F. Costa Andrade

Membro do MPN, CPLGSP e ONE

Leão XIV – Um Papa para o nosso tempo (2)

Foi com alguma surpresa que, no mês de Maio de 2025, o mundo católico recebeu a notícia de que os cardeais, reunidos no conclave em Roma, para suceder ao papa Francisco, tinham elegido o cardeal norte americano Robert Prévost, e que o mesmo tinha adotado o nome de Leão XIV, eleição que, numa primeira reação, e não há como ignorá-lo, foi recebida com algumas reservas as quais, com o passar do tempo, rapidamente desvaneceram.


Temos Papa !

Parece que foi ontem, mas já passou um ano desde o dia em que o Papa Leão XIV tomou nas suas mãos a condução dos destinos da Igreja Católica, num dos contextos sócio políticos mais conturbados da história recente da humanidade.
Das muitas e importantes intervenções de sua santidade durante a sua recente visita apostólica à Espanha, pela frontalidade, oportunidade e lucidez com que o fez, merece um destaque muito especial o discurso de despedida, proferido no porto de Arquineguin, na ilha da Gran Canária, cuja leitura aconselho vivamente.


Bom dia, dia, vamos lá preparar para viver mais hoje.

Em linha de conta com as considerações genéricas, feitas na semana passada sobre a melhor maneira de enfrentar o inevitável envelhecimento, hoje volto ao mesmo assunto, com especial incidência e atenção para as últimas décadas da vida dos humanos, a chamada terceira idade, que, normalmente, começa por volta dos sessenta anos de idade.
Em termos genéricos, é nesta década que a quase totalidade das pessoas atingem a idade da reforma, a qual, para não ficarem sem pé do dia para a noite, deve ser atempada e cuidadosamente preparada.


Envelhecer sim, mas devagar e bem

Sempre que alguém perguntava ao professor Adriano Moreira, uma das mais brilhantes figuras públicas da história recente do nosso país, quantos anos já tinha, a resposta era sempre a mesma:
“Meu caro senhor, os anos que ainda me restam para viver, também eu gostaria muito d saber. Nesta fase da minha vida, a única coisa que sei e posso dizer-lhe, é o número dos anos que já gastei”.
Estatisticamente falando, de acordo com os dados de que dispomos, é comumente aceite que, enquanto as mulheres vivem até aos oitenta e oito anos, os homens vivem apenas até aos oitenta e seis.


A dureza nua e crua dos números

- A nível mundial, não se perspetiva nada de bom
300 milhões de pessoas estão a viver nas ruas.
1 000 milhões de pessoas estão a viver em casas indignas, tipo bairros da lata.
60 milhões vivem na África em barracas miseráveis.
500 milhões vivem na Ásia em casas sem luz, sem água e sem saneamento.
No Brasil, Lula da Silva encara a hipótese de proceder à extração de petróleo na foz do rio Amazonas antes que R. Trump reivindique a posse das jazidas
– Se mal por lá, por cá…estamos conversados?


Acidentes de Trânsito: porque não implementar um regime de exceção? (3)

Só porque não é fácil reverter a atual situação catastrófica dos acidentes de viação, e muito especialmente por isso, acabou o tempo de continuar sentados à sombra da bananeira sem mexer uma palha, esperado que ela se reverta por si mesma, face à inutilidade absoluta, ao rotundo fracasso e ao descrédito total das ações casuísticas tomadas nas últimas décadas, chegou a hora de, de uma vez por todas, dizer basta.


Democracia sempre? Obviamente que sim, mas... (3)

Os textos sobre a democracia, publicados nas semanas passadas nas páginas deste jornal, segundo o conceito de democracia expresso por Hans Hermann Hoppe no seu livro “O DEUS QUE FALHOU”, despoletaram uma série de comentários muito curiosos, que alguns leitores tiveram a gentileza de me enviar, de acordo com os quais é fácil constatar que, da mesma forma que há quem deles discorde ou sobre eles manifeste sérias reservas, também há quem com ele concorde plenamente e os apoie sem a mínima reserva, dos quais a seguir transcrevo alguns excertos.


Democracia (1) - do reverso da medalha à sacralização dum sistema

A todos aqueles que nunca se aperceberam de que, como é costume dizer-se, o que é demais é moléstia, se para tal tiverem disposição, tempo e paciência, sugeria que estivessem minimamente atentos à quantidade absurda e ridícula de vezes com que, no dia a dia deste nosso país, por tudo, por nada e para nada, a todos os níveis e em qualquer canto e esquina, se usa e abusa da palavra democracia, como se a democracia fosse a panaceia perfeita e o remédio infalível para curar todos os males e todas as maleitas de que enfermam as sociedades atuais.


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