Henrique Ferreira

Professor

Morreu Jürgen Habermas

Morreu anteontem, dia 12, Jürgen Habermas, alemão de 96 anos, grande pensador da democracia e da sociedade. Um dos pais da democracia moderna. Juntamente com Carole Pateman, John Rawls e Licínio Lima, forneceu-nos os fundamentos de uma teoria da democracia como participação dos cidadãos na vida pública, a democracia deliberativa, baseada no respeito pelo diálogo e na reciprocidade de direitos e de deveres.


Irão: entre Hamurabi e Calígula

Enquanto por cá, um Vereador da Câmara Municipal de Bragança nos vai entretendo com uma «novela morena» que parece ter tudo para ser novela, pela paixão, pelo ódio e pelo enredo, e morena pela identidade de um dos seus figurantes, no Médio Oriente, desenrola-se uma guerra que tem como protagonistas o desejo infinito de vingança e a vontade de inflingir um castigo sem dó nem piedade (responsáveis iranianos seguindo o Código de Hamurábi) contra os caprichos e loucura de poder de um homem que parece julgar-se inspirado por um poder divino e que não parece medir bem as consequências dos seus ac


Um país frágil, mas solidário

Tal como em 26 de Novembro de 1967, em Lisboa, a tempestade Kristin abateu-se agora sobre a zona centro do nosso país, no dia 28 de Janeiro de 2026, sem dó nem piedade. Provocou muitos estragos e mostrou um país algo mais preparado, mas quase impotente não só perante as forças da natureza como também perante o caos organizativo e a impreparação dos meios humanos e materiais que já estão alocados à prevenção e ajuda nas tragédias.


Seguro parece ter futuro

Uma palavra prévia para as vítimas do temporal a quem devemos prestar a nossa solidariedade.
A segunda volta da eleição presidencial, em 8 de Fevereiro, tornou-se fácil para o candidato António José Seguro que teve difícil a primeira volta (em 18 de Janeiro). Por isso, digo que Seguro parece ter futuro.


Presidenciais 2026 em espera

As eleições presidenciais de 2026, cuja primeira volta se realizou no dia 18, vão decidir-se numa segunda volta. Registe-se a razoável participação eleitoral (53% de prováveis 5,8 em quase 11,3 milhões de eleitores). No Continente, 68,5%. E ainda a diminuição da abstenção nas regiões autónomas. Já no estrangeiro, a abstenção foi enorme, condicionada pela obrigatoriedade da presença física nos consulados.


Lucidez precisa-se

Quatro factos motivam-me a escrever estas reflexões: 1) a cultura predatória, neofascista e neoimperialista de Trump e de Putin; 2) o impedimento das mulheres em acederem ao diaconado cristão católico; 3) o projecto de alterações à Lei Laboral sem cumprimento das regras da concertação social; 4) os pós-debates dos debates dos candidatos às eleições para Presidente da República (PR).


E, contudo, vivemos melhor

Por estes últimos tempos, quem ouve as notícias, em Portugal, fica com a impressão de sentir um país a desagregar-se de tanta maledicência que ouvimos sobre tudo e sobre todos, todos os dias. Nuns casos, a maledicência vem do sectarismo ideológico; noutros, da má formação científica e cívica que não deixa considerar toda a complexidade dos fenómenos que avaliamos. A avaliação é um processo muito complicado e exigente. Noutros casos ainda, a maledicência deriva de distúrbios de personalidade e/ou de temperamento.


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