Há ideias boas mas nem todas são boas ideias. isso é o que está a acontecer com a "Volta".
A medida “Volta”, criada para incentivar a devolução de embalagens de bebidas através de um sistema de recompensa, parecia reunir todas as condições para ser um sucesso. Menos lixo, mais reciclagem, uma economia mais circular e cidadãos premiados por adotarem comportamentos ambientalmente responsáveis. No papel, difícil seria pedir mais.
Mas a realidade, essa teima em não respeitar os gabinetes onde as políticas são desenhadas.
A opinião de ...
Augusto Gil, Pessoa e Alberto Caeiro, Mário de Sá-Carneiro, Régio (entre outros), eis leituras díspares numa cidadezinha de província, no seu tic-tac de «tempo parado» ouvido em surdina na estreia de um então Eliseu Ferreira no Mensageiro de Bragança, que agora assina António Manuel e corre Das Fragas ao Mar (2026), em remissão limiar para Sebastião da Gama.
Em arquitectura, fachada é qualquer uma das faces exteriores de um edifício que, por definição, permite ao seu interior comunicar com o espaço público. Ou seja, é a pele que reveste os edifícios e os protege do clima e da intrusão. Não sendo portadora em exclusivo de todo o simbolismo histórico capaz de garantir, pela sua manutenção, a identidade e autenticidade do edifício, não deve ser analisada como elemento autónomo.
O setor dos resíduos convoca-nos a todos. E convoca-nos porque, mais do que um sistema técnico, ele é um sistema social.
Falar de resíduos não é apenas falar de contentores, viaturas ou infraestruturas. É falar de modelos de consumo, de justiça territorial, de responsabilidade coletiva e de cidadania ativa.
Sociologicamente, este é um setor complexo por inúmeras razões.
Quem acompanha os escritos do cientista biólogo, historiador e filósofo, Yuval Noah Harari, fica entusiasmado com as suas pesquisas em torno de imensas questões de que destaco: qual a relação entre a Biologia e a História? Qual a diferença fundamental entre o homo sapiens [direi homo sapiens sapiens – o homem que sabe, que descobriu que sabe] e os outros animais? Há justiça na História? Será que as pessoas se tornaram mais felizes com o passar do tempo?
“Mutatis muntandis”, no que, concretamente, diz respeito aos acidentes rodoviários e ao drama dos incêndios, as coisas têm tanto em comum, que até parece que foram tiradas a papel químico.
Salvo pequenos pormenores, são mais as semelhanças que unem do que as diferenças que separam estes dois tipos de criminosos à solta, disseminados um pouco por todo o país, com especial concentração em centros populacionais como o do Porto , de Lisboa e do Vale do Tejo, onde, por razões óbvias, se sentem como peixes na água.
É do conhecimento geral e tem sido insistentemente repetida a máxima: “Não há almoços grátis”. E não há. Mesmo quando o comensal convidado não o paga, do seu bolso, no ato da receção da respetiva conta, nem sequer algum tempo mais tarde.
O mesmo se passa com os cuidados de saúde, pese embora a gratuitidade com que o SNS se apresenta perante todos os utentes.
A partir do dia 1 de julho, todas as mercadorias importadas para a União Europeia (UE) passam a estar sujeitas a uma taxa aduaneira de três euros, pondo fim à isenção que vigorava para encomendas de valor inferior a 150 euros.
A DECO considera que esta medida é um passo importante para reforçar a segurança dos produtos colocados no mercado europeu, mas alerta para o facto da nova taxa não dever traduzir-se em custos adicionais ou inesperados, após a conclusão da compra, para os consumidores.
A eficácia da proteção social no Nordeste Transmontano resultou da arquitetura de redes humanas. Entre o final de 1980 e o início de 1990, a liderança de D. António José Rafael, então Bispo de Bragança-Miranda, desempenhou um papel marcante e polémico.
Personagem mediática, cultivou uma imagem complexa. Atribuíram-lhe o epíteto de “Bispo Vermelho”, embora o rótulo não correspondesse à sua matriz teológica. Confrontava o Governo e denunciava o abandono e a falta de acessibilidades na região.
