O Parque Natural de Montesinho é uma das mais extraordinárias áreas protegidas de Portugal, criada em 1979 para preservar um património natural, paisagístico e humano singular.
A opinião de ...
Qualquer análise à questão da transformação do IPB em Universidade permitiria concluir que esta seria apenas uma questão de tempo, uma vez que o mérito para tal sempre existiu.
Esta caminhada começou em 1983, com a tomada de posse do primeiro Presidente da Comissão Instaladora, o Prof. Lima Pereira.
A criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior deve constituir, antes de tudo, um momento de reconhecimento de um percurso extraordinário, construído ao longo de décadas pelo antigo Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
O IPB não nasceu numa região privilegiada. Nasceu no interior do país, longe dos grandes centros de decisão política, económica e científica. Nasceu num território onde a distância geográfica e a menor dimensão demográfica constituíam — e continuam a constituir — obstáculos reais à afirmação de uma instituição de ensino superior.
Depois da epopeia no início da esperada reforma do Ensino o esforçado e corajoso ministro Fernando Alexandre respirou, finalmente, de alívio com a publicação do resultado das candidaturas ao Ensino Superior, sobretudo pelo número de alunos colocados na primeira fase, sem casos nem complicações a ensombrar o processo. Porém há um número que por si mesmo é deveras preocupante, sendo-o muito mais por se situar numa trajetória decrescente: apenas 3% dos alunos que entraram na universidade são originários das famílias mais pobres.
Chamo de novo a atenção para a história lamentável e vergonhosa da remodelação dos onze quilómetros da nacional nº 118, que ligam Carção a Vimioso, uma história já mais antiga do que a Sé de Braga.
Já imaginastes, caros leitores, o grande escritor russo Lev Tolstoy (1828-1910), autor das mundialmente conhecidas e celebradas obras Anna Karénina e Guerra e Paz, escrevendo ao longo de cerca de 15 anos, na sua propriedade na aldeia de Iasnaia Poliana, o ensaio designado O que é a Arte? (1898, 8.ª edição, 2026, Ps. 19 e 94). Trabalho de uma grande reflexão e revelador da sua perseverança em conhecer o que acontecia no mundo da ciência, da literatura e da arte.
Há histórias que, mesmo sem sabermos se aconteceram realmente, possuem a estranha capacidade de nos revelar uma verdade que os factos, por vezes, não conseguem dizer. Não porque sejam necessariamente verdadeiras, mas porque nos colocam diante de nós próprios, das nossas fragilidades, das nossas contradições e daqueles medos que tantas vezes escondemos até de nós mesmos. São histórias que acabam por nos ler a nós muito mais do que nós as lemos a elas.
Se compararmos a antroponímia e geografia da Ilíada e da Odisseia, aquela tem o dobro de nomes próprios e lugares. Além, Homero microbiografa heróis e menos conhecidos que se aventuraram no vasto dorso do mar até Tróia e que a negra terra ou véu da morte chamou, imagens alternando com a noite cobrindo os seus olhos. Segundo Agamémnon, nem as crianças de peito deviam escapar, e tal violência atinge os próprios deuses, com Diomedes ferindo Ares e Afrodite.
No passado domingo, o Monte de São Bartolomeu, a 833 metros de altitude, acolheu a celebração do Padroeiro, culminando na assinatura pública do Protocolo de Colaboração entre o Cabido e o Município. Perante uma expressiva assembleia, unindo as forças vivas de Samil e da Cidade, escuteiros e as mais altas autoridades civis e eclesiais, o ato transcendeu a mera espuma dos dias.
«A única utilidade real dos milagres administrativos é o entretenimento estético que proporcionam a quem já não espera nada da realidade. Em Portugal, a governação há muito que renunciou ao esforço de pensar para se dedicar, com compreensível volúpia, à arte mais limpa e económica da transmutação linguística. O princípio é de uma doçura quase lírica: dita que a escassez de recursos e a debilidade das nossas infraestruturas podem ser elegantemente abolidas se tivermos a audácia legislativa de alterar as certidões de nascimento das nossas instituições.
