Amar para além da utilidade
Há pessoas que vivem aterrorizadas pela possibilidade de deixarem de ser importantes para alguém. Não falam disso. Não o confessam. Mas carregam esse medo todos os dias. O medo de já não serem suficientemente interessantes. Suficientemente fortes. Suficientemente divertidas. Suficientemente necessárias para continuarem a ocupar um lugar no coração dos outros.
Talvez uma das maiores fragilidades humanas nasça exactamente aqui: na suspeita silenciosa de que o amor dos outros depende daquilo que conseguimos oferecer.