A atração de capital na zona industrial das Cantarias digladia-se entre dois mundos não tão gémeos quanto deveriam ser: estende-se um tapete vermelho fiscal à entrada, mas aciona-se uma ratoeira no percurso e, a final.
Uma língua afirma-se pelos livros que pode chamar seus. É essa a ideia que me acompanhou no passado dia 7 de julho, na Casa da Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, durante a apresentação da edição bilingue de “As Orações de Junqueiro: Oração ao Pão e Oração à Luz”. A escolha da data não foi casual: cumpriam-se cento e três anos sobre a morte de Guerra Junqueiro.
Alguns factos que ocorreram ao longo dos 15 dias que separaram este e o penúltimo dos meus artigos merecem reflexão atenta.
A esperada eliminação da equipa portuguesa do Mundial de Futebol Profissional Sénior de 11.
À primeira vista, quem passa pela autoestrada transmontana em direção a Bragança estranha o edifício que corta o monte que se apresenta pelo lado direito de quem chega ao Nordeste Transmontano, pouco depois de passar por Rossas.
Um monte, outrora selvagem, apresenta-se, agora, rasgado pelo betão e vidro de um novo edifício.
Trata-se do Hotel Água, em Pinela, ontem inaugurado com a presença de diversas individualidades, mas que representa um investimento superior a dez milhões de euros.
Antente prender ua lhéngua nun lhaboratoiro i eilha scapará pulas frinchas de la jinela. Se preguntarmos a un lhenguista l que define este fenómeno, el bai-mos a falar de fonemas, de sintaxe, de struturas arbóreas i de lhéxicos ourganizados. Dirá, talbeç, que ye un sistema de sinales cumbinatoiros que permite la comunicaçon. Mas antente aplicar essa régua rigorosa a la rialidade i berá cumo las frunteiras s’antúrbian: porque ye que dues pessonas que s’anténden purfeitamente dízen falar lhénguas difrentes, anquanto outras, que mal se cumprénden, júran partilhar la mesma matriç?
Muitos dos políticos contemporâneos, alguns bens conhecidos da nossa praça pretendem fazer-nos crer que a ideologia com que nos querem convencer pela suposta bondade dos seus objetivos se baseia na doutrina social da igreja e, com isso, embrulham uma catrefada de lugares comuns, meia-dúzia de frases feitas, um razoável reportório de slogans contra supostos poderosos corruptos e um infindável rosário de insultos sobre os pobres, miseráveis, indefesos, desvalidos e vulneráveis.
Os últimos números divulgados da execução orçamental no primeiro trimestre do corrente ano, contrariam as opiniões da grande maioria dos mesmos políticos de trazer por casa, papagaios e opinantes de algibeira de sempre, que em números muito difíceis de contar, se pavoneiam e infestam tudo o que são rádios, jornais e televisões.
Quando Portugal aderiu à então Comunidade Económica Europeia, em 1986, o Ambiente era um tema periférico na agenda política nacional. Quatro décadas depois, é inegável: poucas áreas da ação pública portuguesa mudaram tanto, e para melhor, como a política ambiental. A integração europeia foi, neste domínio, decisiva e “hoje mais do que nunca é preciso explicar a Europa”, Jacques Delors (1992).
Utilizo o título desta obra de António Lobo Antunes (D. Quixote, 5.ª edição, 2025) para fazer algumas reflexões. Urge desviar o olhar e o pensamento do que nos vai martelando a cabeça insistentemente: o populismo que se serve de notícias falsas (fakenwes) e de notícias manipuladoras (deepfakes). Coloco a questão: qual a ordem natural das coisas? É aquela que a capa da obra, acima citada, exibe: num passeio da cidade, um engraxador e ao seu lado, sentado num caixote, um menino (fotografia de Eduardo Gageiro, 1965)? Ou aquela do Público de 23.06.2026 (Últimas Notícias, br.
Com a chegada dos dias solarengos, as praias e as piscinas enchem-se de cor e animação. Nestes dias não pensamos na Ciência quando vestimos o fato de banho. Porém, a moda balnear resulta de uma fantástica viagem científica que começou com a ambição humana de imitar os segredos da natureza.
A humanidade é seara imensa em chão de areia,
Que Deus recolhe e Deus semeia.
(Guerra Junqueiro)
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