A opinião de ...

Definitivamente, este nosso mundo ensandeceu!...

A propósito da decisão irracional do mentecapto incorrigível Donald Trump, que tem nas mãos os destinos da nação dos Estados Unidos da América, de mandar atacar o Irão, veio-me à lembrança o conhecido comentário ,”Meteu-se numa camisa de onze varas”, que nos tempos idos era normal ouvir-se, sempre que alguém, sem uma razão aparente ou um motivo plausível, resolvia meter o nariz onde não era chamado, acabando sempre por se enredar em sarilhos, dos quais raramente conseguia libertar-se airosamente.
Só que, no caso concreto da invasão do Irão, se não houver o bom senso e a coragem de a suspender imediatamente, tem tudo para correr muito mal para os dois lados.
Tendo em conta a capacidade destruidora dos armamentos das potencias arrastadas para um conflito como este, tão inútil quanto desnecessário, o qual, inclusivamente, está a levantar sérias dúvidas na comunidade internacional quanto à sua legitimidade, cujas consequências avassaladoras, imprevisíveis e dificilmente evitáveis, pelas mais variadas razões, a não ser travado urgentemente, poderão por em sério risco o presente e o futuro próximo de toda a humanidade. Senão vejamos.
As hostilidades começaram há apenas três dias, e as consequências em vítimas e em destruição não se fizeram esperar.
- O preço do crude a subir em flecha, não faz prever nada de bom;
- Em sentido inverso, as bolsas asiáticas estão a cair em série;
- Os transportes locais e intercontinentais estão à beira do caos;
- O comércio global caminha para perigosa crise de incerteza;
- A insegurança no Médio Oriente pode potenciar uma gigantesca vaga de emigração, sobretudo para a Europa, difícil de quantificar, de prever e de acomodar;
- A curto prazo, pode estar em causa o abastecimento de matérias primas para a atividade industrial, bens essenciais como os medicamentos, a energia, as comunicações e os produtos alimentares;
- Serviços essenciais como o serviço de saúde e tantos outros rapidamente ficarão sem qualquer possibilidade de manter o seu regular funcionamento.
Infelizmente, como se tudo isto não fossem razões de sobra para obrigar quem iniciou esta guerra a parar para refletir sobre os prós e os contras da sua decisão, as coisas poderão estar muito longe de ficar por aqui.
À semelhança do que aconteceu 2022, já lá vão mais de quatro anos, desde que a Ucrânia, a mando do outro mentecapto da laia do Donald Trump, que dá pelo nome de Putin e se assume como dono e senhor da Rússia, também agora não é de excluir a hipótese de o mundo civilizado se ver de novo confrontado com fatalidade de conviver com uma guerra de guerrilha sem rosto ou de lidar com uma nova guerra na Europa sem fim à vista, restando apenas esperar para ver.

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