Os leitores façam o favor de desculpar o «disparatado» título desta crónica longe do cânone da educação recebida em casa e na Escola Primária da Estação debaixo dos auspícios da saudosa Mestra Dona Aninhas Castro.
A opinião de ...
Celebra-se a 15 de maio, o Dia Internacional da Família. Uma importante data para relembrar quão importante e decisiva é a Família para todos e cada um de nós.
Sabemos que a nossa felicidade e a felicidade da sociedade está intimamente ligada à prosperidade desta comunidade institucional conjugal e familiar. Deste modo, nos alegramos sinceramente com a estima que lhe é dedicada e com o respeito pela vida que dela é gerada e desenvolvida.
A vida está cheia de encontros e desencontros, de marcas e de sinais. É um facto! Há dias, num inesperado e inusitado encontro com um paroquiano, fui questionado sobre o sentido de vida e sobre o porquê desta maleita/peste ter levado consigo um ente querido. “Por que é que Deus permite isto? Onde está Deus? Esta pandemia é um sinal e um castigo de Deus”? Certamente cada um de nós ou já se questionou ou já foi questionado sobre este tema. A verdade é que falamos pouco da morte. Melhor dito, falamos sempre da morte do outro e nunca da nossa.
Bragança é um distrito com esperança. E o setor primário tem muito a ver com isso.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, que pode consultar nas páginas centrais desta edição, o número de Jovens agricultores a instalar-se no Nordeste Transmontano foi de 568 em dez anos (de 2009 a 2019). Pelo meio, vivemos os efeitos prolongados de uma grave crise financeira e do resgate da troika. Ainda assim, mais de meio milhar de jovens (a idade máxima para as candidaturas é de 40 anos) decidiu apostar na agricultura.
Será mais ou menos inevitável que Portugal venha a sofrer, no curto/médio prazo, em consequência da pandemia que enfrentamos, um agravamento da forte crise económico-financeira e, igualmente preocupante, da crise social já instaladas.
Numa excelente reportagem da jornalista Glória Lopes, que pode ler nas páginas centrais, quatro famílias do Litoral radicaram-se temporariamente em quatro localidades do concelho de Bragança, "depois de terem sido selecionadas num total de 1879 candidaturas no concurso Liberdade para Recomeçar lançado pela Câmara Municipal de Bragança, que usou este meio para convidar pessoas de outras regiões e do estrangeiro a vir passar um mês ao concelho com tudo pago para experimentarem a vida no Interior".
Quando a Covid 19 nos invadiu e tomou de assalto as nossas vidas, apanhou de surpresa tudo e todos não deixando de lado, obviamente, os autarcas e demais dirigentes regionais. Atarantados, como todos nós, reagiram, a seu modo, pensando fazer o melhor, suponho e facilmente lhes concedo tal crédito, tomando medidas que lhes pareceram adequadas, óbvias, intuitivas, mais fáceis, melhor entendíveis pela população que representam. Tendo sido adotadas, de supetão e inesperadamente, nem todas terão sido as mais adequadas. Seria fácil criticá-las, mas não seria justo. Não vou por aí.
Muito se escreve e se comenta sobre a pandemia e o cumprimento das normas respeitantes ao respetivo controlo – ainda bem. Basta abrir os jornais, ouvir os noticiários, e, sobretudo, os comentadores. Não curo de verter aqui exemplos vários de tanta informação, que, sendo necessária para fomentar o conhecimento reflexivo, optam alguns dos seus autores, por vezes, demasiadas vezes, por um sensacionalismo feroz que, de forma recorrente, gera exageros e mesmo confusão e desconfiança.
Carvalho Araújo
Os Açores e a ligação a Vila Real já vem desde 1918, em que o Comandante Carvalho Araújo num acto de coragem, sozinho no seu pequeno navio se opôs a um submarino alemão. Ainda hoje nos Açores os mais velhos recordam que os seus antepassados lhes falavam deste acontecimento.
Em Fevereiro de 1967, após uma comissão de serviço em Moçambique, fomos no nosso percurso militar colocados na Base Aérea das Lajes, ilha Terceira, Açores.
“Ua lhéngua ye l lhugar donde se bei l Mundo i an que se márcan ls lhemites de l nuosso pensar i sentir. De la mie lhéngua bei-se l mar. De la mie lhéngua oube-se l sou bruído, cumo de la d’outros s’oubirá l de la floresta ou de l silenço de l zerto.”
Vergílio Ferreira, Conta corrente
A tarifa social é importante, pois é um apoio social que consiste num desconto na tarifa de acesso ao gás natural em baixa pressão, que compõe o preço final faturado ao consumidor. Desde 2016 que o acesso à tarifa social do gás natural passou a ser realizado através de um mecanismo automático.
Quais as condições para beneficiar da tarifa social?
QUESTÃO:-“…tenho uma pequena reforma da Segurança Social, terei que apresentar a declaração do IRS…?”
No primeiro trimestre de 2021 os pedidos de ajuda recebidos na DECO sobre a faturação de energia aumentaram 61%, face ao mesmo período de 2020. Este ano o Inverno foi muito frio e as necessidades de consumo de energia foram superiores devido às medidas de confinamento. Só em janeiro, o consumo doméstico de eletricidade aumentou 31% face ao mesmo mês de 2020 (dados da DGEG).
1. Na última crónica – “Que tempos são estes?”, no ponto 2, atrevi-me a sugerir leituras que permitiriam preencher momentos de lazer, que, por força do cumprimento das normas sanitárias, e no uso da nossa condição de cidadãos atentos, habitualmente nos ligam à cultura, seja qual for a sua natureza. Certo é, apenas relembro, que a expressão “cultura” abrange um conjunto alargado de horizontes, de disciplinas, de saberes.
Penso que não há ninguém que me desminta, se afirmar que só no verão é que consigo atravessar o rio a vau, sem molhar os pés, muito embora, possa surgir um grave desequilíbrio em cima duma alpondra, e vá sujeitar-me a uma arreliante molha que me fará cair na cama. Isto acontece, quase só, devido a algum descuido grave, ou então à confiança que tenho, criada pela rotina. Devo, pois, estar atento ao conselho: “Lembra-te de que, mesmo que atravesses o rio a vau, é possível que algumas vezes te vejas obrigado a molhar os pés”.
Sento-me numa cadeira pacífica para escrever o texto. É Abril, a passarada esvoaça enlouquecida pelo quintal e a terra ainda se recorda, empapada, da chuva da noite anterior. Todo o horizonte são árvores e prédios, e escolhem-se as primeiras para erigir a imagem da crónica.
Longe vão os tempos em que sindicalistas aprovaram um documento que ficou conhecido como Carta de Amiens, no qual exigiam jornada de trabalho de oito horas, aumento de salários, completa independência dos partidos políticos e do Estado. Estávamos no ano de 1906.
Chegamos à reta final de abril e já é possível ter uma ideia de como se comportou o mês na nossa região. Depois de um março extremamente seco, como terá sido abril?
Só o ser humano trabalha. O seu trabalho é a atividade especificamente humana, tanto física como intelectual, que intervém no processo produtivo e visa gerar bens ou serviços.
Na página anterior pôde ler, de forma mais aprofundada, as conclusões de um estudo realizado na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo do Instituto Politécnico, em Mirandela, que dá conta da insatisfação da maioria dos alunos inquiridos com as 'facilidades' proporcionadas pela pandemia no que ao ensino diz respeito.
Conclusões que vêm consubstanciar aquilo que já se intuía, sobretudo pelos pais que tiveram os filhos, de quaisquer idades, em telescola.