Aquilo que é próprio de um país a que pertence, ou que se expressa de modo rigoroso e sem incorrecções, diz-se ser vernáculo. Em latim, a expressão refere-se a escravo nascido na casa do amo, doméstico, de casa. Não podia, portanto, haver termo mais feliz para identificar a arquitectura a que me tenho referido - algo de casa, desprovido de estrangeirismos, que é nosso. Mas a identificação com o que é nosso, não passa apenas pelo uso de materiais locais e de técnicas tradicionais de construção.
A opinião de ...
Compreender como o olho humano forma imagens é essencial para criar tecnologias que melhorem a nossa visão, desde as simples armações até às lentes de contacto mais avançadas. Para esta parceria, entre saúde e ciência, a Matemática contribui ativamente.
Na área da oftalmologia destaca-se o médico sueco Gullstrand (1862-1930), autodidata em geometria diferencial, que revolucionou o estudo da visão. O seu contributo abriu caminho a inovações que nos permitem ver melhor o mundo e, como tal, foi distinguido com o Prémio Nobel em 1911.
Há momentos em que a vida não pede explicações nem soluções. Pede apenas presença, colo e alguém que fique. Talvez seja isso que, no fundo, procuramos quando tudo pesa: um xaile.
Há palavras que não se explicam. Acontecem. Chegam devagar, pousam em nós com cuidado e ficam. Há dias, uma senhora disse-me uma dessas palavras. Disse-a sem ênfase, sem intenção de ensinar, como quem partilha algo que sempre soube.
Disse-me que, no fundo, o que nós precisamos na vida é de um xaile.
. Vamos começar um Novo Ano. Todos nós desejamos “Feliz Ano Novo”, com votos de felicidades a conhecidos e desconhecidos. Paramos diante dos montras apelativas, onde as luzes resplandecem, ouvimos as melopeias de Bach nas ruas engalanadas, adquirimos objetos que nos deliciam, convencidos da sua utilidade e conforto, sonhamos com viagens pelas praias do Caribe e Índico ou pelos safáris africanos.
Os Prémios DECO estão de regresso para a sua 3.ª edição. As distinções, atribuídas pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, vão reconhecer iniciativas, programas e estratégias de apoio e defesa dos munícipes, assim como o trabalho desenvolvido por Municípios e Juntas de Freguesia em prol do consumidor a nível local. Para a edição de 2025, os prémios apresentam oito categorias, assim como uma imagem renovada.
Estou aí à porta as eleições para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. No que a nós, transmontanos, diz respeito, em causa estará a CCDR-N, a do Norte.
Ao contrário do que costuma acontecer, são dois os candidatos.
Por um lado, Álvaro Santos, candidato proposto por acordo entre PSD e PS. Uma candidatura aparentemente consensual.
Mas uma candidatura que foi desafiada por António Cunha, que ocupou o cargo até agora. Antigo reitor da Universidade do Minho, António Cunha começou por não reunir a simpatia da generalidade dos autarcas do norte.
A avaliar pelos primeiros dias deste novo ano, contra tudo o que seria de esperar, espera-se e exige-se de todos os grandes responsáveis pela condução dos destinos da humanidade que tenham a coragem e o bom senso de, antes que seja tarde, fazerem tudo o que está ao seu alcance para travar a atual escalada de guerra que ameaça por em causa a estabilidade e o futuro de toda a humanidade, de que é exemplo paradigmático a recente invasão ilegítima da Venezuela, levada a cabo pelo atual presidente dos Estados Unidos da América.
Muitos Bragançanos acreditaram que estas eleições seriam diferentes.
Na campanha prometeu-se uma cidade governada pela competência, mérito, reconhecimento e transparência. E que, tal, valeria mais do que a influência partidária, politica, familiar ou qualquer outra.
Porém, com a reorganização dos serviços da Câmara Municipal de Bragança (CMB), o que nos chega, agora, à mesa, é um banquete de novos cargos dirigentes e lugares técnicos que ninguém pediu, mas que, diz a Vox populi, alguém nos bastidores, parece estar ansioso por ocupar.
O ano de 2025, foi especialmente marcante para Bragança, num exercício de contrastes, desde logo pela vitória de Isabel Ferreira e do Partido Socialista nas eleições autárquicas, mas também por se ficar a saber que alguns projetos estratégicos, materiais, não viram a luz do dia e que poderiam ter marcado uma evolução positiva em diferentes sectores, contribuindo para o desenvolvimento territorial do concelho.
