Tempo de balanços
Numa altura em que passam 12 meses sobre a tomada de posse dos presidentes de Câmara do distrito de Bragança, o Mensageiro publica uma entrevista exclusiva com a primeira mulher a assumir a presidência da Câmara da capital de distrito.
Isabel Ferreira apresenta-se sem filtros nem tabus, numa primeira parte de entrevista que aborda sobretudo os aspetos mais técnicos, a reorganização do Município, os projetos que já lançou e os que pretende lançar até ao final do mandato.
Na próxima semana será publicada a segunda parte da entrevista, onde se abordam alguns dos temas mais polémicos vividos ao longo destes 12 meses, como a relação com o Governo ou com a oposição camarária. Mas fala também do futuro e da Europa.
Doze meses volvidos da primeira grande entrevista como autarca, nota-se uma evolução no discurso de Isabel Ferreira.
Mais solta, mais confiante, menos tensa. O maior conhecimento dos dossiês permite-lhe falar com mais segurança, explicar os processos e reconhecer limites sem sentir que isso compromete necessariamente a sua autoridade.
Por outro lado, já foi ultrapassada a questão da eleição do presidente da Assembleia Municipal, que há um ano estava em aberto, antevendo-se uma guerra com os presidentes de junta. Se é verdade que o PSD fez valer a maioria que detém naquele órgão deliberativo, também é verdade que essa diferença de votos não mais se fez sentir contra o executivo de Isabel Ferreira.
A presidente da Câmara de Bragança apostou, desde cedo, numa comunicação que privilegia o vídeo e as redes sociais como forma de mais facil e rapidamente chegar aos munícipes.
Se as publicações das páginas do Município atingem milhares de pessoas, se a mesma publicação for partilhada nas páginas da própria autarca, atinge centenas de milhares de pessoas, o que demonstra o impacto que a própria figura de Isabel Ferreira tem causado. Não só no Nordeste Transmontano mas, também, a nível nacional e internacional.
As solicitações para entrevistas a órgãos de comunicação social têm abundado, assim como os convites para participar em programas televisivos, como aconteceu recentemente com a SIC Notícias.
Sinais que dão mostra da curiosidade crescente do país com a presidente da Câmara de Bragança mas, também, do respeito crescente com a sua voz.
Ainda há, no entanto, alguns temas em que se sente o desconforto natural da autarca. O dossiê Museu da Língua é um deles, até pela dimensão que está em causa. Mas nada como ir acompanhando a evolução dos próximos capítulos.
Uma coisa é certa: Isabel Ferreira tem dado outra centralidade ao Nordeste Transmontano.
E isso é inegável.
