Há uns anos, ouvir um disco implicava escolher o que queríamos escutar, colocá-lo a tocar e, muitas vezes, sentarmo-nos simplesmente a ouvi-lo. Hoje, temos milhões de músicas à distância de um toque no ecrã. Ouvimo-las no carro, no trabalho, enquanto caminhamos ou fazemos qualquer outra coisa. A música tornou-se uma presença tão constante que, por vezes, deixamos de reparar nela.
Há muito que penso nisto, sobretudo quando observo como nos habituámos a ouvir música através dos pequenos altifalantes dos telemóveis, sem grande preocupação com aquilo que estamos realmente a escutar.
A opinião de ...
A Europa vive tempos difíceis. Entre guerras, incerteza económica e decisões cada vez mais distantes das pessoas, cresce uma preocupação: que Europa estamos a construir? E haverá lugar para todos?
Enquanto Portugal discute o Orçamento do Estado para 2027, Bruxelas negoceia o orçamento europeu para 2028-2034. Fala-se de defesa, competitividade e milhares de milhões de euros. A presidência irlandesa propôs cortar 141 mil milhões de euros à proposta da Comissão. E a Ucrânia enfrenta necessidades de financiamento ainda por cobrir estimadas em 70 mil milhões para 2027.
Numa altura em que passam 12 meses sobre a tomada de posse dos presidentes de Câmara do distrito de Bragança, o Mensageiro publica uma entrevista exclusiva com a primeira mulher a assumir a presidência da Câmara da capital de distrito.
Isabel Ferreira apresenta-se sem filtros nem tabus, numa primeira parte de entrevista que aborda sobretudo os aspetos mais técnicos, a reorganização do Município, os projetos que já lançou e os que pretende lançar até ao final do mandato.
Uma crise como esta que atualmente se verifica em Portugal, não nasce por acaso nem por geração espontânea.
Stablecer l’outorgrafie dua lhéngua de tradiçon eiminentemente oural eisige cunsiderar até que ponto la scrita debe registrar las subtilezas de l’articulaçon fonética. Ne l causo de l mirandés, esta tenson ye bisible na forma cumo ls testos decuméntan bariaçones ne l sistema bocálico. La presente crónica dedica-se a analizar ls fenómenos de flutuaçon bocálica i eipentese, analizando l lhemite antre la representaçon de l’ouralidade i la simplificaçon ourtográfica.
QUESTÃO-“…acontece com alguma frequência o pagamento por parte das Entidades Empregadoras ou outras, de importâncias sujeitas ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares respeitantes a anos anteriores, nomeadamente a trabalhadores por conta de outrem…”
Há pessoas que aprenderam a sofrer sem fazer barulho. Levantam-se de manhã, vão trabalhar, cumprem horários, tratam dos filhos, respondem às mensagens, cuidam dos pais, resolvem problemas e ainda encontram disponibilidade para perguntar aos outros se precisam de alguma coisa. Quando alguém lhes pergunta como estão, sorriem e respondem quase instintivamente: “Estou bem”. E a conversa continua, porque ninguém percebeu que, por detrás daquele «estou bem», havia tanto por dizer.
Há jornais regionais a trabalhar com um único jornalista, enquanto algumas autarquias têm de cinco a nove pessoas nos seus gabinetes de comunicação. A comparação foi feita por Nuno Francisco, diretor do Jornal do Fundão, no Dia Nacional da Imprensa, a 16 de outubro, em Lisboa, onde estive pelo Mensageiro de Bragança. Ficou-me na cabeça.
Não se trata de um filme de comédia, mas parece. Na semana passada, no Porto, durante a intervenção policial na manifestação de jovens pelo direito à habitação, que aconteceu na noite de 15 de outubro.
Numa reportagem da RTP, que recuperou vídeos gravados pelos próprios manifestantes, há um pormenor que salta à vista. Perante a tensão da intervenção policial, ouvem-se vozes a perguntar pela imprensa. “Onde está a imprensa?”, “quem tem contactos dos media?”
Depois de, nas últimas décadas, a generalidade dos povos terem optado por viver exclusivamente em função das preocupações do seu dia a dia, sem gerir o presente em função do futuro, a continuidade da humanidade acabou por se tornar escrava das suas próprias opções e ficar refém do drama da insegurança e das incertezas que estão à vista de todos, humanidade esta que, mais depressa do que seria de imaginar, esperemos bem que assim não seja, poderá terminar arrasada por uma hecatombe dantesca, de dimensões e consequências nunca sonhadas, que não deixará ficar pedra sobre pedra de tudo o que se
Nos anos de 1967-1968 e parte de 1969, em Coimbra, estudante voluntário, apercebi-me da presença de algumas dezenas de estudantes brasileiros em várias faculdades. Foi um fenómeno que ocorreu igualmente em Lisboa e no Porto. Faço, desde já, uma ressalva: estive indiretamente envolvido no meio estudantil e nas lutas académicas no princípio de 1969. Frequentei, a espaços breves, locais onde a malta se reunia – na Clepsidra, especialmente – e ali escutei, ao fundo do café, estudantes e professores (alguns bem conhecidos) que faziam ouvir a sua voz contra a ditadura e a guerra colonial.
