Não se trata de um filme de comédia, mas parece. Na semana passada, no Porto, durante a intervenção policial na manifestação de jovens pelo direito à habitação, que aconteceu na noite de 15 de outubro.
Numa reportagem da RTP, que recuperou vídeos gravados pelos próprios manifestantes, há um pormenor que salta à vista. Perante a tensão da intervenção policial, ouvem-se vozes a perguntar pela imprensa. “Onde está a imprensa?”, “quem tem contactos dos media?”
A opinião de ...
Depois de, nas últimas décadas, a generalidade dos povos terem optado por viver exclusivamente em função das preocupações do seu dia a dia, sem gerir o presente em função do futuro, a continuidade da humanidade acabou por se tornar escrava das suas próprias opções e ficar refém do drama da insegurança e das incertezas que estão à vista de todos, humanidade esta que, mais depressa do que seria de imaginar, esperemos bem que assim não seja, poderá terminar arrasada por uma hecatombe dantesca, de dimensões e consequências nunca sonhadas, que não deixará ficar pedra sobre pedra de tudo o que se
Nos anos de 1967-1968 e parte de 1969, em Coimbra, estudante voluntário, apercebi-me da presença de algumas dezenas de estudantes brasileiros em várias faculdades. Foi um fenómeno que ocorreu igualmente em Lisboa e no Porto. Faço, desde já, uma ressalva: estive indiretamente envolvido no meio estudantil e nas lutas académicas no princípio de 1969. Frequentei, a espaços breves, locais onde a malta se reunia – na Clepsidra, especialmente – e ali escutei, ao fundo do café, estudantes e professores (alguns bem conhecidos) que faziam ouvir a sua voz contra a ditadura e a guerra colonial.
Tivesse Borges (o escritor ou o seu alter-ego) rumado a Pedrouços, na zona ribeirinha de vetusta Lisboa, em vez de se dirigir à rua Garay do bairro Constituición, em Buenos Aires; tivesse procurado a antiga Lota do Peixe da APL, em lugar da residência da falecida Beatriz Viterbo; indagasse por soluções inovadoras para doenças oncológicas e neurodegenerativas ao invés de esquadrinhar a correspondência secreta da mulher amada, com o seu primo Carlos Daneri; espreitasse para o interior do enorme barracão, à beira-Tejo em detrimento do porão por baixo das escadas da sala de jantar… e teria desc
Interrompo a série sobre Educação para escrever sobre o problema do momento: a habitação.
O Estado deixou de promover habitação social a partir dos anos 90. Fez muita entre 1970 e 1990, através dos institutos públicos de habitação e das cooperativas particulares de habitação, que bafejaram imensas famílias.
O convencimento de que a entrada na União Europeia fazia de nós ricos levou a que descurássemos o problema da habitação ao ponto de até o Governo de Durão Barroso acabar com o crédito jovem à habitação, sendo Ministra Manuela Ferreira Leite.
A reconstrução da história de Bragança no século XX esbarra numa muralha, a centralização documental e a fragilidade dos arquivos das instituições locais. Ao finalizar a investigação para o livro “Homenagem póstuma a Dias Parente & Mordomos. Monte de São Bartolomeu a Estância de Turismo de Bragança” (2025), precisei de clarificar a existência, ou não, de transferências de verbas do Estado para as obras do São Bartolomeu.
Saímos de casa convencidos de que havemos de voltar. Ficamos de telefonar mais logo, adiamos uma conversa para o jantar, fazemos contas ao que ainda falta cumprir. É dessa confiança discreta que se fazem os dias. Até que uma notícia nos lembra, com uma violência para a qual nunca estamos preparados, que o regresso não está garantido.
De há uns meses a esta parte, e cada vez com mais frequência, estão a verificar-se, um pouco por todo o país, tentativas de extorsão de verbas entre os trezentos e os quinhentos euros, tendo como alvos principais as condutoras e os condutores mais idosos.
Escrevo esta crónica no momento em que decorre o processo eleitoral no País irmão. Sim, País Irmão. Processo que diz respeito somente aos brasileiros. Todavia, com reflexos na identidade fraterna dos nossos Povos, sendo razoável apresentar algumas brevíssimas notas.
– Preto! – foi a resposta instintiva do imigrante, contando as moedas na palma da mão quando o dono da loja de fotografias lhe perguntou como queria a fotocópia. Estive pouco tempo neste estabelecimento, mas, pelo que pude observar, facilmente apostaria que o negócio atual passa muito mais pela impressão e fotocópia de documentos do que pela revelação de fotografias.