Por todo o País, assistimos a uma grande atividade cultural nos vários domínios da arte. Pergunto-me: O que é a Arte?
1. A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (Editorial Enciclopédia, Limitada, Lisboa e Rio de Janeiro, edição dos anos cinquenta) apresenta, no III Vol. Ps. 406-411, uma ampla abordagem sobre a Arte. Respigo dois aspetos:
Se bem que a atual crise das migrações se faça sentir, ainda que com maior ou menor acuidade, um pouco por todo o mundo, no caso concreto da europa ocidental, e duma maneira especial em países da costa mediterrânica como Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia, este fenómeno, que não se confina exclusivamente a estes destinos, continua a crescer a um ritmo cada vez mais rápido, que se não for rápida e eficientemente controlado, nada de bom trará, tanto para os próprios migrantes, como para os países de origem e para os países que os acolhem.
Há bens tão essenciais que apenas nos apercebemos do seu verdadeiro valor quando começam a escassear. A água é um deles. Em Trás-os-Montes, onde os rios moldam a paisagem, as barragens garantem o abastecimento e as nascentes alimentam aldeias, vilas e cidades, sabemos que a água é muito mais do que um recurso natural: é património, identidade e condição para o desenvolvimento.
QUESTÃO-“…tratamento fiscal das pensões de alimentos pagas na ótica de quem suporta o respetivo pagamento e de quem as recebe.…”
No próximo domingo, 23 de agosto de 2026, às 18h00, a comunidade cristã de Bragança, Samil e aldeias vizinhas une-se na “Capela do Planalto de São Bartolomeu”. Fá-lo para uma celebração que, de forma atípica, antecipa a Solenidade do Apóstolo. É no pulsar da nossa terra que recuperamos a memória de Natanael, o homem a quem Jesus elogiou pela ausência de fingimento («Eis um verdadeiro israelita») e que levou o Evangelho até aos confins do mundo.
No início do século XX, as cidades enfrentavam um problema agora difícil de imaginar. As ruas estavam repletas de cavalos responsáveis pelo transporte de pessoas e mercadorias. Milhares de animais circulavam diariamente, produzindo enormes quantidades de dejetos. O cheiro era intenso, as moscas proliferavam e a contaminação da água favorecia a propagação de doenças. O esterco acumulado era um grave problema de saúde pública.
Uma das primeiras lições que se aprende, ao dar os primeiros passos na política passa por saber reconhecer que, neste ambiente, o que parece é! Começou por ser ensinada como um aviso para que, para além das evidências, quem pretende fazer carreira nesta área, teria de ter, igualmente, muita atenção com as aparências.
Pelas melhores, e infelizmente, também pelas piores razões, o problema das migrações voltou a ocupar as primeiras páginas dos jornais e a merecer honras de abertura em tudo o que é tempo de informação nos canais das televisões.
É nos momentos de ameaça e de perigo, como aqueles que vivemos todos os anos na época de verão, em que a região (e o país), se sobressalta com os incêndios recorrentes, que nos lembramos da importância dos lugares que escolhemos para viver. Talvez porque já não alcancemos esse momento fundador, perdido no tempo e na correria do nosso dia-a-dia actual, esquecemos vezes de mais a importância identitária do nosso território e, dentro dele, das várias unidades de um chão comum profundamente humanizado e sedimentado.
Se fizer uma pesquisa no google sobre Bragança, facilmente chega à conclusão que já existem várias localidades com esse nome no mapa. Duas são no Brasil – Bragança do Pará e Bragança Paulista – e uma outra situa-se na extremidade Nordeste de Portugal continental.
Portanto, quando se fala em pôr Bragança no mapa está a usar-se uma metáfora, ou seja, a fazer uma comparação mas sem usar a partícula comparativa (‘como’). Ao jeito de “tornar Bragança tão relevante como – lá está ela – se fosse um ponto grande e incontornável num mapa”.
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