Paulo Cordeiro Salgado

Os tempos que decorrem

Permito-me incluir três textos em exergo (exploratórios):
Primeiro: «É um pequeno passo para [um] homem, um salto gigante para a Humanidade». – Neil Armstrong ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969, missão Apollo 11.
Segundo: «Ser ignorante do passado é como ser uma criança para sempre». – Cícero, 106 a.C. - 43 a.C.
Terceiro: «O respeito pela Humanidade começa exatamente em cada um de nós. Sem o respeito pela individualidade e personalidade de cada ser humano, seja ele qual for, não há nada começado neste mundo.» – Almada Negreiros, Ensaios 1º Vol. p. 13.


Saúde, Ciência e Cidadania (Um Pacto para a Saúde) – II

A proposta de um pacto para a Saúde, generalizado a toda a sociedade, defendido pelo Presidente da República, implica a presença de consensos políticos em prol do bem comum. ​ Este assunto levou-me a revisitar obra “Uma mesma ética para todos?” (Éditions Odile Jacob, 1997), Colecção Epistemologia e Sociedade, Instituto Piaget), que reúne contributos de diversos autores, com ideologias diferentes, sobre a busca de princípios éticos universais.


Saúde, Ciência e Cidadania - I

Recentemente, José Mário Leite (JML), profissional ligado à prestigiada e filantrópica Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) trouxe aos leitores do MdB, com muita oportunidade, dois textos relacionando saúde, ciência e cidadania. Em “Respire fundo, agora tussa”, o autor aborda, de forma irónica, contudo realista, o sobreconsumo de meios complementares de diagnóstico, habitualmente prescritos pelos médicos. Veja-se, todavia: os investigadores da FCG criaram um sistema de “observação” do ar que expiramos, que permitirá detetar sintomas e mesmo situações patológicas.


O que fazer?

1. Na segunda volta da eleição presidencial, estão em causa duas ideias e dois comportamentos opostos: de um lado, a defesa da democracia face ao extremismo; do outro, a dicotomia entre o socialismo e o não-socialismo (argumento enganador, destinado a confundir). No que respeita aos comportamentos, é fácil de distinguir: de um lado, a serenidade, a dignidade e o respeito pelos direitos humanos, ou seja, os direitos do Outro, do nosso vizinho, próximo ou afastado; de outro, a postura assente no confronto envenenado e frequentemente baseado em falsidades, à maneira de Trump.


Pedido ao pai natal para 2026 – ou o esforço e empenho individuais

. Vamos começar um Novo Ano. Todos nós desejamos “Feliz Ano Novo”, com votos de felicidades a conhecidos e desconhecidos. Paramos diante dos montras apelativas, onde as luzes resplandecem, ouvimos as melopeias de Bach nas ruas engalanadas, adquirimos objetos que nos deliciam, convencidos da sua utilidade e conforto, sonhamos com viagens pelas praias do Caribe e Índico ou pelos safáris africanos.


Um conto de Natal – Natal com calor

Caros leitores, nesta quadra, igualmente em todos os anos e meses e semanas e dias e horas, em todas as latitudes e longitudes, desejo que o Homem possa construir um novo mundo, onde não caiba a guerra, onde a fome e a má nutrição não matem milhões, onde uns poucos não desfrutem egoisticamente dos bens que a Natureza lhe propiciou e, onde, enfim, os direitos humanos sejam respeitados na sua plenitude.


Linguagem e Poder

Por interesse pessoal e pela oportunidade do tempo social que ocorre, obtive o texto Discurso e Mudança Social, de Norman Fairclough, linguista britânico, professor emérito na Universidade de Lancaster, cofundador da Análise Crítica do Discurso. Trata-se de uma tradução do texto inglês, efetuada por uma equipa coordenada por Izabel Magalhães, da Editora da Universidade de Brasília, com data de 2001, Pp. 88-90.


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