José Mário Leite

Dois mais dois são quatro

Diz-nos a Bíblia, através dos seus evangelistas que Cristo nos exortou a interpretar adequadamente os sinais visíveis na natureza que nos rodeia (“Aprendei com a parábola da figueira: quando os seus ramos se renovarem e as suas folhas começarem a despontar, sabereis que o verão está próximo” – Mateus 24:32).


Fundadas Razões de Esperança!

No passado dia vinte e seis do pretérito mês de novembro, foi inaugurado na zona ribeirinha, com grande pompa, o novíssimo Centro Botton-Champalimaud de Investigação e Tratamento do Cancro do Pâncreas. A atenção dos média foi atraída, não só pela quantidade e importância das individualidades presentes, (os mais altos dignitários dos dois países ibéricos, com especial destaque para o casal real espanhol e, do lado português, o Presidente da República, o Presidente da Assembleia e o Primeiro Ministro) mas pela relevância do Centro, único no mundo, no combate ao mais mortífero dos cancros.


Uma Carpintaria no Cabeço

No passado dia 12 de agosto, no Cabeço da Senhora da Assunção foi apresentado o último livro do meu tio padre Joaquim Leite, “Na Carpintaria de José”. Baseando-se na recuperação de uma peça de teatro, feita e representada, há várias dezenas, no Seminário de S. José, em Bragança, agora revista e aumentada, o padre Leite acrescentou-lhe mais quatro unidades (capítulos) falando de quatro Josés bíblicos (José do Egito, José de Nazaré, José de Arimateia e José Caifás), da Sagrada Família (a bíblica e a de Barcelona) e fechando com melodias alusivas ao tema, uma delas da sua autoria.


Assinar de Cruz

Eu seria incapaz de colocar o meu nome por baixo de um texto, intitulando-me autor de algo que não tivesse escrito. Não é esse, infelizmente, o entendimento de outros, principalmente alguns autarcas que, convencidos da importância de terem de dizer algo de substancial, sempre que uma obra literária leva a chancela camarária, não resistem ao impulso de novo-riquismo intelectual, parolo e pouco inteligente e, desconsiderando-se sobretudo, a si próprios, colocam o seu nome por baixo do que outros, a seu pedido, conceberam e escreveram.
É a Relvização política.


Visão política

Não fui nem sou apoiante de Pedro Santana Lopes. Mas, mesmo não lhe identificando capacidade para liderar os destinos da capital e, muito menos, os do país, não se pode ignorar o seu óbvio “faro político”, a sua natural intuição e, sobretudo, a sua brilhante inteligência que, aliás, lhe foi, justamente, reconhecida por Sá Carneiro. A propósito da sua candidatura, independente, à Câmara da Figueira da Foz deu, recentemente, na SIC, uma verdadeira lição que deveria ser devidamente escutada e analisada pelos candidatos que, nesta altura, pululam por este nosso Portugal.


O Castelo? Não, obrigado

O cartaz, nos principais eixos rodoviários de acesso à vila, bem como a página oficial do município e os vários vídeos promocionais, não deixavam qualquer dúvida: 365 dias à sua espera! Por isso, quando um dos diretores da Gulbenkian (o decano da direção daquela Fundação) perguntou se havia alguma altura preferencial para visitar os excecionais frescos da Ermida da Senhora da Teixeira, a resposta foi óbvia: Não. Qualquer um dos 365 dias do ano é um bom dia. Contudo, como o seguro morreu de velho, o meu amigo pediu que confirmasse.


Malhar na Direita

Santos Silva, o Augusto ministro dos negócios estrangeiros, que já foi ministro de quase tudo deixando neles um rastro de quase nada, celebrizou-se por gostar de malhar na direita. Mas nem sempre, nem em toda. Malhar na direita, com gosto, se esta for interna e na oposição e, apenas de “garganta”. Se for a sério e numa direita externa e com poder, já não pode ser!


A Outra Medalha

Ana Teresa Tavares é investigadora do CEDOC (Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Universidade Nova de Lisboa) e do ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada, igualmente de Lisboa). Conheci-a há perto de uma vintena de anos, era ela ainda estudante do Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biomedicina, orientado pelo professor António Coutinho e que era, na altura, conhecido como o Programa dos Superdoutores. Fez o seu primeiro pós-doutoramento no IGC (Instituto Gulbenkian de Ciência), onde convivemos durante alguns anos.


O Risco e o Medo

No início de 2018, precisamente dois anos antes da declaração da Pandemia Covid19 pela OMS, foi publicado o livro FACTFULNESS escrito pelo médico sueco Hans Rosling (falecido em 2017), em co-autoria com o seu filho Ola Rosling e a sua nora Anna Rosling Rönnlund. A partir da Base de Dados, elaborada pelo trio através da Fundação Gapminder, o consultor e especialista em Saúde e Desenvolvimento disserta sobre a atualidade e sobre o futuro próximo, tanto quanto é possível prever, com alguma certeza.


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