As comparações são sempre injustas mas não deixo de pensar nelas quando atravesso a fronteira para Espanha.
Seja no sul de Portugal, cruzando do Algarve para Sevilha, seja aqui mesmo, atravessando de Quintanilha para Zamora, o ordenamento da paisagem não poderia ser mais diferente.
A opinião de ...
Las nuossas derradeiras “Prumas” fúrun dedicadas a la política lhenguística. Ou melhor, a la glotopolítica. Hoije, la curjidade lhebou-me de nuobo als nuossos antípodas a quien, se bien bos lhembrais, yá dediquei ua destas crónicas.
Há pessoas que vivem aterrorizadas pela possibilidade de deixarem de ser importantes para alguém. Não falam disso. Não o confessam. Mas carregam esse medo todos os dias. O medo de já não serem suficientemente interessantes. Suficientemente fortes. Suficientemente divertidas. Suficientemente necessárias para continuarem a ocupar um lugar no coração dos outros.
Talvez uma das maiores fragilidades humanas nasça exactamente aqui: na suspeita silenciosa de que o amor dos outros depende daquilo que conseguimos oferecer.
QUESTÃO-“…possibilidade legal no sentido do imposto a pagar ser suscetível de divisão em várias prestações …”
RESPOSTA-(elaborada em 22-06-26) Na sequência da publicação de artigos anteriores sobre a temática do IRS., que abrange milhões de portugueses, surge agora a fase final, consubstanciada no pagamento por parte de muitos contribuintes, do imposto apurado pela Administração Tributária – AT, relativamente aos rendimentos obtidos ou colocados à disposição no ano de 2025.
As recentes candidaturas e a passagem à fase final do Castelo de Bragança e da Domus Municipalis às “Novas 7 Maravilhas de Portugal” enchem-nos, naturalmente, de orgulho bragançano.
No entanto, quer a Domus Municipalis, único exemplar de arquitetura civil românica em toda a Península Ibérica e classificada como Monumento Nacional desde 1910, quer o Castelo de Bragança, um dos mais importantes e melhor preservados do país, também Monumento Nacional desde 1910, não precisam de concursos para provar o seu valor.
Falemos do Campo do 30.
Parca e confusamente objeto de notícia, alvo de sóbria e relutante prestação de informação, ainda assim, lá fomos, edil sem pelouro, em busca do que se passa…
Então é assim:
A recente decisão de mudar o palco dos grandes festejos de Bragança, como, por exemplo, do Eixo Atlântico, por altura das Festas da Cidade, para o emblemático Campo do 30, surge, inopinadamente, como uma escolha política isolada, tomada a solo e envolta em secretismo.
As Terras de Trás-os-Montes e a província de Zamora vivem de mãos dadas há muito, desde antes, até, da fundação de Portugal. Estão, agora, separadas por uma fronteira administrativa, criada pelos homens, mas unidas por uma realidade social, económica e territorial que apresenta muito mais semelhanças do que diferenças. São, em muitos aspetos, duas faces da mesma moeda: territórios de baixa densidade, afastados dos grandes centros de decisão e confrontados com problemas estruturais que não terminam na linha que divide Portugal e Espanha.
O XXV Governo Constitucional propôs à Assembleia da República a deliberação sobre uma Lei para tornar proporcionais as comparticipações de solidariedade social às pessoas em dificuldade em função de uma pontuação relativa a um critério, o valor anual do limiar de pobreza.
O objectivo será aglutinar numa só comparticipação, que virá a ser chamada de Prestação Social única (PSU), pelo menos 13 comparticipações diferentes, mantendo cada apoiado a sua distância relativa actual, para mais ou para menos, relativamente ao critério.
Parece que foi ontem, mas já passou um ano desde o dia em que o Papa Leão XIV tomou nas suas mãos a condução dos destinos da Igreja Católica, num dos contextos sócio políticos mais conturbados da história recente da humanidade.
Das muitas e importantes intervenções de sua santidade durante a sua recente visita apostólica à Espanha, pela frontalidade, oportunidade e lucidez com que o fez, merece um destaque muito especial o discurso de despedida, proferido no porto de Arquineguin, na ilha da Gran Canária, cuja leitura aconselho vivamente.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, teve de pôr de lado a dieta que vinha fazendo para engolir um grande e valente sapo.
