Paulo Barrigão

A música que perdemos

Há uns anos, ouvir um disco implicava escolher o que queríamos escutar, colocá-lo a tocar e, muitas vezes, sentarmo-nos simplesmente a ouvi-lo. Hoje, temos milhões de músicas à distância de um toque no ecrã. Ouvimo-las no carro, no trabalho, enquanto caminhamos ou fazemos qualquer outra coisa. A música tornou-se uma presença tão constante que, por vezes, deixamos de reparar nela.
Há muito que penso nisto, sobretudo quando observo como nos habituámos a ouvir música através dos pequenos altifalantes dos telemóveis, sem grande preocupação com aquilo que estamos realmente a escutar.


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