Pe. Estevinho Pires

Livro memória e recuperação urgente da Capela

A Feira do Livro devolveu a Bragança algo maior do que livros, devolveu-lhe o gesto de afirmar que, neste interior profundo, também se lê, também se escreve, também se pensa, também se resiste. A Feira acendeu luz onde tantas vezes se supõem espessas sombras. Trouxe ficção, história, poesia, ciência, e trouxe, sobretudo, participação. Num país tantas vezes puxado para o litoral, lembrou que o interior não é margem, é centro de vida.


Tributo a Ilídio Mesquita, ou a atualidade de uma causa

O meu amigo diácono Ilídio Mesquita, de saudosa memória [+28 12 2018], permanece como uma daquelas figuras que o interior deve guardar com estima, não por folclore sentimental, mas porque fez aquilo que o Estado tantas vezes esquece: defendeu vidas. Simples no trato, firme quanto baste na convicção, foi capaz de transformar uma causa local numa lição nacional. Assim aconteceu na “manif pelo Heli”, em 2012, quando ergueu a voz pela permanência do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros.


Sexo, álcool, drogas e caixas de esmolas

Uma denúncia entregue à Polícia Judiciária e revelada pelo Correio da Manhã, depois aprofundada pela MAGG/Observador, expôs alegados encontros sexuais entre sacerdotes das dioceses do Porto e de Braga, realizados em casas paroquiais e outros espaços, envolvendo álcool, drogas leves e suspeitas de desvio de esmolas. As dioceses afirmam desconhecer os factos, mas a gravidade das acusações reacende a urgência de reforçar transparência, disciplina e responsabilidade pastoral.


“Quando nos voltarmos a encontrar”

Há tantas coleções como interesses pessoais. As que mais aprecio são as que ajudam a preservar a memória coletiva e, que edificam as pessoas. Isto para falar de um livro que colige panegíricos, que usam a gratidão, como que usa uma ciência que pode mudar vidas e influenciar pessoas. Falo-vos de um livro e de um amigo, “Quando nos voltamos a encontrar”, de Júlio “Fagus”, 2025.


Promoção da arte e dos artistas evita “embirrices” e desencontros nas Igrejas

É uma falha nossa, e das nossas estruturas [Dioceses, Paróquias, Arciprestados, Unidades], que nos Planos Pastorais, ou na ausência deles, não se preste a devida atenção aos Coros, aos Concertos e à Animação Cénica em geral, nas nossas igrejas.
A atenção e o cuidado para com a promoção da arte e dos artistas evita tantas normas desnecessárias e mal-entendidos, “embirrices” e desencontros, de profissionais da música e presidentes de assembleia, na hora de escolher os repertórios.


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