinato de caráter feito em praça pública, muitas vezes dirigido a pessoas ligadas a instituições públicas, sem contraditório, sem prova e sem responsabilidade.
Aquilo que é próprio de um país a que pertence, ou que se expressa de modo rigoroso e sem incorrecções, diz-se ser vernáculo. Em latim, a expressão refere-se a escravo nascido na casa do amo, doméstico, de casa. Não podia, portanto, haver termo mais feliz para identificar a arquitectura a que me tenho referido - algo de casa, desprovido de estrangeirismos, que é nosso. Mas a identificação com o que é nosso, não passa apenas pelo uso de materiais locais e de técnicas tradicionais de construção.
Compreender como o olho humano forma imagens é essencial para criar tecnologias que melhorem a nossa visão, desde as simples armações até às lentes de contacto mais avançadas. Para esta parceria, entre saúde e ciência, a Matemática contribui ativamente.
Na área da oftalmologia destaca-se o médico sueco Gullstrand (1862-1930), autodidata em geometria diferencial, que revolucionou o estudo da visão. O seu contributo abriu caminho a inovações que nos permitem ver melhor o mundo e, como tal, foi distinguido com o Prémio Nobel em 1911.
Há momentos em que a vida não pede explicações nem soluções. Pede apenas presença, colo e alguém que fique. Talvez seja isso que, no fundo, procuramos quando tudo pesa: um xaile.
Há palavras que não se explicam. Acontecem. Chegam devagar, pousam em nós com cuidado e ficam. Há dias, uma senhora disse-me uma dessas palavras. Disse-a sem ênfase, sem intenção de ensinar, como quem partilha algo que sempre soube.
Disse-me que, no fundo, o que nós precisamos na vida é de um xaile.
. Vamos começar um Novo Ano. Todos nós desejamos “Feliz Ano Novo”, com votos de felicidades a conhecidos e desconhecidos. Paramos diante dos montras apelativas, onde as luzes resplandecem, ouvimos as melopeias de Bach nas ruas engalanadas, adquirimos objetos que nos deliciam, convencidos da sua utilidade e conforto, sonhamos com viagens pelas praias do Caribe e Índico ou pelos safáris africanos.
Os Prémios DECO estão de regresso para a sua 3.ª edição. As distinções, atribuídas pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, vão reconhecer iniciativas, programas e estratégias de apoio e defesa dos munícipes, assim como o trabalho desenvolvido por Municípios e Juntas de Freguesia em prol do consumidor a nível local. Para a edição de 2025, os prémios apresentam oito categorias, assim como uma imagem renovada.
Estou aí à porta as eleições para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. No que a nós, transmontanos, diz respeito, em causa estará a CCDR-N, a do Norte.
Ao contrário do que costuma acontecer, são dois os candidatos.
Por um lado, Álvaro Santos, candidato proposto por acordo entre PSD e PS. Uma candidatura aparentemente consensual.
Mas uma candidatura que foi desafiada por António Cunha, que ocupou o cargo até agora. Antigo reitor da Universidade do Minho, António Cunha começou por não reunir a simpatia da generalidade dos autarcas do norte.
A avaliar pelos primeiros dias deste novo ano, contra tudo o que seria de esperar, espera-se e exige-se de todos os grandes responsáveis pela condução dos destinos da humanidade que tenham a coragem e o bom senso de, antes que seja tarde, fazerem tudo o que está ao seu alcance para travar a atual escalada de guerra que ameaça por em causa a estabilidade e o futuro de toda a humanidade, de que é exemplo paradigmático a recente invasão ilegítima da Venezuela, levada a cabo pelo atual presidente dos Estados Unidos da América.
Muitos Bragançanos acreditaram que estas eleições seriam diferentes.
Na campanha prometeu-se uma cidade governada pela competência, mérito, reconhecimento e transparência. E que, tal, valeria mais do que a influência partidária, politica, familiar ou qualquer outra.
