A Arte como Valor (Parte III)
Pedro Abrunhosa afirmou o seguinte acerca da relação entre a máquina e o homem: “o processo criativo é uma descida aos infernos” (Entre a Arte e o Algoritmo, organização de Paula Cristina Cunha, editora Gradiva, 1.ª edição, Julho de 2026). O que pretendeu este cantor, letrista e compositor com esta afirmação? Defendeu, creio, que a Inteligência Artificial (IA) trabalha com milhões de milhões de dados, mas não cria nada, verdadeiramente nada; é o artista quem desenvolve ideias, com sacrifícios, com muitas horas de trabalho, um fazer e refazer.
