Nesta altura de período pascal, multiplicam-se as manifestações de fé um pouco por toda a região.
Manifestações como a que aconteceu domingo, em Edrosa, no concelho de Vinhais, que demonstram, sem sombra de dúvida, que a fé está bem viva no Nordeste Transmontano e é parte fundamental da vida das comunidades, com repercussões a vários níveis.
A opinião de ...
Pelo Conselho de Ministros de 26 de fevereiro de 2026, o Governo decidiu fazer uma Proposta de Lei para tornar obrigatória a publicitação das deliberações dos órgãos autárquicos, aqueles com maior impacto direto nos cidadãos e no território, na comunicação social local e regional.
A todos aqueles que nunca se aperceberam de que, como é costume dizer-se, o que é demais é moléstia, se para tal tiverem disposição, tempo e paciência, sugeria que estivessem minimamente atentos à quantidade absurda e ridícula de vezes com que, no dia a dia deste nosso país, por tudo, por nada e para nada, a todos os níveis e em qualquer canto e esquina, se usa e abusa da palavra democracia, como se a democracia fosse a panaceia perfeita e o remédio infalível para curar todos os males e todas as maleitas de que enfermam as sociedades atuais.
QUESTÃO-“…datas muito importantes na interação dos contribuintes sujeitos a IRS e a Autoridade Tributária-AT…”
A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos da América trouxe, entre outras consequências, com o mesmo sentido, um corte radical e profundo nos fundos públicos de apoio à Investigação Científica em qualquer das suas componentes, Fundamental, Translacional e Aplicada, com especial repercussão na primeira por ser, tradicionalmente, a que mais apoio requer do erário público.
Quando um espetáculo é cancelado, os consumidores esperam, naturalmente, receber de volta todo o valor que pagaram. Mas a realidade é outra: quem compra bilhetes através das principais plataformas eletrónicas de venda, perde dinheiro mesmo quando o espetáculo não se realiza.
Perante as várias queixas recebidas, a DECO denunciou ao Ministério Público as condições contratuais que permitem às plataformas de venda de bilhetes reter comissões e taxas de processamento quando um espetáculo é cancelado, por considerar que esta prática viola os direitos dos consumidores.
A proposta de um pacto para a Saúde, generalizado a toda a sociedade, defendido pelo Presidente da República, implica a presença de consensos políticos em prol do bem comum. Este assunto levou-me a revisitar obra “Uma mesma ética para todos?” (Éditions Odile Jacob, 1997), Colecção Epistemologia e Sociedade, Instituto Piaget), que reúne contributos de diversos autores, com ideologias diferentes, sobre a busca de princípios éticos universais.
Recentemente, José Mário Leite (JML), profissional ligado à prestigiada e filantrópica Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) trouxe aos leitores do MdB, com muita oportunidade, dois textos relacionando saúde, ciência e cidadania. Em “Respire fundo, agora tussa”, o autor aborda, de forma irónica, contudo realista, o sobreconsumo de meios complementares de diagnóstico, habitualmente prescritos pelos médicos. Veja-se, todavia: os investigadores da FCG criaram um sistema de “observação” do ar que expiramos, que permitirá detetar sintomas e mesmo situações patológicas.
Recentemente, alguém me contava uma história, a de que, para além de Bragança, só conhecia uma outra cidade (que por respeito não mencionarei) onde, por conta do Poder instituído, as pessoas têm real medo de falar, de expôrem as suas ideias ou de assumirem uma opinião divergente, com receio de represálias, de serem “encostadas”, ou de já não conseguirem aquele lugarzinho…
É desolador perceber que Bragança é comparada a esses redutos de silêncio forçado, onde a expressão “quem se mete com o Governo leva” passa a regra.
Morreu anteontem, dia 12, Jürgen Habermas, alemão de 96 anos, grande pensador da democracia e da sociedade. Um dos pais da democracia moderna. Juntamente com Carole Pateman, John Rawls e Licínio Lima, forneceu-nos os fundamentos de uma teoria da democracia como participação dos cidadãos na vida pública, a democracia deliberativa, baseada no respeito pelo diálogo e na reciprocidade de direitos e de deveres.
Por vezes damos connosco a valorizar demasiado o que perdemos, o que desejamos alcançar e quase a ignorar o que de bom diariamente conseguimos ou vivemos. Esta reflexão pretende enfatizar a importância das iniciativas que valorizam a vida e a interação na comunidade, convidando cada leitor a refletir sobre o melhor que faz, ou poderá fazer, por si e pelos outros.
