A opinião de ...

Quando a manta é curta, vender ilusões, não.

Depois de, nas últimas décadas, a generalidade dos povos terem optado por viver exclusivamente em função das preocupações do seu dia a dia, sem gerir o presente em função do futuro, a continuidade da humanidade acabou por se tornar escrava das suas próprias opções e ficar refém do drama da insegurança e das incertezas que estão à vista de todos, humanidade esta que, mais depressa do que seria de imaginar, esperemos bem que assim não seja, poderá terminar arrasada por uma hecatombe dantesca, de dimensões e consequências nunca sonhadas, que não deixará ficar pedra sobre pedra de tudo o que se lhe puser pela frente.
Nestas condições, na esperança de que ainda haja uma ténue possibilidade de inverter esta dramática situação, porque o tempo não para e as palavras leva-as o vento, a única hipótese que resta, é que os povos e a humanidade no seu todo, enquanto for tempo, façam tudo o que puderem para evitar que isso aconteça.
Na medida em que quem vê o que se passa na sua casa, pode ver o que se passa no mundo inteiro, para depois abordar o que começa acontecer em Portugal, título de exemplo incontestável, chamo a especial atenção para a crise gravíssima com que a França está a ser confrontada, capaz de destruir a história milenar do seu passado e por em risco o presente e o seu futuro do seu povo.
A avaliar pela maneira selvagem como a horda de ladrões, assaltantes, bandidos, iconoclastas e vadios de toda a espécie estão a atuar um pouco por toda a França, esta crise, se não for rápida e corretamente travada, tem sérias hipóteses de se estender por quase toda a Europa, do que é já inequívoco o aparecimento em Portugal dos auto denominados movimentos populares, inorgânicos independentes e apartidários, (dizem eles !) em Lisboa e no Porto, sem que se perceba donde vieram, quem são, o que os motiva e o que os identifica.
A única coisa que restou de todo o ruído produzido para chamar a atenção do país para as suas causas, a única certeza de que ficou clara, foi a maneira como imitaram o que aconteceu na Espanha e na França.
À revelia do que está nas leis que regulam este tipo de manifestações, também eles, sem pedirem licença ninguém, na linha de outras ações semelhantes realizadas em outras cidades de menor dimensão, como se fossem os donos de tudo e isto fosse a casa da mãe Joana, para se fazerem notar, tomaram conta e acamparam nos centros urbanos de Lisboa e do Porto, para, protestarem contra a subida do custo de vida, o preço exorbitante das casas e o custo excessivo das rendas dos apartamentos, o que impossibilita os mais jovens, de comprarem a sua própria casa, ou alugar uma habitação com qualidade a preço acessível e em conformidade com as seus sonhos e as suas necessidades.(Continua)

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