Henrique Ferreira

Professor

Seguro parece ter futuro

Uma palavra prévia para as vítimas do temporal a quem devemos prestar a nossa solidariedade.
A segunda volta da eleição presidencial, em 8 de Fevereiro, tornou-se fácil para o candidato António José Seguro que teve difícil a primeira volta (em 18 de Janeiro). Por isso, digo que Seguro parece ter futuro.


Presidenciais 2026 em espera

As eleições presidenciais de 2026, cuja primeira volta se realizou no dia 18, vão decidir-se numa segunda volta. Registe-se a razoável participação eleitoral (53% de prováveis 5,8 em quase 11,3 milhões de eleitores). No Continente, 68,5%. E ainda a diminuição da abstenção nas regiões autónomas. Já no estrangeiro, a abstenção foi enorme, condicionada pela obrigatoriedade da presença física nos consulados.


Lucidez precisa-se

Quatro factos motivam-me a escrever estas reflexões: 1) a cultura predatória, neofascista e neoimperialista de Trump e de Putin; 2) o impedimento das mulheres em acederem ao diaconado cristão católico; 3) o projecto de alterações à Lei Laboral sem cumprimento das regras da concertação social; 4) os pós-debates dos debates dos candidatos às eleições para Presidente da República (PR).


E, contudo, vivemos melhor

Por estes últimos tempos, quem ouve as notícias, em Portugal, fica com a impressão de sentir um país a desagregar-se de tanta maledicência que ouvimos sobre tudo e sobre todos, todos os dias. Nuns casos, a maledicência vem do sectarismo ideológico; noutros, da má formação científica e cívica que não deixa considerar toda a complexidade dos fenómenos que avaliamos. A avaliação é um processo muito complicado e exigente. Noutros casos ainda, a maledicência deriva de distúrbios de personalidade e/ou de temperamento.


Eleições locais (7). O «Juiz» decidiu. Está decidido.

O Juiz ou grande júri ou Povo Soberano votou e decidiu, no passado dia 12, a quem entregar a administração dos municípios e das freguesias. Os analistas interpretam agora a dinâmica dos resultados. Procuram causas e explicações. Não ambiciono tanto porque em todos os resultados há diversos factores que não é possível conhecer ou explicar e, muito menos, nacionalizar.


A Direita Chegou. Cuidemos do «Doente PSD»

Lentamente, o Chega vai «comendo» o PSD, um partido que corre o risco de deixar de ser do Centro para ficar «aChegado» à Direita porque demasiado apegado ao Poder e sem vergonha de se descaracterizar como partido social-democrata.
Falemos dos últimos dois casos conhecidos, a Lei da Imigração e a nova Lei da Habitação. A Lei da Habitação constitui uma oferta descarada aos interesses dos mais ricos, «aconChegados» com benefícios nunca sonhados face ao preço das casas e das rendas.


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