Alex Olivier Rodrigues

Antígona perante o algoritmo

A inteligência artificial já calcula, prevê, classifica e recomenda com uma rapidez muito superior à humana. Mas há uma pergunta que continua em aberto: poderá uma máquina reconhecer que uma ordem, embora legal, é injusta?

É aqui que uma tragédia escrita há quase 2.500 anos se torna surpreendentemente atual. Em Antígona, Sófocles confronta duas formas de entender a justiça. Creonte representa a autoridade, a ordem e a aplicação da lei. Antígona representa a consciência que recusa obedecer quando considera que uma regra viola princípios superiores.


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