Henrique Ferreira

Professor

Tempos estranhos

Foram estranhos estes quinze dias últimos, dominados pelos temas da regionalização do Coronavírus-2/Covid19, em Portugal; da exclusão dos cidadãos idos dos aeroportos de Portugal de entrada directa nos territórios da Dinamarca e do Reino Unido; do Primeiro Orçamento Suplementar para 2020; da solução para a TAP; e do populismo triunfante do Primeiro-Ministro e do Presidente da República acerca daquela exclusão.


Os campeonatos da parolada

Enquanto a Ásia e a África conhecem os efeitos da tragédia trazida pelo Coronavírus-2 e os europeus tentam minimizar a sua, os líderes dos EUA, do Brasil e de Portugal parecem ter entrado numa tragédia grega em que querem fazer, ao mesmo tempo, os papéis de ator, de ponto e de coro não se apercebendo de que estão a desenvolver vários campeonatos de parolice. Especifiquemos.


Um Portugal que julgava já não existir

O Coronavírus-02 e a Covid-19 permitiram-me redescobrir um país que julgava já não existir.
A ondas de solidariedade emocional, económica, social e de ajuda aos profissionais de saúde e restante pessoal da «linha da frente» impressionaram-me pela sua genuinidade, pela sua generosidade e pela sua manifestação de valores cristãos católicos e de solidariedade.
Sabia pela experiência da guerra que «a união faz a força» e que existe coesão quando é «um por todos e todos por um».


Olhar a crise: mudar de vida

Este texto trata da descrição de dois aspectos do que será a crise provocada pela Covid-19, a tal pneumonia que pode conduzir à asfixia do sistema respiratório e da crise ambiental que já existe.
Não sabemos nem o número de vítimas mortais que a Covid-19 vai provocar nem o tempo que a infeção vai estar instalada e nem sequer sabemos o tempo que o vírus pode permanecer vivo e em que condições morre.


Coronavírus, o mensageiro da guerra por procuração

Donald John Trump, Presidente dos EUA, quis «tornar a América grande, outra vez». Para isso, em finais de 2016, numa das suas estratégias mais arriscadas, quis mostrar à China que podia, unilateralmente, mudar as regras do comércio recíproco e, por ricochete, também as do comércio com a UE.
As retaliações da China não se fizeram esperar e Trump lá conseguiu um acordozito que não o envergonhasse muito perante os americanos. Os Europeus, como sempre, desde a II Guerra Mundial, nada fizeram.


Deixa-me amar-te até ao fim

O Parlamento Nacional Português, designado oficialmente por Assembleia da República, autorizou-se a despenalizar a Eutanásia. Para isso, incumbiu os deputados nacionais membros da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias da mesma Assembleia, de integrarem os diferentes projetos aprovados e redigir uma proposta final de despenalização a discutir pelo Plenário de Deputados.