Manuel Diogo Cordeiro

Do esterco nas ruas ao carbono invisível: o inimigo que mudou de forma

No início do século XX, as cidades enfrentavam um problema agora difícil de imaginar. As ruas estavam repletas de cavalos responsáveis pelo transporte de pessoas e mercadorias. Milhares de animais circulavam diariamente, produzindo enormes quantidades de dejetos. O cheiro era intenso, as moscas proliferavam e a contaminação da água favorecia a propagação de doenças. O esterco acumulado era um grave problema de saúde pública.


Eclipse solar total em Bragança

Alinhamento, interposição, ocultação, escurecimento, penumbra, ofuscamento, ocaso. Palavras diversas que convergem para o deslumbramento provocado pelo eclipse. Esta diversidade de conceitos traduz não apenas a dimensão física do fenómeno astronómico, mas também o seu profundo simbolismo. Desde os tempos mais remotos, a humanidade nunca ficou indiferente a este espetáculo celeste, que tanto inspira fascínio como reverência.


O crescimento das cidades em altura

Durante séculos, os elevadores foram engenhos rudimentares, pouco seguros e reservados para usos muito específicos. Graças a Elisha Otis (1811-1861) esta realidade mudou drasticamente.
A grande inovação de Otis não foi o elevador, mas o sistema de segurança que inventou em 1853. Até então havia um receio evidente: se o cabo que sustenta a cabine se partisse esta entraria em queda livre, isto é, cairia apenas sob a ação da força gravítica. Em Física, significa que a velocidade iria aumentar rapidamente durante a queda, tornando o impacto inevitavelmente fatal.


A Matemática escondida nas lentes oftálmicas

Compreender como o olho humano forma imagens é essencial para criar tecnologias que melhorem a nossa visão, desde as simples armações até às lentes de contacto mais avançadas. Para esta parceria, entre saúde e ciência, a Matemática contribui ativamente.
Na área da oftalmologia destaca-se o médico sueco Gullstrand (1862-1930), autodidata em geometria diferencial, que revolucionou o estudo da visão. O seu contributo abriu caminho a inovações que nos permitem ver melhor o mundo e, como tal, foi distinguido com o Prémio Nobel em 1911.


O tubo mágico que previa o tempo

Muito antes das previsões meteorológicas baseadas em dados recolhidos por satélites e de aplicações no telemóvel, os marinheiros confiavam num curioso dispositivo para prever o estado do tempo, denominado barómetro de tempestade, ou storm glass. À primeira vista, parecia um simples cilindro de vidro, selado e cheio de um líquido transparente. Contudo, a forma como o líquido permanecia límpido, turvava ou cristalizava, permitia prever a ocorrência de sol, chuva, nevoeiro ou tempestade.


O vidro que nos protege

Quando olhamos através do para-brisas de um automóvel raramente pensamos na ciência e engenharia que o tornaram tão seguro e funcional. À primeira vista parece uma simples superfície transparente mas o vidro, que nos separa do vento, da chuva, etc., resulta de um século de inovação tecnológica.


Petricor: o doce aroma da terra renovada

No início do outono, com os dias ainda solarengos e as noites já frias, aproximam-se as primeiras chuvas da estação. Nestes dias de chuva pouco intensa, há um odor inconfundível, emanado pela terra, originado pelo petricor. Este é muito mais do que uma fragrância: é a expressão natural da terra que se reinventa e nos acolhe. É um perfume etéreo que desperta memórias e sentimentos agradáveis.


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