Vergílio Taborda, no livro “Alto Trás-os-Montes – estudo geográfico” de 1932, a sua notável dissertação de doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensina-nos que esta unidade histórica a que se convencionou chamar Trás-os-Montes, desde cedo ofereceu uma fisionomia peculiar que a distingue das outras regiões de Portugal.
Desde a época de domínio romano, em que os vales foram progressivamente ocupados pelas populações que viviam nos castros e, mais tarde, com a fundação de paróquias, em lugares cujo termo se media pelo tempo que se demorava a lá chegar com os animais ou sem eles, que as nossas aldeias construíram uma paisagem única e foram, desde sempre, unidades de gestão do território muito eficientes. No entanto, a falta de economia associada a este território, na actualidade, significou o seu esvaziamento e, consequentemente, a escassez de gente implicada na sua gestão.
Caros leitores, nesta quadra, igualmente em todos os anos e meses e semanas e dias e horas, em todas as latitudes e longitudes, desejo que o Homem possa construir um novo mundo, onde não caiba a guerra, onde a fome e a má nutrição não matem milhões, onde uns poucos não desfrutem egoisticamente dos bens que a Natureza lhe propiciou e, onde, enfim, os direitos humanos sejam respeitados na sua plenitude.
Retomando neste momento o projeto que idealizei de trazer aqui alguns nossos escritores dignos de pedestal (projeto a que darei atenção, provavelmente com algumas intermitências), sinto-me hoje obrigado a falar de um escritor sobre o qual há muito criei uma grande empatia. Trata-se do ilustre transmontano Trindade Coelho, nascido em Mogadouro a 18 de junho de 1861.
Um certo dirigente político da nossa praça, incapaz de o assumir diretamente, mandou espalhar por este nosso Portugal, cartazes para, dissimuladamente, dizer algo bem diferente do que ali estava escrito. Não satisfeito com o protagonismo obtido veio, por ocasião do Natal, “desafiar” os portugueses para assumirem claramente os nossos valores e cultura, concretamente, os valores cristãos de Portugal e da Europa.
Pela presente, tenho o prazer de levar ao conhecimento de V.as Ex.as que, para obter um conhecimento, tanto quanto possível e aceitável, do perfil de todos os candidatos a presidentes da república, que me permita, no próximo dia dezoito de janeiro, votar em consciência, sem saber muito bem por que carga de água, impus-me a mim próprio ouvir todos os debates dos candidatos a presidente da república, realizados pelas televisões generalistas em horário nobre, que gravei e que, quanto mais os leio e procuro interpretar, mais me massacra a memória e martela os ouvidos, a tentativa de encontrar
O subsídio de Natal representa, para muitas famílias portuguesas, um reforço crucial do orçamento anual. No entanto, esta verba extra é frequentemente engolida pela pressão do consumo festivo, transformando o que deveria ser um alívio financeiro num dilema. Dezembro é um mês marcado por despesas adicionais, presentes, jantares, viagens e atividades de lazer, que desafiam o equilíbrio financeiro dos consumidores, especialmente num contexto de inflação e aumento do custo de vida.
Há quem traga uma luz que não se apaga. Não porque tenha uma vida fácil, mas porque aprendeu a cuidar, a acreditar e a amar. Brilhar por dentro é um acto de coragem — e é talvez a forma mais bela de fé.
O ano de 2025 foi de grandes mudanças no distrito de Bragança. Desde logo, por força das eleições autárquicas realizadas em outubro, que provocaram duas alterações de fundo nas Câmaras de Bragança e Macedo de Cavaleiros.
Se no concelho macedense, a alterância chega ao fim de oito anos de governo socialista, em Bragança foi o PS, com Isabel Ferreira, a chegar ao poder 28 anos depois.
Confrontado com as dúvidas e reservas colocadas por alguns, poucos, leitores do Mensageiro, geradas pela hipótese absurda, aventadas no final da crónica da semana passada sobre processo da eleição do próximo presidente da república, nas quais houve quem visse um convite assolapado para não votar, pela oportunidade e importância do assunto em causa, volto a ele para tentar esclarecer essas dúvidas.
Chegaram sonhos … sonhos às miríades!
É tempo de grande agitação.
E tantos sonhos, lindos sonhos tríades
– Festa, Amizade e Oração –
Acordaram a solidariedade
Que todos os anos revivesce,
Por esta ocasião.
É nesta ocasião
Que mais se apela à caridade
Para quem vive coberto de trapos
E, à porta dos que muito têm,
Dorme no chão, em cima de farrapos,
Perseguido pelo frio
Que lhe vem do ar da noite
E da humidade daquele chão,
Enrolado num puído cobertor
Sobre um esfarrapado e pútrido cartão.
