À primeira vista, quem passa pela autoestrada transmontana em direção a Bragança estranha o edifício que corta o monte que se apresenta pelo lado direito de quem chega ao Nordeste Transmontano, pouco depois de passar por Rossas.
Um monte, outrora selvagem, apresenta-se, agora, rasgado pelo betão e vidro de um novo edifício.
Trata-se do Hotel Água, em Pinela, ontem inaugurado com a presença de diversas individualidades, mas que representa um investimento superior a dez milhões de euros.
A opinião de ...
Antente prender ua lhéngua nun lhaboratoiro i eilha scapará pulas frinchas de la jinela. Se preguntarmos a un lhenguista l que define este fenómeno, el bai-mos a falar de fonemas, de sintaxe, de struturas arbóreas i de lhéxicos ourganizados. Dirá, talbeç, que ye un sistema de sinales cumbinatoiros que permite la comunicaçon. Mas antente aplicar essa régua rigorosa a la rialidade i berá cumo las frunteiras s’antúrbian: porque ye que dues pessonas que s’anténden purfeitamente dízen falar lhénguas difrentes, anquanto outras, que mal se cumprénden, júran partilhar la mesma matriç?
Muitos dos políticos contemporâneos, alguns bens conhecidos da nossa praça pretendem fazer-nos crer que a ideologia com que nos querem convencer pela suposta bondade dos seus objetivos se baseia na doutrina social da igreja e, com isso, embrulham uma catrefada de lugares comuns, meia-dúzia de frases feitas, um razoável reportório de slogans contra supostos poderosos corruptos e um infindável rosário de insultos sobre os pobres, miseráveis, indefesos, desvalidos e vulneráveis.
Os últimos números divulgados da execução orçamental no primeiro trimestre do corrente ano, contrariam as opiniões da grande maioria dos mesmos políticos de trazer por casa, papagaios e opinantes de algibeira de sempre, que em números muito difíceis de contar, se pavoneiam e infestam tudo o que são rádios, jornais e televisões.
Quando Portugal aderiu à então Comunidade Económica Europeia, em 1986, o Ambiente era um tema periférico na agenda política nacional. Quatro décadas depois, é inegável: poucas áreas da ação pública portuguesa mudaram tanto, e para melhor, como a política ambiental. A integração europeia foi, neste domínio, decisiva e “hoje mais do que nunca é preciso explicar a Europa”, Jacques Delors (1992).
Utilizo o título desta obra de António Lobo Antunes (D. Quixote, 5.ª edição, 2025) para fazer algumas reflexões. Urge desviar o olhar e o pensamento do que nos vai martelando a cabeça insistentemente: o populismo que se serve de notícias falsas (fakenwes) e de notícias manipuladoras (deepfakes). Coloco a questão: qual a ordem natural das coisas? É aquela que a capa da obra, acima citada, exibe: num passeio da cidade, um engraxador e ao seu lado, sentado num caixote, um menino (fotografia de Eduardo Gageiro, 1965)? Ou aquela do Público de 23.06.2026 (Últimas Notícias, br.
Com a chegada dos dias solarengos, as praias e as piscinas enchem-se de cor e animação. Nestes dias não pensamos na Ciência quando vestimos o fato de banho. Porém, a moda balnear resulta de uma fantástica viagem científica que começou com a ambição humana de imitar os segredos da natureza.
A humanidade é seara imensa em chão de areia,
Que Deus recolhe e Deus semeia.
(Guerra Junqueiro)
Em Portugal, todos reclamamos, de tudo e de todos. No entanto, não reclamamos, de facto, porque não escrevemos, mas, se escrevêssemos, tudo prescreveria por impossibilidade de análise por falta de tempo e de meios. Se fosse de outro modo, comprometer-se-ia o atavismo português, o do «povo que não se governa nem quer ser governado» (Júlio César, 70 a 44 aC; Salazar, 1934). Somos um povo que quer ser feliz, mas sem se chatear com nada e, de preferência, trabalhando o mínimo possível e recebendo o máximo possível.
Foi com alguma surpresa que, no mês de Maio de 2025, o mundo católico recebeu a notícia de que os cardeais, reunidos no conclave em Roma, para suceder ao papa Francisco, tinham elegido o cardeal norte americano Robert Prévost, e que o mesmo tinha adotado o nome de Leão XIV, eleição que, numa primeira reação, e não há como ignorá-lo, foi recebida com algumas reservas as quais, com o passar do tempo, rapidamente desvaneceram.