Tivesse Borges (o escritor ou o seu alter-ego) rumado a Pedrouços, na zona ribeirinha de vetusta Lisboa, em vez de se dirigir à rua Garay do bairro Constituición, em Buenos Aires; tivesse procurado a antiga Lota do Peixe da APL, em lugar da residência da falecida Beatriz Viterbo; indagasse por soluções inovadoras para doenças oncológicas e neurodegenerativas ao invés de esquadrinhar a correspondência secreta da mulher amada, com o seu primo Carlos Daneri; espreitasse para o interior do enorme barracão, à beira-Tejo em detrimento do porão por baixo das escadas da sala de jantar… e teria desc
Interrompo a série sobre Educação para escrever sobre o problema do momento: a habitação.
O Estado deixou de promover habitação social a partir dos anos 90. Fez muita entre 1970 e 1990, através dos institutos públicos de habitação e das cooperativas particulares de habitação, que bafejaram imensas famílias.
O convencimento de que a entrada na União Europeia fazia de nós ricos levou a que descurássemos o problema da habitação ao ponto de até o Governo de Durão Barroso acabar com o crédito jovem à habitação, sendo Ministra Manuela Ferreira Leite.
A reconstrução da história de Bragança no século XX esbarra numa muralha, a centralização documental e a fragilidade dos arquivos das instituições locais. Ao finalizar a investigação para o livro “Homenagem póstuma a Dias Parente & Mordomos. Monte de São Bartolomeu a Estância de Turismo de Bragança” (2025), precisei de clarificar a existência, ou não, de transferências de verbas do Estado para as obras do São Bartolomeu.
Saímos de casa convencidos de que havemos de voltar. Ficamos de telefonar mais logo, adiamos uma conversa para o jantar, fazemos contas ao que ainda falta cumprir. É dessa confiança discreta que se fazem os dias. Até que uma notícia nos lembra, com uma violência para a qual nunca estamos preparados, que o regresso não está garantido.
De há uns meses a esta parte, e cada vez com mais frequência, estão a verificar-se, um pouco por todo o país, tentativas de extorsão de verbas entre os trezentos e os quinhentos euros, tendo como alvos principais as condutoras e os condutores mais idosos.
Escrevo esta crónica no momento em que decorre o processo eleitoral no País irmão. Sim, País Irmão. Processo que diz respeito somente aos brasileiros. Todavia, com reflexos na identidade fraterna dos nossos Povos, sendo razoável apresentar algumas brevíssimas notas.
– Preto! – foi a resposta instintiva do imigrante, contando as moedas na palma da mão quando o dono da loja de fotografias lhe perguntou como queria a fotocópia. Estive pouco tempo neste estabelecimento, mas, pelo que pude observar, facilmente apostaria que o negócio atual passa muito mais pela impressão e fotocópia de documentos do que pela revelação de fotografias.
Cumpre-se um ano sobre o encerramento de uma campanha eleitoral-autárquicas 2025/29- e da subsequente vitória eleitoral do PS, que marcou o futuro político de Bragança!
A 10 de Outubro- dia do meu aniversário- no comício de encerramento de campanha do PS, em Rebordãos, aquele cumprimento da cabeça de lista, efetuado no palanque, a cada um dos elementos da lista da Câmara, mas negado, declarada e ostensivamente, ao n.º 2, à vista de todos, não foi um mero detalhe anedótico, nem uma questão de melindre pessoal.
Até porque, repetível aos dias d´hoje!
O Recolhimento das Oblatas do Menino Jesus, foi construído junto à ermida/igreja do Loreto, local também conhecido por campo das Beatas. A ermida, data do século XVI, foi construída por volta de 1535, pelo padre Manuel Corvo, natural de Bragança, frade no convento de S. Francisco. Retirou-se da clausura para fundar uma ermida a Nossa Senhora, em terreno dado por Manuel Gomes Correia, fora de portas, e aí seguir a vida contemplativa. Nesta altura a urbanização da cidade ainda não tinha atingido a atual Praça da Sé, ou praça do Colégio dos Jesuítas.
Oferta para Assinantes
