António Pires

Não há Limites para o Ridículo

Por pertencer a uma família de professores, e porque, desde a escola primária à universidade, muitas das minhas referências morais foram Senhores e Senhoras que abraçaram a Nobre Profissão, custa-me aceitar a vulgaridade brejeira de certos professores, exibida nas redes sociais, dando uma má imagem da classe que (não sei como!) representam.


Duas Notas Sobre o Inimigo Invisível

1- Confrontados com esta ameaça “sem precedentes”, porventura a mais cruel e impiedosa de que há memória - ao ponto de, entre outras coisas inimagináveis, sermos privado de prestar a última homenagem àqueles que mais amamos -, todos nós, uns em confinamento obrigatório, outros a trabalhar para que nada falte aos primeiros, temos sido, conscientes do quão frágil é o ser humano, várias vezes assaltados pela dúvida que se impõe: quando tudo isto acabar, como vai ser?. Será que vamos aprender com os erros?


Literal e Metaforicamente Falando

Ainda que possa parecer um tema pouco excitante, por, de certa forma, não ser uma prioridade do dia a dia do leitor comum, julgo, no entanto, apropriado trazer hoje aqui um exemplo de como o uso consagrado da língua – um dos responsáveis pela normatização do erro -, consegue “dicionarizar” palavras e expressões que, à luz da gramática , estão em completo desacordo com os princípios por ela fixados.


Xenofobia e Racismo, os Vocábulos da Moda

No dia em que o hediondo crime de que foi vítima o jovem cabo - verdiano Luís Giovani Rodrigues, aluno do Instituto Politécnico de Bragança, se tornou notícia nacional, dois destacados dirigentes políticos, duma forma incendiária e irresponsável, quando se lhe exigia algum recato e ponderação (pela nobre função que exercem, como deputados da nação), deram a entender, num comentário feito nas redes sociais, a par da exigência da celeridade da justiça para encontrar os culpados, que o mesmo tinha tido motivações raciais.


A Promoção da Cultura em Carrazedo, Bragança

“Tudo é ousado a quem nada se atreve”
(Fernando Pessoa)
Há uns meses, o meu prezado amigo Chef António deu-me a conhecer, numa conversa de circunstância e em primeira mão, a ousada pretensão de se fazer em Carrazedo, a lindíssima aldeia de sua mulher, um evento cultural, cujo cartaz contemplasse, entre outras coisas, teatro, música, dança, canto lírico, contadores de histórias, jogos tradicionais, exposições, pintura, artes e ofícios, etc.,