A melodia na garganta
Há quem queira pintar a manta e vestir-me com cores partidárias. Na infância, diziam-me que o rubro me assentava bem, talvez prevendo acesos debates de sacristia. Nem ontem, nem hoje, nem rubro, verde, rosa, laranja, ou azul-celeste. Até uma camisa me incomoda se antevejo leituras enviesadas no tribunal da esquina, ou no adro da igreja. Há anos que o branco e o cinza contrastam na indumentária, com o colarinho clerical usado com orgulho (e sem desprimor para os administrativos).
