Carlos Fernandes

Habituem-se... (III)

Estamos a iniciar um novo ciclo político depois de 8 anos com maiorias politicas e parlamentares à esquerda. 8 anos de confusões de desculpas e argumentos ideologicamente convenientes.
Entre 2015 e 2019 – 4 anos – a culpa de tudo o que estava mal era da troika de Passos Coelho e do governo anterior. Mas escondiam que quem tinha trazido essa «famigerada» troika tinha sido José Sócrates e o PS .
A maioria de esquerda – PS; PCP; BE; PAN e LIVRE- haviam sido derrotados por esse «tenebroso» Passos Coelho que havia vencido ou legislativas de 2015.


Habituem-se... (II)

Pedro Nuno Santos perdeu essa oportunidade de mostrar que é possível fazer política de outra maneira. O PS perdeu a oportunidade de trazer mais transparência para a politica e mais força para a democracia.
E a política e a democracia continuarão a percorrer os caminhos que os vários poderes (ou corporações) querem que se mantenham.
Hoje a democracia já não é o regime de todos e para todos. A democracia hoje, é aquilo que os grupos económicos, financeiros e poderosos deixam que seja.


Habituem-se... (I)

As recentes eleições legislativas e os seus resultados deveriam merecer de todos os políticos profundo reflexão.
Não só pelo resultado de cada força partidária mas também e, sobretudo ,pela percentagem da abstenção.
É notório e constante o afastamento dos portugueses em relação à política.
Mas a culpa não é só dos políticos e dos partidos.
É verdade que os partidos e os políticos se põem a jeito e, daí, a opinião que os portugueses dão de tais intervenientes.
Em 2024 continuamos a fazer politica como se fazia há 50 anos .


Epístola do cimo de Portugal ao Senhor António Costa

Nesta hora de despedida é meu dever e obrigação manifestar, publicamente, o meu contentamento com a sua partida. Embora as razões que a motivaram devessem encher de vergonha a cara dos que a provocaram. Mas, como dizia a minha avó Maria Antónia «quem nun tem bergonha, todo o mundo é seu»
De qualquer maneira «as feitas são as que balen»
O sr. parte com a ideia (errada?) do dever cumprido e de ter conseguido os seus objectivos. Ou, pelo menos, alguns deles. Mas também alguns ficaram por cumprir.


Eu e o Papa I

Pela televisão acompanhei a visita do Papa Francisco a Portugal. Com fé e muita alegria interior. Mas, também, com muita vontade e muita esperança que esta visita mostrasse ao mundo aquilo que o mundo não sabe ou já esqueceu – Portugal é capaz, Portugal sabe- até porque já fomos donos de meio mundo.


Não vale tudo (II)

r. Paulo Morais
Depois de serem esclarecidas todas as questões relacionadas com a sua passagem pela CMPorto a sr. Ainda deveria esclarecer mais algumas questões.
O sr. Aparece ligado à criação de várias associações da mais variada natureza. E até foi candidato à Presidência da República.
Tudo isto para funcionar precisa “daquilo” com que se compram os melões.
Naturalmente que quem aparece com estas valentias todas nada tem a temer e com tantos “nobel” muito menos ainda. De qualquer forma temos o direito de saber quem está por trás de si e de onde vem o “pilim”


Bem ‘mou finto’! (II)

De facto, somos um povo difícil de entender.
A nossa soberba não nos deixa ver ou pensar se o nosso vizinho precisa de nós.
A nossa vaidade não nos deixa ver ou pensar que os outros (amigos ou não) poderão precisar da nossa solidariedade.
A nossa inveja não nos deixa ver ou pensar que os outros (amigos ou não) podem ter mais do que nós e que, por isso, não devemos nem podemos considerar-nos menos importantes ou úteis.


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