Editorial - António Gonçalves Rodrigues

Pés ao caminho

O passado domingo marcou o início do processo sinodal no seio da Igreja Católica, a pedido do Papa Francisco.
Na diocese de Bragança-Miranda, foi uma eucaristia celebrada na catedral, em Bragança, a dar início a esta fase que se quer de máxima auscultação, incluindo dos que "habitualmente não são ouvidos", como sublinhou o bispo D. José Cordeiro, ou "ouvir as margens", como dizia esta semana o Pe. Paulo Terroso, administrador do Diário do Minho.


Pensar o país não é isto

Terminou recentemente um curso para formação de agentes da Polícia de Segurança Pública, o 16.º, no qual se formaram 744 novos agentes. Destes, 15 por cento são do género feminino.
De acordo com a informação do Ministério da Administração Interna, os 744 novos agentes que terminaram o curso têm idades compreendidas entre os 20 e 31 anos, com o grau de escolaridade mínimo correspondente ao 12.º ano ou formação equivalente, ingressando agora na carreira de Agentes da PSP, iniciando um período experimental de um ano.


O apelo do Papa

Foi no passado dia 29 (quarta-feira) que o Papa Francisco divulgou o tema do próximo Dia Internacional das Comunicações, em 2022.
Habitualmente, a Mensagem do Papa é conhecida a 24 de janeiro, dia de S. Francisco de Sales (que na diocese de Bragança-Miranda é assinalado com um pequeno almoço entre o bispo D. José Cordeiro e os jornalistas em atividade na região) mas divulgada apenas em maio, altura em que se assinala o Dia Internacional das Comunicações (no domingo de Pentecostes).


Os Dias que se seguem

E pronto, a azáfama eleitoral já passou, honra aos vencidos, glória aos vencedores. É tempo de começar a afiar as facas, a pensar no próximo ato eleitoral, que ocorrerá dentro de quatro anos.
E o tilintar do metal já se começou a ouvir, ainda durante a noite de domingo. Mas já lá vamos.
Para já, das eleições de domingo resultam algumas conclusões. Desde logo que em Bragança, o PSD é cada vez mais uma força enraizada.
Em Freixo, a tradição tem muita força e ainda não foi desta que um autarca chega ao terceiro mandato.


Falta o envelope, senhor Ministro

Depois de uns anos de crise, em que o número de candidatos ao Ensino Superior se ressentiu, os últimos dois anos são de recordes.
A retoma económica que o país vinha conhecendo, sobretudo desde 2016, permitiu algum desafogo quer às famílias dos jovens estudantes quer aos adultos que nunca perderam de vista o objetivo de se valorizarem através de um curso ou mestrado.
Com o aparecimento da pandemia de covid-19, poderia pensar-se em novo retrocesso mas os números apontam para a manutenção do crescimento de alunos nas universidades e politécnicos.


Quo Vadis, sociedade?

As redes sociais são um local cada vez menos recomendável. Em tempo de eleições autárquicas, esse fenómeno ganha especial relevo, com a proliferação de perfis falsos que mais não querem do que criar confusão.
Mas nem só desses perfis se alimentam.
As redes sociais mais não são do que uma pequena janela para o mundo, não são dos postos de observação mais abrangente.


As eleições que são diferentes de todas as outras

As eleições são todas iguais. Há pelo menos um candidato, há aqueles que votam. Os votos são contados e, no final, ganha aquele que tiver mais votos (ou, como nos EUA, mais delegados eleitos e não necessariamente mais votos populares).
No entanto, pelo menos em Portugal, há umas que são mais iguais do que as outras.
É o caso das eleições autárquicas que, pelo seu caráter de proximidade ao cidadão e do cidadão candidato, ganham uma carga emocional e uma tensão muito superior às restantes (mesmo as dos clubes desportivos).


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