As ruínas não rezam, lamentam-se
Ensimesmado na sua mesa de trabalho, trauteia, quebrando o silêncio de um Nordeste sem seminaristas, levados pela emigração e pelos berços vazios, o saudoso Abade de Baçal, Francisco Manuel Alves. Aponta agora chaves de leitura: “Meus saudosos amigos, já mandei estender a palha no curral, fazer a merenda e, encher o garrafão… mas sei que não vindes (…) manias de um ancião que vos não esquece.” Olho para ele, de “Diário da República” na mão, a fitar as ruínas de parte da sua antiga casa, a interrogar-se junto de um Juiz que teima em não falar: “Explica-me esta sentença pelo avesso”.
