PJ detém dois homens por suspeita de terem provocado incêndio florestal
A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois homens, de 32 e 24 anos, suspeitos da prática de um crime de incêndio florestal ocorrido no dia 28 de junho, em Ligares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança.
Em comunicado, a PJ adianta que os dois suspeitos foram identificados e detidos fora de flagrante delito pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução das Ignições (GTRI) do Interior Norte e da GNR de Torre de Moncorvo.
Segundo a investigação, os dois homens estarão fortemente indiciados de terem utilizado chama direta em espaço rural, ateando um foco de incêndio em vegetação seca, cerca das 13h50, abandonando de imediato o local.
As chamas propagaram-se a terrenos confinantes, públicos e privados, tendo consumido uma área superior a 200 hectares, composta maioritariamente por mato, ocupação agrícola e espécies caducifólias.
De acordo com a PJ, o incêndio colocou em sério perigo bens patrimoniais e populações das localidades próximas, consequências que só não foram mais graves devido à rápida intervenção dos bombeiros e de vários meios aéreos.
O incêndio apenas foi dominado no dia seguinte, cerca das 22h50.
Um dos detidos está ainda fortemente indiciado pela prática de outro incêndio florestal, ocorrido no dia 16 de junho, também em Ligares. Nesse caso, o fogo terá sido igualmente ateado com recurso a chama direta e consumiu cerca de meio hectare de mato e pinheiro-bravo, tendo-se depois alastrado a uma zona agrícola de amendoeiras.
Os detidos vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.
A investigação prossegue no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público de Torre de Moncorvo.
