F. Costa Andrade

Membro do MPN, CPLGSP e ONE

2024 - O ano de todas as eleições possíveis e imagináveis

De acordo com o período eleitoral que estamos a passar, (mais um !), começo este texto lembrando algumas palavras da língua portuguesa derivadas do radical latino “eligere”, como eleger, eleições, eleiçoeiro, “eleiçopatia”e eleiçomanía,as quais, conforme os casos, tanto podme significar a escolha responsável, livre e democrática, por meio do voto, dos mais altos responsáveis pelo governo dos povos, como dos dirigentes dum pequeno clube desportivo de bairro, ou duma pequena associação defensora dos direitos das plantas e dos animais.


PSP - Muito mais do que uma reivindicação salarial (2)

Volto de novo à crise nas forças de segurança, hoje com especial enfoque na Polícia de Segurança Pública a qual, pela enormidade e complexidade das missões que lhe estão atribuídas e pela proximidade que mantém com a generalidade dos cidadãos, é a face mais visível da autoridade dum país, um alvo sobremaneira apetecível e fácil para criticar, descredibilizar e desprestigiar, fatores que, juntamente com o alheamento total das autoridades que a tutelam, são os grandes responsáveis pela gravíssima crise em que se encontra mergulhada.


1 - Crise Indisfarçável nas forças de segurança, um espetáculo degradante perfeitamente evitável

Sem pretender por em causa o direito que, numa sociedade livre, assiste a todos os cidadãos de reivindicarem a melhoria das suas condições de vida e de lutarem por todos os seus direitos, no que concretamente diz respeito à luta desenvolvida pelas forças de segurança que, sem fim à vista, se arrasta há demasiado tempo, salvo melhor opinião, parece-me que não há nada que justifique a manutenção deste espetáculo vergonhoso, perfeitamente evitável, que não dignifica ninguém.


Na hora da despedida, sr. Ex-Primeiro Ministro, obrigado e boa viagem

screvo este texto poucos minutos depois de o Sr. Ex-1º Ministro Dr. A. Costa assumir perante o país o fim das suas funções de chefe do governo de maioria socialista e o compromisso de, durante a próxima campanha eleitoral para as legislativas, ter o recato que o bom senso e a situação do país exigem. Se o conseguirá fazer ou não, esse problema é dele.


(1) - Ilustres senhores, em 2024, por favor, e por alma de quem lá têm:

Não brinquem com os doentes, respeitem quem trabalha, não comprometam o futuro dos jovens, ajudem quem não tem casa, protejam quem não consegue defender-se, credibilizem ajustiça, esqueçam que o vosso umbigo é o centro do mundo, assentem os pés na terra, prometam só o que pudem cumprir e deixem de ser relapsos e contumazes na asneira.
No final do ano, ao contrário dos serviços públicos, as empresas e os cidadãos fazem o balanço da atividade do ano que termina para, depois da análise dos resultados, adotar as medidas adequadas para potenciar um melhor desempenho no novo ano.


O Natal és tu, sou eu e somos todos nós

Por mais crises que assolem as nossas vidas, mais nuvens negras que nos escureçam os horizontes e ataques sectários, extremismos, fundamentalismos fanáticos e obscurantistas que, na tentativa inglória de destruir  a esperança, se abatam sobre este mundo, que é o nosso, para descredibilizar e destruir os princípios e os valores que suportam a nossa história e a nossa civilização, só deixará de haver Natal quando todos e cada um de nós deixar de orientar a sua  vida e a  sua maneira de estar pela mensagem viva e atuante que Deus, feito menino, trouxe para a terra na noite santa de Belém.


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