Bragança

Juventude Socialista critica “abandono” dos distritos do Interior na escolha dos vice-presidentes da CCDRN

Publicado por GL em Seg, 03/16/2026 - 16:03

A Federação Distrital de Bragança da Juventude Socialista lamentou, esta segunda-feira, que a opção política tomada pelo Governo da Aliança Democrática (AD) seja a de “abandono dos distritos do interior” Norte do país, em particular do distrito de Bragança. “O facto de os cinco Vice-Presidentes da CCDR-N, responsáveis pelas áreas da Educação, Cultura, Ambiente, Saúde e Agricultura, não garantirem a representatividade dos distritos de Bragança e de Vila Real revela uma clara indiferença e uma preocupante falta de compromisso com a Coesão Territorial, à qual o XXV Governo atribuiu pomposamente um ministério, mas cuja utilidade política parece ser nula”, explica a JS num comunicado enviado ao Mensageiro a federação liderada, por Emanuel Bernardo.
Para os jovens socialistas a exclusão de um representante proveniente de Bragança “é um sinal de desrespeito para com o distrito e para com a sua população. Ainda assim, esta decisão não é surpreendente”.
Na presidência anterior a CCDRN tinha um vice-presidente do distrito de Bragança, nomeadamente o ex-presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto.
“Aquando da tomada de posse dos Presidentes das CCDR, o atual Primeiro-Ministro e líder do PPD/PSD tinha
fechado qualquer porta a uma discussão séria sobre a regionalização, evidenciando desde então a sua visão centralista da gestão e do desenvolvimento do país. Esta decisão confirma que, para o atual Governo, o país parece resumir-se ao litoral, relegando o interior, e em particular o interior Norte para um plano secundário, perpetuando o abandono de territórios que há décadas lutam por maior atenção e investimento do poder central”, refere a JS.
Face às nomeações atuais a federação repudia de forma veemente a tomada desta decisão, “que relega o distrito de Bragança à indiferença e ao esquecimento”, sublinham os jovens.
“Esta opção mostra que o atual Governo não só recusa discutir a regionalização e a valorização dos territórios de baixa densidade, como contribui para o
agravamento das desigualdades entre o interior e o litoral, colocando em causa o princípio da Coesão Territorial.
Condenamos que o nosso distrito continue a ser esquecido pelos Governos da República, mais ainda quando a direita governa, realidade que se traduz em abandono, irrelevância política e falta de investimento no território”, acrescenta a federação.

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