F. Costa Andrade

Membro do MPN, CPLGSP e ONE

Democracia sempre? Obviamente que sim, mas... (3)

Os textos sobre a democracia, publicados nas semanas passadas nas páginas deste jornal, segundo o conceito de democracia expresso por Hans Hermann Hoppe no seu livro “O DEUS QUE FALHOU”, despoletaram uma série de comentários muito curiosos, que alguns leitores tiveram a gentileza de me enviar, de acordo com os quais é fácil constatar que, da mesma forma que há quem deles discorde ou sobre eles manifeste sérias reservas, também há quem com ele concorde plenamente e os apoie sem a mínima reserva, dos quais a seguir transcrevo alguns excertos.


Democracia (1) - do reverso da medalha à sacralização dum sistema

A todos aqueles que nunca se aperceberam de que, como é costume dizer-se, o que é demais é moléstia, se para tal tiverem disposição, tempo e paciência, sugeria que estivessem minimamente atentos à quantidade absurda e ridícula de vezes com que, no dia a dia deste nosso país, por tudo, por nada e para nada, a todos os níveis e em qualquer canto e esquina, se usa e abusa da palavra democracia, como se a democracia fosse a panaceia perfeita e o remédio infalível para curar todos os males e todas as maleitas de que enfermam as sociedades atuais.


Democracia: Políticos, Polituqueiros e Politicoides

Completaram-se no passado mês de fevereiro, quarenta anos desde o dia em que Olof Palme, o Primeiro Ministro da Suécia, foi assassinado a tiro em Estocolmo.
Para lhe suceder, foi empossado poucos dias depois o Vice Primeiro Ministro e seu grande amigo Ingvar Carlsson, o qual, não obstante a situação delicada criada pelo assassinato de Olof Palme, durante as mais de quatro décadas em que esteve à frente dos destinos da Suécia, influenciou fortemente toda a política do seu país, acabando por se revelar um estadista de eleição e um dos maiores ícones da social democracia.


Definitivamente, este nosso mundo ensandeceu!...

A propósito da decisão irracional do mentecapto incorrigível Donald Trump, que tem nas mãos os destinos da nação dos Estados Unidos da América, de mandar atacar o Irão, veio-me à lembrança o conhecido comentário ,”Meteu-se numa camisa de onze varas”, que nos tempos idos era normal ouvir-se, sempre que alguém, sem uma razão aparente ou um motivo plausível, resolvia meter o nariz onde não era chamado, acabando sempre por se enredar em sarilhos, dos quais raramente conseguia libertar-se airosamente.


Como depressa e bem não há quem, também quem tem pressa come cru!

Com regresso do bom tempo e a ausência de chuva dos últimos dias, à medida que se vão normalizando os caudais dos rios que receberam a grande maioria das chuvas torrenciais que, com rara violência, causaram enormes prejuízos, um pouco por todo o país, com especial incidência e gravidade na região centro do território nacional, fica cada vez mais clara, tanto a dimensão da devastação causada pela força da água, como a necessidade de construir as defesas indispensáveis com a resistência necessária para evitar que tal volte a acontecer.


Depressão Kristin - o drama de uma tragédia sem fim à vista

1- O RUIR DE UM SONHO
A cada dia que passa, desde que, na madrugada fatídica do dia vinte e sete do passado mês de janeiro, a depressão Kristin, com uma violência inimaginável e uma fúria destruidora nunca vistas, arrasou e reduziu a escombros todo o centro do país, com especial incidência, além de outros, nos distritos de Leiria, de Coimbra, Santarém e Castelo Branco, começa a ficar cada vez mais percetível a dimensão dantesca dos danos causados, que só, com o envolvimento de toda a comunidade será possível reparar.


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