Mário Lisboa

De quando em vez…. Este mundo em que vivemos…

Um dos grandes problemas da vivência atual, é que, muitas pessoas estão convencidas, ainda que mal preparadas, que alguma cultura livresca e até alguma erudição que não é suficiente para ser competente.
Os seus conhecimentos não contemplam a reflexão e/ou a meditação.
A sua incompetência cega-as, ao ponto de não reconhecerem, em nenhuma circunstância, os seus próprios erros. São intolerantes para quem está abaixo de si e lambe botas para quem se encontra acima.


De quando em vez…. Sobrevivendo à quarentena ……

É no momento da desgraça que a gente se habitua à verdade, quer dizer, ao silêncio”
“Albert Camus in a Peste”
O mundo todo está com os olhos postos no Covid-19. O vírus, que alastra por todas as latitudes, toca-nos profundamente, desde os mais conscientes e informados, aos que se preocupam com o seu bem estar momentâneo. As probabilidades do seu crescimento, e dai a necessidade de nos mantermos distantes e, optar por medidas de precaução, a quem aproveita os dias de afastamento do mundo laboral para, inconscientemente, ir até à praia.


De quando em vez…. Patriotismo e Solidariedade precisam-se

Quem disse que o sentimento de pertença a um local era impróprio nos dias de hoje?
É esta a pergunta que trago comigo sempre que vou a Vila Real, a minha terra. Aqui chegado recebo a amizade dos meus conterrâneos e naturalmente os mimos da minha família, aqui residentes.
Neste contexto, a geração dos meus filhos, debatem-se em dois grupos distintos: os afortunados que receberam educação nas universidades e os menos felizes que por várias razões não puderam ou quiseram receber a mesma educação.


De quando em vez…. Quais as razões válidas para o fecho das linhas férreas do Tâmega, Corgo, Tua e Sabor

Quem, está minimamente informado com o que se passa na região de Trás-os-Montes, tira rapidamente as seguintes conclusões relativamente à mobilidade ferroviária:
No dia 1 de Abril de 1906 fez precisamente 100 anos que Vila Real pela primeira vez, com o alvoroço que se adivinha o apito de uma locomotiva.
Era uma sensação nova para os vila-realenses.
Claro que, com o passar dos anos, o som tornou-se muito rotineiro e entrou de uma vez por todas, no quotidiano “vila-realense” e nele ganhou lugar cativo.


De quando em vez...

As insfra-estruturas aeronáuticas em Trás-os-Montes no plano de Desenvolvimento da Região a todos os níveis os Aeródromos da “Região Transmontana” são todos municipais.
Como tal à responsabilidades das respectivas autarquias onde estão inseridos.
Nesta ultimas duas décadas, estas infraestruturas, tem sido melhoradas graças ao bairrismo dos residentes e também, de outras entidades ligadas ao “meio aeronáutico Nacional” no sentido de tornarem-se mais operativos em termos de “ Aviação em Geral”.


De quando em vez

Os C.T.T. e o serviço que deveriam prestar …
A concessão de “serviços públicos", é uma maneira perfeitamente legitima de assegurar a equidade e igualdade entre os cidadãos, desde que o Estado seja o regulador e o fiscalizador desses Serviços.
Os jornais e outra “Comunicação Social”, nos últimos dias de Janeiro de 2019, referiam que entre 2017 e 2018, fecharam 33 estações dos C.T.T´s em todo o País, deixando 33 concelhos sem estação mas com um "Posto de Correios", equivalente teoricamente às estações.


De quando em vez……

Heróis sem nome
 
Há muita boa gente que diz que não existem heróis. Curiosamente passo por eles quase todos os dias, mesmo invisíveis continuam a existir.
A Maria Helena que trata os pais Acamados é uma heroína. O jovem que resgatou a criança que caiu no metro não quer que lhe chamem herói.
Os tripulantes dos aviões e helicópteros da Força Aérea que alheios às condições meteorológicas adversas ou em casos de acidentes em terra ou no mar, estão sempre presentes na busca e salvamento dos que dele precisam a qualquer do dia ou da noite.


De quando em vez

Dar vida ao centro histórico de Vila Real
A minha terra de silêncio e neve tocou-se a alma a sedução do ar.
Rasga-te bruma!
O comboio parte em breve
Adeus, porta fechada do meu lar,
Um dia há-de regressar
Um vilarealense
Nesta última estada na nossa terra verificamos que o centro histórico da bila durante o dia, parece um cemitério, especialmente a rua direita, com meia dúzia de lojas abertas, vazias de clientes.