As últimas semanas têm mostrado um Ministério da Saúde em roda livre, parecendo não ter rei nem roque, e quem leva por tabela são os habitantes do Interior do País.
Corria o dia 21 de abril quando a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, foi ouvida no Parlamento no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito à greve do INEM, que em 2024 esteve ligada a pelo menos 11 mortes, apesar de o Ministério Público já ter recusado responsabilidades.
A opinião de ...
A DECO está a percorrer o país com o projeto TUDO A QUE TENS DIREITO, uma iniciativa que pretende tornar os serviços de informação e apoio ao consumidor mais acessíveis e próximos de todos os cidadãos, em todo o território nacional.
Por estes dias, soube-se que a estrada de ligação entre Bragança e Puebla de Sanabria obteve a Declaração de Impacto Ambiental favorável, embora condicionada, mas perdeu o financiamento do PRR.
Tal informação deve ter deixado cada um de nós com um sentimento ambivalente: por um lado, parece estar a abrir-se uma porta, por outro, percebe-se que a chave passou para outras mãos.
O texto do Prof. José Augusto Pacheco (JAP), Público, 21 de Abril de 2026, Que conhecimento conta na escola?, fez-me reler os diálogos de Platão: Teeteto e O Sofista (edições comentadas da Fundação Calouste Gulbenkian), e Protágoras (Platão – Diálogos, Edições Melhoramentos). Nestes diálogos são evocadas as conversas do sábio Sócrates com os discípulos sobre as relações do conhecimento com: (i) a alma (Protágoras); (ii) qualquer mercadoria (O Sofista); (iii) a verdade e virtude (Teeteto). Lições para reter, porque, no essencial, a realidade atual exige grande reflexão.
Vivemos um tempo de incertezas. A instabilidade instalou-se nas grandes certezas que garantiam algum equilíbrio às lutas e jogos de poder. Os democratas parecem preferir ir a reboque dos movimentos autocráticos a lutar pelos valores que dizem ter garantido a sua paz durante 81 anos. O Dinheiro e o Poder são agora os factores que determinam as decisões oportunistas. A luta pelas fontes energéticas e, em breve, pelas matérias raras (lítio, urânio e outras) e pela água, fizeram esquecer os princípios essenciais das democracias.
- A nível mundial, não se perspetiva nada de bom
300 milhões de pessoas estão a viver nas ruas.
1 000 milhões de pessoas estão a viver em casas indignas, tipo bairros da lata.
60 milhões vivem na África em barracas miseráveis.
500 milhões vivem na Ásia em casas sem luz, sem água e sem saneamento.
No Brasil, Lula da Silva encara a hipótese de proceder à extração de petróleo na foz do rio Amazonas antes que R. Trump reivindique a posse das jazidas
– Se mal por lá, por cá…estamos conversados?
O meu amigo diácono Ilídio Mesquita, de saudosa memória [+28 12 2018], permanece como uma daquelas figuras que o interior deve guardar com estima, não por folclore sentimental, mas porque fez aquilo que o Estado tantas vezes esquece: defendeu vidas. Simples no trato, firme quanto baste na convicção, foi capaz de transformar uma causa local numa lição nacional. Assim aconteceu na “manif pelo Heli”, em 2012, quando ergueu a voz pela permanência do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros.
Ainda vai dar água pela barba a "refundação do INEM", tal como foi anunciada pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no Parlamento.
As populações locais começam a organizar-se para lutar pelo direito à vida, que a retirada de meios de emergência da região vem colocar em causa. E não é só do helicóptero que se fala.
Desde logo, a presença de helicópteros de emergência médica no interior do país foi decidida, há décadas, precisamente pelas dificuldades que as populações aqui residentes têm no acesso a cuidados de saúde diferenciados e a meios de emergência.
Na reunião de câmara de 24 de abril de 2026 foi deliberado, por unanimidade, a aprovação da submissão a consulta pública do Projeto de Regulamento de Apoio às Juntas de Freguesias.
Esta conquista não nasceu hoje. É o resultado de um caminho de perseverança que remonta ao mandato de 2017-2021, e, antes deste.
Mas, foi naquele mandato que a vereação socialista, através de uma voz ativa e conjunta com a, então, colega vereadora, Maria da Graça Sá Morais, batalhou, com afã, na propositura de um regulamento.
Debalde! Até hoje!
Uma denúncia entregue à Polícia Judiciária e revelada pelo Correio da Manhã, depois aprofundada pela MAGG/Observador, expôs alegados encontros sexuais entre sacerdotes das dioceses do Porto e de Braga, realizados em casas paroquiais e outros espaços, envolvendo álcool, drogas leves e suspeitas de desvio de esmolas. As dioceses afirmam desconhecer os factos, mas a gravidade das acusações reacende a urgência de reforçar transparência, disciplina e responsabilidade pastoral.
