Carrazeda de Ansiães acolheu assinatura dos contratos para levar fibra ótica a territórios de baixa densidade
Carrazeda de Ansiães recebeu, esta sexta-feira, a cerimónia de assinatura dos contratos para a instalação, gestão, exploração e manutenção das Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada, num investimento global de 360 milhões de euros destinado a reforçar a cobertura de fibra ótica nas chamadas “áreas brancas”, onde a cobertura digital é ainda insuficiente.
A sessão decorreu no Auditório do Centro de Inovação e Tecnologia de Carrazeda de Ansiães (CITICA), no distrito de Bragança, e contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, dos presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e de várias entidades envolvidas no processo.
O projeto, apoiado por fundos europeus e nacionais, incluindo 160 milhões de euros do FEDER, vai permitir levar redes de comunicações eletrónicas de elevada capacidade a 288 concelhos e 1.967 localidades das regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.
No total, serão abrangidos 416.621 edifícios residenciais e não residenciais, incluindo instalações industriais, comerciais e ligadas às atividades agrícolas, beneficiando diretamente cerca de 4,2 milhões de cidadãos.
Na região Norte, e em particular em territórios de baixa densidade como o distrito de Bragança, o investimento é visto como um instrumento essencial para combater desigualdades no acesso à economia digital, melhorar a competitividade das empresas, apoiar instituições e aproximar as populações de novas oportunidades.
O presidente da CCDR Norte, Álvaro Santos, destacou a importância da assinatura dos contratos, considerando que está em causa mais do que a instalação de fibra ótica.
“Aquilo que hoje assinamos não é apenas um conjunto de contratos para instalar redes de capacidade muito elevada nas chamadas áreas brancas. É um compromisso coletivo para eliminar uma das mais persistentes desigualdades do nosso território: a desigualdade no acesso às oportunidades da economia digital”, afirmou.
Álvaro Santos defendeu que esta iniciativa representa uma verdadeira política de coesão territorial, ao garantir melhores condições de acesso a cidadãos, empresas e instituições, independentemente da sua localização.
“Corrigir esta realidade é muito mais do que resolver um problema tecnológico; é afirmar que a geografia não pode continuar a determinar o futuro das pessoas”, sublinhou.
O responsável da CCDR Norte destacou ainda o trabalho conjunto desenvolvido entre o Governo, as CCDR, a ANACOM, os municípios e os operadores económicos, considerando que o projeto demonstra a importância da cooperação entre diferentes níveis de governação.
“Aquilo que hoje assinamos não é apenas um contrato para instalar fibra ótica. É um compromisso para ligar pessoas às oportunidades, empresas aos mercados, escolas ao conhecimento e territórios ao futuro”, acrescentou.
Também o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, realçou o significado estratégico do projeto para o desenvolvimento do país.
“Hoje não assinamos apenas contratos. Assumimos um compromisso com a forma como Portugal quer crescer, competir e afirmar-se no século XXI”, afirmou o governante.
Manuel Castro Almeida sublinhou que o desenvolvimento nacional exige a participação plena de todos os territórios nos processos de transformação económica e tecnológica.
“Não se trata apenas de tecnologia. Trata-se de garantir igualdade de oportunidades entre portugueses”, vincou.
O ministro elogiou ainda o papel desempenhado pelas CCDR, em particular pela CCDR Norte, que coordenou o procedimento, destacando “a competência demonstrada, o rigor técnico e o elevado sentido de responsabilidade institucional”.
“O verdadeiro sucesso deste projeto não será medido apenas em quilómetros de fibra ou edifícios ligados. Será medido na capacidade de gerar investimento, inovação e oportunidades em todo o território. Agora é tempo de construir as novas autoestradas digitais”, afirmou Manuel Castro Almeida.
Por sua vez, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, considerou que a concretização destes contratos representa uma questão de justiça territorial, ao garantir que os cidadãos residentes em territórios de baixa densidade passam a dispor de melhores condições de acesso à economia e à sociedade digitais.
A iniciativa é apresentada como um dos mais relevantes investimentos públicos em conectividade realizados em Portugal, com o objetivo de reforçar a competitividade económica, promover a inclusão digital e contribuir para um desenvolvimento territorial mais equilibrado, assegurando que nenhum cidadão ou território fica para trás na transição digital.
