Edite Estrela

Uma questão de vida ou de morte

Este título foi inspirado num artigo publicado em Social Europe, em que se faz a apologia do poder no feminino, salientando os autores que os países governados por mulheres tiveram muito menos mortes provocadas pela Covid-19 que os liderados por homens. Não me sinto habilitada a confirmar (ou infirmar) tal corolário, nem é esse o objetivo deste artigo.


Mudam-se os tempos, mudam-se as palavras

De um momento para o outro, a nossa vida levou uma reviravolta de filme de ficção científica. O mundo virou-se do avesso. Ficámos atordoados. Estamos ainda incrédulos. De manhã, quando acordamos, julgamos que foi um pesadelo. E, quando sentimos que até o chão nos foge, queremos crer que não passa de uma partida de mau gosto. Custa tanto acreditar que isto está a acontecer, a nós e em todo o mundo.


Ganhar tempo para vencer o Monstro

A Covid-19 está no centro das atenções de todo o mundo. No centro das nossas preocupações. Seguimos com sofreguidão as notícias nacionais e estrangeiras. Esperamos ansiosamente pela relatório diário da situação epidemiológica. Lemos tudo, incluindo fake news, outra espécie de vírus das sociedades contemporâneas e também ele letal. Acompanhamos ansiosamente os progressos dos investigadores. Partilhamos as reflexões dos especialistas. Procuramos quem nos esclareça e ajude a pensar.


A Singularidade de Florbela

Florbela Espanca nasceu a 8 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa. Morreu em 1930, também a 8 de dezembro, em Matosinhos, em casa do último marido, o médico Mário Lage. E foi ainda a 8 de dezembro que casou pela primeira vez, tinha ela 19 anos. E, hoje, 8 de dezembro, quando ela faria 125 anos, participei na Biblioteca Municipal de Matosinhos, Biblioteca Florbela Espanca, num debate com a historiadora Irene Pimentel, moderado pelo jornalista Sérgio Almeida, subordinado ao tema “Florbela, um destino amargo”.


Um Homem de Confiança

Nos questionários de verão de jornais e revistas, há perguntas recorrentes. Quais as qualidades que mais admira no homem ou na mulher (consoante o género do interpelado)? Qual a personalidade que mais admira? Com quem gostaria de sair à noite? Que livros leva para férias? E outras de idêntico teor.


A difícil relação entre jornalismo e a política

A relação entre jornalismo e política esteve em debate na Assembleia da República, em conferência promovida pelos professores Rita Figueiras, Paula do Espírito Santo e Joaquim Paulo Serra e subordinada ao tema «O Jornalismo Político em Portugal». Coube-me a subida honra de, em representação do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, fazer a intervenção de abertura.


Artur Pimentel, memórias e saudade

A notícia inesperada apanhou-me em Moimenta da Beira, ao chegar ao Centro de Formação da Associação de Escolas do Douro e Távora, onde ia falar de “nacionalismos e autonomias”. “Faleceu o Dr. Pimentel” – dizia o Rui Matias ao telefone. Fiquei em estado de choque. Para me recompor, refugiei-me no dever e adiei o sofrer. Perder um amigo, é como perder uma parte de nós.