Alerta para os automobilistas. Muito cuidado com uma nova vaga de assaltos
De há uns meses a esta parte, e cada vez com mais frequência, estão a verificar-se, um pouco por todo o país, tentativas de extorsão de verbas entre os trezentos e os quinhentos euros, tendo como alvos principais as condutoras e os condutores mais idosos.
De acordo com as informações que me foram disponibilizadas e do muito que, sobre este assunto, consegui apurar, torna-se fácil concluir que, tanto as condições e o perfil da grande maioria das vítimas deste tipo de assaltos, como a estratégia delineada, o método utlizado e os locais escolhidos para o exercício desta atividade criminosa são em tudo muito semelhantes.
Outro aspeto a ter em conta é que, ao contrário do que se possa pensar, esta atividade criminosa já não é exclusiva dos grandes meios e, embora que com menor frequência, já se verifica um pouco por todo o país.
A qualquer hora do dia ou da noite, este fenómeno regista-se especialmente nos parques de estacionamento subterrâneos das grandes superfícies comerciais, nos lugares de estacionamento nas ruas sem vigilância, e nas vias com menor volume de transito, fazendo crer que os autores destes assaltos leram todos pela mesma cartilha, pelo que a história, com mais molho ou menos molho, é sempre a mesma.
A título de exemplo, para alertar os mais distraídos e os que pensam que isto só acontece aos outros, transcrevo resumidamente a história da tentativa dum assalto desta natureza que me foi facultada por um condutor que, em plena luz do dia, quando se dirigia a uma grande superfície comercial, foi abordado pelos ocupantes doutro carro, culpando-o de que, quando ambos circulavam numa rotunda próxima, tinha danificado a pintura do seu carro.
Foi então que, segundo eles para evitar o pagamento do IVA e perder tempo à espera que chegassem as autoridades, tentaram extorquir-lhe quatrocentos euros em dinheiro vivo para reparar os danos causados na sua viatura.
Perante a alegação de não tinha disponível tanto dinheiro, foi-lhe proposto pelos assaltantes que pegasse no carro e fosse levantá-lo a uma caixa multibanco próxima dali e perto do sítio onde “acontecera” o acidente, dando-lhe apenas dez minutos para regressar com o dinheiro, condição que aceitou por lhe abrir a porta para se librar daquela situação tão delicada.
É evidente que não levantou dinheiro nenhum nem cumpriu o prazo dos dez minutos.
Pouco depois de esgotados os dez minutos, apareceu o que aparentava ser o chefe da quadrilha o qual, como resposta à exigência imediata da entrega do dinheiro, desta vez as únicas coisas que conseguiu, foi ser presenteado com a oferta dum cafezinho, a sugestão de que, para evitar uma surpresa desagradável, cavasse dali antes que viesse a polícia e a lição de que o dinheiro custa mesmo muito a ganhar.
