Há sinais que merecem ser valorizados. Depois de décadas marcadas pela perda de população, o Norte registou, entre 2021 e 2025, crescimento em todas as suas sub-regiões. Também o Douro e Terras de Trás-os-Montes ganharam população. É uma mudança relevante e seria errado desvalorizá-la.
A opinião de ...
No campo da mentira, como costuma dizer-se, há de tudo como na farmácia.
Desde a mais remota antiguidade até aos nossos dias, há mentiras antigas, modernas, grandes, pequenas, políticas, religiosas, maléficas, piedosas, santas, celestiais e infernais, mentiras populares, brejeiras, inocentes, anedóticas, ideológicas, científicas, filosóficas, até toda uma parafernália de baboseiras e idiotices, que são uma falta de respeito e um atentado criminoso ao bom nome a que todas as pessoas têm pleno direito.
Logo que o povo sente no ar a preparação para a festa anual em honra do padroeiro da sua terra, não deixa em paz os comissários responsáveis pela respetiva preparação. Todos os seus passos estão sujeitos aos mais diversos comentários.
A curiosidade leva a tal ponto a paciência daqueles, que por vezes, há zangas; e há também apostas entre os inquisidores, que se prolongam até perto da festa se, até lá, a curiosidade não for satisfeita.
UESTÃO-“…taxas do IVA que incidem sobre os combustíveis…”
RESPOSTA-(elaborada em 21/09/26)-Neste período de aumentos constantes dos preços dos combustíveis é perfeitamente entendível que os consumidores se preocupem com os “acréscimos” que os preços finais incluem, aquando da sua aquisição. Daí a questão que nos foi exposta, nomeadamente qual a taxa ou taxas do IVA que são aplicadas aos combustíveis, além de outras, e também, o porquê de alguns contribuintes “descontarem” o IVA.
O tema e o problema da educação andam em bolandas por quase todos os agentes sociais. Uns porque só querem que ela esteja a seu gosto; outros porque querem fazer dela uma arma de arremesso político; outros finalmente porque querem cuidar verdadeiramente dela e do seu conteúdo.
Chegada a idade de tentar perceber o futuro profissional do filho, um amigo escuteiro perguntou-lhe: “o que queres ser quando fores grande?”. O petiz respondeu logo: “Influencer!”. O pai reagiu: “Sim, sim, mas primeiro vais estudar comunicação a sério, para depois influenciares”. A conversa ficou por ali e, penso que o miúdo entendeu.
A inteligência artificial já calcula, prevê, classifica e recomenda com uma rapidez muito superior à humana. Mas há uma pergunta que continua em aberto: poderá uma máquina reconhecer que uma ordem, embora legal, é injusta?
É aqui que uma tragédia escrita há quase 2.500 anos se torna surpreendentemente atual. Em Antígona, Sófocles confronta duas formas de entender a justiça. Creonte representa a autoridade, a ordem e a aplicação da lei. Antígona representa a consciência que recusa obedecer quando considera que uma regra viola princípios superiores.
Nas últimas semanas têm sido notícia as filas intermináveis nas urgências e consultas dos hospitais dos grandes centros urbanos, a falta de vagas nas escolas públicas e a escassez de professores, particularmente sentida na região de Lisboa. O hospital Amadora-Sintra, por exemplo, foi projetado para servir 300 mil pessoas mas já é procurado pelo dobro.
Estes são sintomas de um problema mais profundo: a concentração excessiva da população numa estreita faixa do litoral. Um resultado há muito esperado, tendo em conta as políticas de concentração que há décadas vêm sendo seguidas.
A lei que alterou o regime dos TVDE entrou em vigor no dia 1 de setembro. Apesar de ter aspetos positivos, não responde às principais queixas dos consumidores e pode pôr em risco o serviço público de táxis. Se, até agora, a sigla TVDE era utilizada para designar os veículos descaracterizados, a partir de setembro passa a assumir uma nova designação: “transporte remunerado de passageiros em veículos de disponibilização eletrónica”.
O que muda e qual o impacto direto para o consumidor?
O espetáculo degradante que a generalidade da classe política, no passado dia oito de setembro, teve a lata e o despudor de oferecer ao país, tanto na audição ao ministro do MAI, como, e muito especialmente, na apresentação, discussão e votação da moção de censura ao governo, foi de um nível tão reles e tão baixo, que devia fazer corar de vergonha, mas para isso era preciso que eles a tivessem, a generalidade dos autores e dos atores desta espécie de comédia bufa levada à cena na casa da democracia.