Completaram-se no passado mês de fevereiro, quarenta anos desde o dia em que Olof Palme, o Primeiro Ministro da Suécia, foi assassinado a tiro em Estocolmo.
Para lhe suceder, foi empossado poucos dias depois o Vice Primeiro Ministro e seu grande amigo Ingvar Carlsson, o qual, não obstante a situação delicada criada pelo assassinato de Olof Palme, durante as mais de quatro décadas em que esteve à frente dos destinos da Suécia, influenciou fortemente toda a política do seu país, acabando por se revelar um estadista de eleição e um dos maiores ícones da social democracia.
A partir de 10 de abril, algumas embalagens passam a ter um valor de depósito de 10 cêntimos, pago no momento da compra e devolvido quando a embalagem vazia é entregue num ponto de recolha.
A ideia não é nova noutros países europeus, mas chega agora ao nosso dia a dia com um objetivo claro: incentivar a devolução das embalagens, aumentar a reciclagem e reduzir o lixo que acaba no contentor indiferenciado ou abandonado no ambiente.
Quando é um antigo governante a admiti-lo, é porque a coisa é séria. Pior, só se fosse mesmo um governante em exercício. Mas para isso nunca há coragem. É como aqueles cãezinhos que ladram muito mas só de longe, depois de o perigo passar.
Ora bem, do que se fala nesta crónica? Fala-se das declarações que o antigo Ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, prestou ao Mensageiro à margem de uma atividade em Vila Flor, relacionada com o ambiente (ver mais informação nas páginas centrais).
Recentemente os nordestinos Fernando Brás, da Associação de Beneficiários do Vale da Vilariça e Mário Martins, agricultor e produtor de hortícolas em terrenos ribeirinhos na Foz do Sabor vieram queixar-se publicamente dos enormes prejuízos causados pelas cheias provocadas pela subida descontrolada das águas do Douro.
Há tantas coleções como interesses pessoais. As que mais aprecio são as que ajudam a preservar a memória coletiva e, que edificam as pessoas. Isto para falar de um livro que colige panegíricos, que usam a gratidão, como que usa uma ciência que pode mudar vidas e influenciar pessoas. Falo-vos de um livro e de um amigo, “Quando nos voltamos a encontrar”, de Júlio “Fagus”, 2025.
Está de parabéns o Comando Distrital da PSP de Bragança. No dia 4 de Março fez 150 anos. Celebrou-os no dia 5, em cerimónia oficial. Celebrou a deliberação da sua criação. Em 24 de Julho próximo fará 150 anos que iniciou funções, através do policiamento da cidade e fiscalização do Código de Posturas da Câmara. Tinha um efetivo de 16 profissionais a primeira esquadra – 1 comissário, 1 chefe de esquadra, 2 cabos e 12 guardas.
Ouvi a frase dita sem solenidade: “Às vezes é preciso perdermo-nos.” Não vinha acompanhada de teoria nem de conselhos fáceis. Era quase um sussurro de quem já atravessou alguma coisa. Talvez por isso não a consegui ignorar.
Vivemos numa cultura que idolatra a orientação permanente. Tudo deve estar definido, mensurável, optimizado. Ter rumo é virtude. Hesitar é fraqueza. Perder-se é fracasso. Ensinaram-nos que maturidade é controlo e que estabilidade é prova de acerto.
A frase é antiga, repetida vezes sem conta, e talvez por isso facilmente desvalorizada. “Prevenir é melhor do que remediar” soa quase a lugar-comum, usada em campanhas, discursos e consultas médicas. No entanto, apesar da sua simplicidade, continua a ser uma das verdades mais sólidas da medicina moderna. Prevenir não significa evitar todas as doenças - tal seria irrealista - mas reduzir riscos, ganhar tempo, evitar sofrimento desnecessário e melhorar a qualidade de vida ao longo dos anos.
Nunca tivemos acesso a tanta informação sobre saúde como hoje. Em poucos segundos, qualquer pessoa pode pesquisar sintomas, tratamentos, dietas ou conselhos médicos no telemóvel. As redes sociais tornaram-se uma das principais fontes desse conhecimento, sobretudo fora dos contextos formais de consulta. O problema não é o acesso — é a qualidade da informação que circula, a velocidade com que se espalha e a dificuldade em distinguir o que é rigoroso do que é apenas convincente.
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