Porém, com a reorganização dos serviços da Câmara Municipal de Bragança (CMB), o que nos chega, agora, à mesa, é um banquete de novos cargos dirigentes e lugares técnicos que ninguém pediu, mas que, diz a Vox populi, alguém nos bastidores, parece estar ansioso por ocupar.
O ano de 2025, foi especialmente marcante para Bragança, num exercício de contrastes, desde logo pela vitória de Isabel Ferreira e do Partido Socialista nas eleições autárquicas, mas também por se ficar a saber que alguns projetos estratégicos, materiais, não viram a luz do dia e que poderiam ter marcado uma evolução positiva em diferentes sectores, contribuindo para o desenvolvimento territorial do concelho.
Vergílio Taborda, no livro “Alto Trás-os-Montes – estudo geográfico” de 1932, a sua notável dissertação de doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensina-nos que esta unidade histórica a que se convencionou chamar Trás-os-Montes, desde cedo ofereceu uma fisionomia peculiar que a distingue das outras regiões de Portugal.
Desde a época de domínio romano, em que os vales foram progressivamente ocupados pelas populações que viviam nos castros e, mais tarde, com a fundação de paróquias, em lugares cujo termo se media pelo tempo que se demorava a lá chegar com os animais ou sem eles, que as nossas aldeias construíram uma paisagem única e foram, desde sempre, unidades de gestão do território muito eficientes. No entanto, a falta de economia associada a este território, na actualidade, significou o seu esvaziamento e, consequentemente, a escassez de gente implicada na sua gestão.
Caros leitores, nesta quadra, igualmente em todos os anos e meses e semanas e dias e horas, em todas as latitudes e longitudes, desejo que o Homem possa construir um novo mundo, onde não caiba a guerra, onde a fome e a má nutrição não matem milhões, onde uns poucos não desfrutem egoisticamente dos bens que a Natureza lhe propiciou e, onde, enfim, os direitos humanos sejam respeitados na sua plenitude.
Retomando neste momento o projeto que idealizei de trazer aqui alguns nossos escritores dignos de pedestal (projeto a que darei atenção, provavelmente com algumas intermitências), sinto-me hoje obrigado a falar de um escritor sobre o qual há muito criei uma grande empatia. Trata-se do ilustre transmontano Trindade Coelho, nascido em Mogadouro a 18 de junho de 1861.
Um certo dirigente político da nossa praça, incapaz de o assumir diretamente, mandou espalhar por este nosso Portugal, cartazes para, dissimuladamente, dizer algo bem diferente do que ali estava escrito. Não satisfeito com o protagonismo obtido veio, por ocasião do Natal, “desafiar” os portugueses para assumirem claramente os nossos valores e cultura, concretamente, os valores cristãos de Portugal e da Europa.
Pela presente, tenho o prazer de levar ao conhecimento de V.as Ex.as que, para obter um conhecimento, tanto quanto possível e aceitável, do perfil de todos os candidatos a presidentes da república, que me permita, no próximo dia dezoito de janeiro, votar em consciência, sem saber muito bem por que carga de água, impus-me a mim próprio ouvir todos os debates dos candidatos a presidente da república, realizados pelas televisões generalistas em horário nobre, que gravei e que, quanto mais os leio e procuro interpretar, mais me massacra a memória e martela os ouvidos, a tentativa de encontrar
O subsídio de Natal representa, para muitas famílias portuguesas, um reforço crucial do orçamento anual. No entanto, esta verba extra é frequentemente engolida pela pressão do consumo festivo, transformando o que deveria ser um alívio financeiro num dilema. Dezembro é um mês marcado por despesas adicionais, presentes, jantares, viagens e atividades de lazer, que desafiam o equilíbrio financeiro dos consumidores, especialmente num contexto de inflação e aumento do custo de vida.
Há quem traga uma luz que não se apaga. Não porque tenha uma vida fácil, mas porque aprendeu a cuidar, a acreditar e a amar. Brilhar por dentro é um acto de coragem — e é talvez a forma mais bela de fé.
