F. Costa Andrade

Membro do MPN, CPLGSP e ONE

Subitamente, Portugal descobre a maneira infalível de se livrar do Covid-19

Em menos de um ano, quase tudo mudou nas nossas vidas, e esta nova realidade com que a humanidade se confronta, parece que veio mesmo para ficar. Em poucos meses alterou-se o rumo da história e, muito provavelmente, nada será como dantes. Por mais que custe aceitá-lo, tudo indica que o pior pode ainda estar para vir e ainda não há ninguém que possa garantir-nos se, como e quando o mundo terá a capacidade de se recompor e regenerar das consequências devastadoras desta pandemia.


Voto do povo, o grande Covid da Democracia

Para pouco mais servindo do que para cumprir calendário, o debate que antecedeu a votação na generalidade da proposta de orçamento do estado para 2021 veio, mais uma vez por a nu as fraquezas, para não dizer as misérias, da atividade parlamentar com que se vão ocupando os representantes do nosso povo, por nós instalados na magnificência do palácio de S. Bento, a casa da nossa democracia.


OE/2021: Ora agora mentes tu, ora agora minto eu!…

Para, em tempo oportuno, dar o merecido destaque a alguns dos muitos e importantes factos políticos que, multiplicando-se como “setos” nos pinhais depois das primeiras chuvas de outono, ocuparam, durante o mês de outubro as grandes manchetes da comunicação social, adiei a publicação do último trabalho sobre as estradas 218 e 317.
Por ser humanamente impossível aborda-los todos, escolhi os três mais importantes e atuais, como sejam a instalação da aplicação STAYAWY Covid, a próxima eleição do Presidente da República e a proposta de orçamento de estado para o ano de 2021.


De novo as Estradas Nacionais 218 e 317 A maldição que parece nunca mais ter fim

A maldição que caiu sobre a estrada nacional Nº 218, especialmente sobre o troço de cerca de dez quilómetros que liga Vimioso e Carção, já dura à mais de um século e, se nada for feito para a esconjurar duma vez por todas, promete arrastar-se por, pelo menos, mais outro século, estrada esta que, como se de um filho não desejado se tratasse, nunca foi bem aceite e, manifestamente, foi sempre vista como um mal necessário, que se suporta mas nunca se ama.


Nacional nº 218: de Carção a Vimioso a estrada da maldição

Como em tudo na vida, para tudo se quer ter sorte, até mesmo, (acrescento eu), para ser uma estrada.
Para quem pensar o contrário, bastará conhecer a triste sina da vida atribulada dos malfadados 12 Quilómetros, (doze!) do troço da estrada nacional (!) Nº 218, construída para ligar a capital do distrito à cidade de Miranda, troço este que, depois dum difícil e heroico serpentear nas inóspitas e ingremes ladeiras que aconchegam o rio Maçãs no seu percurso belo-horrível, liga Carção à sua sede de concelho.


Post Scriptum: Sobre a crueldade dos números, ou a cegueira de quem não quer ver

De acordo com os “canones” ou, dito de outra maneira, conforme mandam as regras de bem escrever, sempre que, depois de terminar qualquer texto, se chega à conclusão que ficou por dizer qualquer coisa julgada como muito importante que por esquecimento, ou por qualquer outra razão não se enquadrava bem na sequência lógica pretendida, essa falta poderia ser convenientemente colmatada adicionando um “post scriptum” no final dos textos.


Coragem, Respeito, Responsabilidade, Justiça, Nobreza e Dignidade precisam-se

Volto à grande concentração a organizar pelo PCP nos dias 4,5 e 6 do próximo mês de setembro na sua quinta da Atalaia, na margem sul do Tejo para, a propósito dela, refletir sobre alguns conceitos muito simples, mas sempre atuais, como legitimidade, respeito, responsabilidade, coerência dignidade e justiça, demasiadas vez ignorados e omitidos no muito que sobre esta festa continua a ser dito e redito a todos os níveis.


A Festa do Avante 1 - O cair da máscara e o outro lado da moeda

Pontualmente como sempre, a suposta “festa” da reentrada política do PCP, realizada na quinta da Atalaia, ali para os lados da margem sul, de acordo com estratégias bem traçadas, continua a encher manchetes na comunicação, tentando, e muitas vezes conseguindo, vender a falácia de que os comunistas são os únicos donos da verdade, guardiões da democracia, defensores do povo trabalhador e detentores da razão. Tudo bem, nada a contestar e, enquanto tal, a cada um a sua verdade.