Mais cedo ou mais tarde, todos acabamos diante de um hospital, de um funeral, de uma ausência irreversível ou de uma noite demasiado longa para ser atravessada sozinho. E é nesses momentos que percebemos como eram frágeis muitas das coisas a que demos importância excessiva.
Os diplomas envelhecem connosco. Os cargos passam para outros nomes. O prestígio é breve. As propriedades tornam-se paredes silenciosas. Até as fotografias das viagens acabam esquecidas algures numa memória digital.
Após mais de uma década de negociações, as instituições europeias chegaram, finalmente, a um acordo sobre a revisão dos direitos dos passageiros aéreos na UE. Foram mais de 10 anos de luta pelos direitos de passageiros, mas valeram a pena!
O objetivo deste acordo é simples: tornar as regras mais claras para quem viaja e evitar que algumas das proteções existentes sejam enfraquecidas. O acordo ainda necessita de aprovação formal, mas define já as principais mudanças que deverão afetar milhões de passageiros nos próximos anos.
Li, esta semana, no jornal Público, uma notícia sobre a existência de 105 cursos superiores em que a taxa de desemprego é superior à média nacional.
Confesso que alguns deles me surpreenderam, sobretudo quando comparados com as médias de entrada para esses mesmos cursos.
Se o papel do Estado é a defesa equilibrada do bem-estar do tecido social – ou seja, a defesa de valores inscritos, quer na Constituição, quer no Direito Português – então sou obrigado a afirmar que não se cumpre Estado em várias áreas de atividade. À pergunta quem serve melhor a população: Estado Social ou Estado Liberal, o que poderá responder-se? Abordarei a Saúde (poderia incluir educação, habitação, migração…), pois fornece matéria para explicitar a diferença. Resumidamente:
Ne l próssimo die 7 de júlio, a las 18:00, la Casa de la Cultura Mirandesa, an Miranda de l Douro, acuolhe l’apersentaçon de l lhibro Las ouraçones de Junqueiro. Antegrada na “Semana de la Cultura Mirandesa”, la obra fui coordenada por Henrique Manuel Pereira i cunta cun traduçon mie para mirandés. L belume cunta tamien cun l talento de bários artistas — scultores, retratistas i pintores —, que dórun las sues manos para que l resultado final fusse mais qu’ua houmenaige al poeta i a las dues lhénguas: ye un hino a la stética, a la beleza i a l’arte.
Não há pachorra para o silêncio resignado perante a descaracterização do centro histórico de Bragança. Sem canudos, nem letras gordas, escrevo com as minhas capelas, puxando pelo brio que me racha a alma. Há quarenta anos assisto a dolorosos ataques ao património do burgo. O espaço virou estaleiro imobiliário, sem avisar que era a memória viva da comunidade.
As comparações são sempre injustas mas não deixo de pensar nelas quando atravesso a fronteira para Espanha.
Seja no sul de Portugal, cruzando do Algarve para Sevilha, seja aqui mesmo, atravessando de Quintanilha para Zamora, o ordenamento da paisagem não poderia ser mais diferente.
Las nuossas derradeiras “Prumas” fúrun dedicadas a la política lhenguística. Ou melhor, a la glotopolítica. Hoije, la curjidade lhebou-me de nuobo als nuossos antípodas a quien, se bien bos lhembrais, yá dediquei ua destas crónicas.
Há pessoas que vivem aterrorizadas pela possibilidade de deixarem de ser importantes para alguém. Não falam disso. Não o confessam. Mas carregam esse medo todos os dias. O medo de já não serem suficientemente interessantes. Suficientemente fortes. Suficientemente divertidas. Suficientemente necessárias para continuarem a ocupar um lugar no coração dos outros.
Talvez uma das maiores fragilidades humanas nasça exactamente aqui: na suspeita silenciosa de que o amor dos outros depende daquilo que conseguimos oferecer.
QUESTÃO-“…possibilidade legal no sentido do imposto a pagar ser suscetível de divisão em várias prestações …”
RESPOSTA-(elaborada em 22-06-26) Na sequência da publicação de artigos anteriores sobre a temática do IRS., que abrange milhões de portugueses, surge agora a fase final, consubstanciada no pagamento por parte de muitos contribuintes, do imposto apurado pela Administração Tributária – AT, relativamente aos rendimentos obtidos ou colocados à disposição no ano de 2025.
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