PS exige prazos para reduzir esperas nas consultas da ULS Nordeste
A Federação Distrital de Bragança do PS exige à administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste e ao Governo respostas concretas, com objetivos e prazos definidos, para resolver as dificuldades no acesso a consultas hospitalares e os tempos de espera em várias especialidades.
Em comunicado, os socialistas reconhecem resultados positivos na instituição, destacando a cobertura de 100% por médicos de família e o que apontam como a maior taxa de execução dos projetos do Norte 2030. Consideram, contudo, que esses indicadores não podem fazer esquecer os problemas que persistem.
"Continuam a existir constrangimentos no acesso a consultas hospitalares e tempos de espera excessivos em várias especialidades, com consequências para os utentes e para a qualidade de vida das populações", afirma a estrutura partidária, sem identificar as especialidades ou quantificar as demoras.
O PS reivindica também o reconhecimento do trabalho da anterior administração, à qual atribui uma parte significativa dos resultados agora alcançados. "Uma parte significativa deste trabalho resulta do empenho e das medidas desenvolvidas pelo anterior Conselho de Administração, cujo contributo não deve ser apagado", sustenta.
À atual equipa, os socialistas pedem continuidade nas medidas que deram resultados e capacidade para responder aos problemas por resolver.
O comunicado defende ainda uma maior proximidade entre a ULS Nordeste e as autarquias. Para isso, o PS propõe a revisão do enquadramento legal da descentralização de competências na saúde, de modo a permitir que todas as unidades locais de saúde possam avançar nesse processo.
"Não é aceitável que persistam desigualdades entre unidades locais de saúde no acesso a instrumentos de gestão e de articulação com o poder local", lê-se na nota.
A federação associa a melhoria dos cuidados de saúde à necessidade de combater o despovoamento, considerando que o acesso atempado a serviços de qualidade é essencial para fixar população, atrair novos residentes e assegurar a coesão territorial.