Mais um verão chega e a nossa região continua a ser visitada por centenas de pessoas das mais variadas origens, percorrendo- a de lés a lés.
Também o Douro dentro de todas as suas potencialidades, tornando-se talvez, o destino turístico mais requisitado nos tempos que correm neste País em que vivemos.
Neste contexto, as acessibilidades a Trás-os-Montes que só pelo automóvel ou ainda por empresas rodoviárias das mais variadas procedências, o resto está em linha de espera.
Com a crise de combustível a escalar na Europa, aumenta também a incerteza. O impacto já se começa a refletir no preço das viagens e as notícias mais recentes dão nota de que o cancelamento de voos anunciado pode ser só o início de grandes dores de cabeça para os consumidores.
Os consumidores perguntam-se o que pode acontecer às viagens já marcadas neste contexto atual de aumento de preços, e aqui importa ter presente duas situações distintas:
Se está em causa uma viagem organizada- o típico pacote:
Já quase tudo foi dito sobre o desastrado discurso do Presidente da Assembleia da República por ocasião da sessão comemorativa do vinte e cinco de abril. A começar pela questionável opção do uso da caricatura para defender a redução do escrutínio dos políticos, supostamente exagerado. Não é. Mas, mesmo que fosse, não tem a dignidade para ser trazido à colação numa sessão solene da magnitude, importância e relevo das comemorações do dia da libertação da funesta ditadura que durante meio século oprimiu e espezinhou o povo português.
Na Assembleia Municipal de Bragança, da passada quinta-feira, o assunto das chefias intermédias do município voltou a vir à baila.
O executivo liderado por Isabel Ferreira propôs à Assembleia novos critérios para a seleção de elementos para as chefias de terceiro grau e inferiores.
Na prática, a única diferença é a retirada da expressão "efetivos de serviço" que restringia a trabalhadores do município a possibilidade de serem recrutados para essas funções. Essa restrição foi considerada inconstitucional pela CCDR-N, em parecer enviado anteriormente à autarquia.
Recentemente, o Governo anunciou, como resposta ao aumento do custo da energia, o reforço do apoio à botija de gás solidária. A medida, de carácter excecional, pretende aliviar a pressão da presente crise energética sobre os consumidores mais vulneráveis.
Mas então o que muda para o consumidor?
Em 1974 e 1975, Sérgio Godinho cantava que «A liberdade está a passar por aqui», mas, lentamente, como referiu o Presidente da República, no discurso do último 25 de Abril, a liberdade parece ir mudando, de modo, de lugar, de tom, de côr e de ritmo.
No prefácio à obra “Que médicos queremos” do Prof. Dr. Jorge Cruz (Almedina, 2012), o Prof. Daniel Serrão faz a seguinte pergunta (pg. 6): «Que médicos querem os Cidadãos, o Governo, os legisladores, as Escolas de Medicina, o Serviço Nacional de Saúde, a Ordem Profissional?» Podemos afirmar com clareza que todas estas entidades têm legitimidade para fazerem a pergunta. Mas, como acrescenta Daniel Serrão, a maior dificuldade é a resposta que podem dar os cidadãos.
“La política lhenguística nun debe ser bista cumo ua deficuldade, mas cumo un atibo.”
“Comisson Ouropeia (Decumento oufecial subre l multilhenguismo
L’ouficializaçon de l mirandés ye, an muitos campos i calatrizes, simbólica. Indas que la Lei eijista, l uso de la lhéngua n’admenistraçon pública inda ye ralo, mantenéndo-se l’heigemonie de l pertués. La bitalidade dua lhéngua nun se garante solo cun decretos. Ye preciso qu’eilha seia eiconomicamente i socialmente bantajosa.
Em Londres, na Waterloo Place, coração simbólico de uma cidade de muitos e belos monumentos e memórias do poder, o artista Banksy voltou a fazer o que melhor sabe: interromper a paisagem e o corre-corre da vida para obrigar a pensar.
A sua nova escultura, ali instalada sem autorização, representa um homem de fato, que avança sobre um pedestal enquanto uma grande bandeira lhe cobre o rosto, com um pé já fora dele e a dirigir-se ao vazio.
Só porque não é fácil reverter a atual situação catastrófica dos acidentes de viação, e muito especialmente por isso, acabou o tempo de continuar sentados à sombra da bananeira sem mexer uma palha, esperado que ela se reverta por si mesma, face à inutilidade absoluta, ao rotundo fracasso e ao descrédito total das ações casuísticas tomadas nas últimas décadas, chegou a hora de, de uma vez por todas, dizer basta.
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