Casa da democracia
Manhã ou meia tarde pede este inesperado Sem Papas na Língua (Livros Horizonte, 205 p.), de Zé de Bragança, alter ego de José Luís Seixas, político, autarca e conselheiro presidencial, que não deixou de ser advogado e, desde o início do milénio, se revelou cronista de mão cheia. Mais: alguém que, em textos breves e com despacho estilístico e irónico, radiografa os principais sectores da vida social e política. Se fôssemos país habituado a reflectir sobre passos dados e protagonistas de quinta categoria, melhorávamos esta democracia – de pacotilha, tantas vezes.