Depois de ter dito, em abril, uma coisa sobre a localização dos meios aéreos de emergência do INEM, veio agora, a 03 de junho, desdizer-se e afirmar precisamente o contrário.
O problema: ambas as intervenções estão registadas em vídeo (que pode ver no site do Mensageiro de Bragança) e são clarinhas como a água.
A Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), mais do que “religião e moral” é “uma formação para vida”. Tem sido gratificante verificar que cada vez mais Alunos e Pais e Encarregados de Educação assim se tem referido à EMRC, reconhecendo o seu valor.
Sendo os partidos constituídos, essencialmente, por militantes de onde emergem os quadros dirigentes e as estruturas diretivas, até que ponto estes condicionam e são condicionados por aqueles? Pode um militante ver-se constrangido na sua livre atuação pela condição de pertença a um partido e, subsequentemente, pode a atuação de um membro responsabilizar o grupo a que pertence e/ou limitar o âmbito da sua existência e atuação?
Vivemos na era do analgésico. Se nos dói a cabeça, tomamos paracetamol, se a alma pesa, recorremos à “espiritualidade paliativa”. Como utentes do mercado existencial, promovemos uma autêntica anestesia na sacristia, convertendo o Evangelho num produto de bem-estar, zero calorias e sem conversão profunda.
A história da Ciência é feita de descobertas extraordinárias, mas também de vidas marcadas pela audácia científica e uma resiliência inabalável perante as contrariedades. Poucas cientistas personificam tão bem esta realidade como Maria Goeppert Mayer (1906-1972), uma mulher que ajudou a desvendar os segredos mais profundos da matéria enquanto trabalhava literalmente na sombra.
Nos últimos tempos, tem havido diversos debates sobre aspetos diferentes de projetos que serviriam a região. Desde aspetos da saúde (ainda a questão dos helicópteros), passando pela mobilidade (ligações a Espanha, sendo rodoviária até à Puebla de Sanábria, seja por via férrea até Zamora), pelo regadio, agricultura, gestão das florestas, etc.
A questão é que há muito deixou de se ouvir uma voz em uníssono, dos vários responsáveis políticos da região, nomeadamente autarcas.
A 5 de Junho, comemora-se o Dia Mundial do Ambiente, e neste âmbito a DECO reforça que consumir de forma consciente é um ato de cidadania. Ao escolher melhor, está a proteger o ambiente, a poupar recursos, poupar dinheiro e a contribuir para um futuro mais justo e sustentável.
A Humanidade é Sublime. Eis a melhor tradução que encontrei para o título da primeira Encíclica do Papa Leão XIV (Despacho de 15 de Maio, apresentação de 27 de Maio de 2026) afirmando a supremacia do humanismo, da cultura e da inteligência humana sobre a Inteligência Artificial (IA).
Há pessoas que vou conhecendo, algumas com profundidade, outras momentaneamente, todavia sempre de forma marcante. Ocorrem-me, tento recordá-las. Tantas são. Algumas, vivas ou desaparecidas, constam de crónicas que escrevi neste Jornal, ou fazem parte da minha obra literária.
É das vivas que escrevo hoje. Quatro. Diferentes.
Em linha de conta com as considerações genéricas, feitas na semana passada sobre a melhor maneira de enfrentar o inevitável envelhecimento, hoje volto ao mesmo assunto, com especial incidência e atenção para as últimas décadas da vida dos humanos, a chamada terceira idade, que, normalmente, começa por volta dos sessenta anos de idade.
Em termos genéricos, é nesta década que a quase totalidade das pessoas atingem a idade da reforma, a qual, para não ficarem sem pé do dia para a noite, deve ser atempada e cuidadosamente preparada.
Sem ruído, sem palco, sem reivindicação, sem o verniz useiro de certos clérigos. Assim recordo Aníbal João Folgado (1926-2010), o cónego Aníbal Folgado, nos finais da década de oitenta e nos primeiros anos da década seguinte. Para mim, foi um tempo alegre e feliz, como se tudo fosse intemporal e possível. Quase me convenço de que sou capaz de o descrever com pormenor forense. Digo quase, porque hoje, tenho a certeza de cada vez menos coisas.
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