Henrique Ferreira

Professor

PSU, quem és tu?

O XXV Governo Constitucional propôs à Assembleia da República a deliberação sobre uma Lei para tornar proporcionais as comparticipações de solidariedade social às pessoas em dificuldade em função de uma pontuação relativa a um critério, o valor anual do limiar de pobreza.
O objectivo será aglutinar numa só comparticipação, que virá a ser chamada de Prestação Social única (PSU), pelo menos 13 comparticipações diferentes, mantendo cada apoiado a sua distância relativa actual, para mais ou para menos, relativamente ao critério.


Tempos de alienação

Vivemos um tempo de incertezas. A instabilidade instalou-se nas grandes certezas que garantiam algum equilíbrio às lutas e jogos de poder. Os democratas parecem preferir ir a reboque dos movimentos autocráticos a lutar pelos valores que dizem ter garantido a sua paz durante 81 anos. O Dinheiro e o Poder são agora os factores que determinam as decisões oportunistas. A luta pelas fontes energéticas e, em breve, pelas matérias raras (lítio, urânio e outras) e pela água, fizeram esquecer os princípios essenciais das democracias.


Morreu Jürgen Habermas

Morreu anteontem, dia 12, Jürgen Habermas, alemão de 96 anos, grande pensador da democracia e da sociedade. Um dos pais da democracia moderna. Juntamente com Carole Pateman, John Rawls e Licínio Lima, forneceu-nos os fundamentos de uma teoria da democracia como participação dos cidadãos na vida pública, a democracia deliberativa, baseada no respeito pelo diálogo e na reciprocidade de direitos e de deveres.


Irão: entre Hamurabi e Calígula

Enquanto por cá, um Vereador da Câmara Municipal de Bragança nos vai entretendo com uma «novela morena» que parece ter tudo para ser novela, pela paixão, pelo ódio e pelo enredo, e morena pela identidade de um dos seus figurantes, no Médio Oriente, desenrola-se uma guerra que tem como protagonistas o desejo infinito de vingança e a vontade de inflingir um castigo sem dó nem piedade (responsáveis iranianos seguindo o Código de Hamurábi) contra os caprichos e loucura de poder de um homem que parece julgar-se inspirado por um poder divino e que não parece medir bem as consequências dos seus ac


Um país frágil, mas solidário

Tal como em 26 de Novembro de 1967, em Lisboa, a tempestade Kristin abateu-se agora sobre a zona centro do nosso país, no dia 28 de Janeiro de 2026, sem dó nem piedade. Provocou muitos estragos e mostrou um país algo mais preparado, mas quase impotente não só perante as forças da natureza como também perante o caos organizativo e a impreparação dos meios humanos e materiais que já estão alocados à prevenção e ajuda nas tragédias.


Seguro parece ter futuro

Uma palavra prévia para as vítimas do temporal a quem devemos prestar a nossa solidariedade.
A segunda volta da eleição presidencial, em 8 de Fevereiro, tornou-se fácil para o candidato António José Seguro que teve difícil a primeira volta (em 18 de Janeiro). Por isso, digo que Seguro parece ter futuro.


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