Bienal da CIM Terras de Trás-os-Montes chega à estação das artes
A Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra - continua o seu percurso pelo território, com abertura de novas exposições, em Miranda do Douro, Mirandela e Mogadouro.
Os três concelhos juntaram-se a Alfândega da Fé e Bragança, onde a Bienal abriu portas nos dias 1 e 2 de outubro.
Promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), a Bienal é um projeto cultural de dimensão intermunicipal que reúne 160 artistas e 14 exposições, distribuídas pelos nove concelhos: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.
Em Mirandela, a abertura aconteceu na passada sexta-feira, na Estação das Artes.
Sob o lema “A linha é uma passagem para outra margem”, com curadoria de Carlos Costa e Jacinta Costa, a exposição conta com artistas portugueses, espanhóis, estónios e checos que cruzam diferentes linguagens artísticas num percurso que dialoga com a história e os espaços da antiga estação ferroviária.
A diretora artística desta bienal, sublinha que o projeto aposta na “descentralização cultural e no acesso à arte contemporânea fora dos grandes centros, criando condições para a circulação de públicos, a cooperação entre municípios e a descoberta do território”.
Inês Falcão acrescenta que a ideia é que a população e a comunidade também participem. “Não é só fazer as exposições e estarem abertas para as pessoas passarem. É levar também a comunidade a fazer outro tipo de trabalhos, outro tipo de interpretação em cada obra de arte e vamos ter atividades pedagógicas em todos os espaços, os curadores têm de fazer pelo menos uma e depois vamos ter conversas entre curadores e artistas também para perceber esta dinâmica dentro da própria Bienal”, conta.
O Presidente da CIM-TTM frisa o caráter “inovador” desta bienal e Pedro Lima entende que desta forma a cultura assume-se como “fator de coesão e de afirmação das Terras de Trás-os-Montes”. O autarca de Vila Flor espera que muita gente visite as 14 exposições nos 9 concelhos e que também “degustem a gastronomia, que se encantem com as paisagens, com a inspiração de muitos dos trabalhos que vão contemplar”, diz.
Já o Vice-presidente do Município anfitrião sublinha o “momento feliz” que a CIM teve ao avançar para esta iniciativa. Orlando Pires destaca a importância que esta iniciativa também pode ter “na promoção turistica dos nove concelhos” que integram a CIM- TTM. “Uma família que queira vir passar um fim de semana prolongado à nossa região tem aqui uma oportunidade única de poder visitar os 9 concelhos, perceber a sua identidade”, refere.
As inaugurações continuam ao longo de outubro nos restantes concelhos, com a última marcada para o dia 20, em Vinhais. As exposições ficam patentes até dezembro.