Falar de sustentabilidade num meio marcadamente rural como o nosso, com vastas áreas de território protegidas por lei, é falar da necessária racionalidade e ponderação na utilização dos recursos naturais que temos à nossa disposição e da obrigação moral em transmitir o território às gerações futuras, nas mesmas condições em que o herdámos, se melhor não for possível.
Há uma filmagem de Vinhais, penso que da primeira metade do séc. XX que vi há alguns anos, que me ficou na memória e à qual recorro frequentemente para ilustrar o que era o interior do país. Durante gerações, a ligação com Bragança foi uma estrada, no mínimo, “pitoresca”.
A Matemática está muito mais presente no nosso quotidiano do que imaginamos. Por exemplo, o simples ato de ordenar resulta da combinação de dois processos: primeiro, agrupam-se elementos com propriedades semelhantes e depois, organizam-se segundo determinados critérios. Fazemo-lo diariamente, muitas vezes sem pensar, até no ato de escolher a fila para pagar no supermercado.
A demagogia é uma das principais armas do populismo radical para se insinuar junto da população para obter a sua confiança e alcandorar-se aos corredores do poder de onde estenderá os tentáculos para destruir as estruturas democráticas, de forma a perpetuar-se fechando a porta de entrada a qualquer outra força que, democraticamente, o queira desalojar. Por isso é necessário desmascará-lo antes que consiga lograr os seus sinistros intentos.
Não sendo o assunto principal, levei um desenho na mochila para Lisboa, com a consciência de quem transporta um enigma iconográfico. No ecrã da comunicação, perante uma plateia de estudiosos, a imagem de um cágado com rosto de poeta e carapaça de alfaiate fez-se silêncio. Era uma pequena charada de Bordalo Pinheiro, um “nó górdio” da nossa história literária que, durante quase um século, se recusou a ser desatado. Mas o segredo não estava na imagem; estava no nome.
Ensimesmado na sua mesa de trabalho, trauteia, quebrando o silêncio de um Nordeste sem seminaristas, levados pela emigração e pelos berços vazios, o saudoso Abade de Baçal, Francisco Manuel Alves. Aponta agora chaves de leitura: “Meus saudosos amigos, já mandei estender a palha no curral, fazer a merenda e, encher o garrafão… mas sei que não vindes (…) manias de um ancião que vos não esquece.” Olho para ele, de “Diário da República” na mão, a fitar as ruínas de parte da sua antiga casa, a interrogar-se junto de um Juiz que teima em não falar: “Explica-me esta sentença pelo avesso”.
Seis anos depois de um Conselho de Ministros de má memória para Portugal, Bragança voltou a receber a reunião magna do Governo, agora com Luís Montenegro a presidir aos trabalhos depois de António Costa o ter feito há seis anos, em vésperas de o país entrar em confinamento devido à pandemia de Covid-19 que se começava a instalar.
Pedro Abrunhosa afirmou o seguinte acerca da relação entre a máquina e o homem: “o processo criativo é uma descida aos infernos” (Entre a Arte e o Algoritmo, organização de Paula Cristina Cunha, editora Gradiva, 1.ª edição, Julho de 2026). O que pretendeu este cantor, letrista e compositor com esta afirmação? Defendeu, creio, que a Inteligência Artificial (IA) trabalha com milhões de milhões de dados, mas não cria nada, verdadeiramente nada; é o artista quem desenvolve ideias, com sacrifícios, com muitas horas de trabalho, um fazer e refazer.
Com o período das férias de verão a chegar ao seu fim, a grande maioria dos portugueses, que ainda conseguiram gozar alguns dias de descanso, prepara-se agora para, a semelhança dos anos anteriores, regressar aos seus empregos e reiniciar mais um ano de trabalho, com as mesmas dúvidas de sempre.
Celebrar os 47 anos do Parque Natural de Montesinho é celebrar muito mais do que uma classificação administrativa. É celebrar um território raro, uma paisagem extraordinária e uma identidade construída ao longo de gerações. É agradecer a todos os que tiveram a visão de o proteger e a todos os que, desde então, assumiram a responsabilidade de o preservar. Mas é, acima de tudo, recordar o papel fundamental de quem sempre cuidou do território do Parque antes dele próprio existir: as populações.
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