Cumpre-se um ano sobre o encerramento de uma campanha eleitoral-autárquicas 2025/29- e da subsequente vitória eleitoral do PS, que marcou o futuro político de Bragança!
A 10 de Outubro- dia do meu aniversário- no comício de encerramento de campanha do PS, em Rebordãos, aquele cumprimento da cabeça de lista, efetuado no palanque, a cada um dos elementos da lista da Câmara, mas negado, declarada e ostensivamente, ao n.º 2, à vista de todos, não foi um mero detalhe anedótico, nem uma questão de melindre pessoal.
Até porque, repetível aos dias d´hoje!
O Recolhimento das Oblatas do Menino Jesus, foi construído junto à ermida/igreja do Loreto, local também conhecido por campo das Beatas. A ermida, data do século XVI, foi construída por volta de 1535, pelo padre Manuel Corvo, natural de Bragança, frade no convento de S. Francisco. Retirou-se da clausura para fundar uma ermida a Nossa Senhora, em terreno dado por Manuel Gomes Correia, fora de portas, e aí seguir a vida contemplativa. Nesta altura a urbanização da cidade ainda não tinha atingido a atual Praça da Sé, ou praça do Colégio dos Jesuítas.
Na intenção de oração para outubro, o Papa Leão XIV pede uma Igreja que integre a saúde mental na sua pastoral, combatendo o estigma e acompanhando, sem julgamentos, quem sofre. “Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar”, assinala o Pontífice.
Há lugares que ajudam a compreender melhor aquilo que somos. O Convento de Balsamão é um deles. Situado em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, é simultaneamente espaço religioso, património cultural e lugar de encontros. A presença dos Marianos em Balsamão remonta a 1754. Um lugar marcado pela espiritualidade, pela história e pela paisagem, que nos convida à reflexão e à memória.
A Catedral de Bragança completou 25 anos. É uma idade jovem para um templo desta natureza, sobretudo quando comparada com os séculos de história de outras catedrais portuguesas. Mas, por detrás desta juventude, existe uma espera muito antiga. A catedral teve um parto difícil, atravessando gerações, projetos, promessas e obstáculos até ganhar o lugar que hoje ocupa na cidade e na vida da diocese.
ara que conste, começo por cortar de raiz toda e qualquer intenção, tácita ou explícita, de menosprezar a brilhantíssima carreira do futebolista madeirense, senhor Cristiano Ronaldo.
Analisar a Escola como Organização é tão motivador como surpreendente. Descobrimos nela facetas que julgaríamos impossíveis sem um estudo aprofundado e labiríntico, face às maravilhas que os amantes distraídos nos contam sobre ela. A Escola tem muitos lados ou facetas ou dimensões, na linguagem dos avaliadores. Nela encontramos tudo, desde a poesia mais bela aos horrores do desprezo humano total. Só não encontrei nela o assassinato físico (graças a Deus). Mas convém que mantenhamos esta ficção da Escola como o lugar projectivo da grandeza e do amor pelo nosso futuro.
De acordo com a definição saída da Convenção Europeia da Paisagem, realizada em Florença em 2000 e ratificada por Portugal em 2005, “paisagem designa uma parte do território, tal como é apreendida pelas populações, cujo carácter resulta da acção e inter-acção de factores naturais e/ou humanos”.
Se Gil Vicente, escritor do século XVI, é tido como o pai do teatro português, no século XIX, Almeida Garrett foi o seu maior impulsionador, tendo em conta os seus projetos da Inspeção-Geral dos Teatros e Espetáculos Nacionais, da construção do Teatro Nacional D. Maria II e da criação do Conservatório-Geral de Arte Dramática.
Contam-se algumas peças dramáticas deste multifacetado escritor que, por variadas circunstâncias da vida, se viu forçado a exilar-se.
A sala de atos da União de Freguesias de Felgar, em Torre de Moncorvo, acolheu no dia 3 as XXIX Jornadas Culturais de Balsamão. No evento, apresentou-se o mapeamento do património mariano na Diocese de Bragança-Miranda, baseado num estudo, apresentado nestas mesmas Jornadas, por D. José Cordeiro no ano de 1998. Os dados revelam uma realidade expressiva: o território contabiliza 143 edificações marianas e 43 invocações distintas nas 320 paróquias locais.
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