Levar a carta a Garcia
A programação do novo ano escutista exige que se faça com o envolvimento de todos, ouvindo o que tem a dizer os jovens.
A programação do novo ano escutista exige que se faça com o envolvimento de todos, ouvindo o que tem a dizer os jovens.
Ao início da tarde de sábado, acabado de chegar ao escritório, toca o telemóvel.
- Olá Sr. Prior.
- Viva Sr. Pe. Hérmino.
Num misto de dor e saudade, pleno de ardor missionário, diz-me o Pe. Hérmino, da sua maca do centro de diálise de Mirandela:
- Vem aí a catequese e, queria recordar os meus tempos, podes escrever?
- Claro que sim Pe. Hérmino, até porque hoje é diferente. No seu tempo faltavam meios, hoje não há crianças para a catequese. Onde param as crianças?
- Olá Pe. Hérmino, como vai?
- Viva capelão, “não vou que me levam”, para a diálise em Mirandela.
Novidades?
- Já sei quer falar sobre o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, não é?
Escrevo-te pois esta é a melhor maneira de nos fazermos compreender [1], é uma forma de pensar [2]. Escrever não é agradável, é um trabalho duro, mas se não escrevo sinto-me perdido [3].
Com o verão não vem só as férias, e o tempo quente, fustiga-nos um tempo pastoral mais intenso, reforçado pelo trabalho que a pandemia [Covid 19] adiou. Regressam em força, após dois anos de forçado confinamento, as novenas, as festas, os batizados, as comunhões e, os casamentos adiados. Ainda assim, quantos projetos não ficaram pelo caminho?
A devoção a Maria é um aspecto muito importante da vida espiritual quando limpa de exageros e excessos subjetivos, referia H. V. Balthasar [1]. Depurada do artificialismo devocional, fixar o olhar na Virgem Mãe, permite-nos contemplar nela a sua relação com Jesus Cristo e com a Igreja, numa perspetiva bíblica e existencial [2]. Assim é mais fácil sentir a Virgem Maria como mãe, “próxima de cada um de nós, que nos ama e, ouve a nossa voz” [3].
No Museu Abade de Baçal, em Bragança, inaugurou-se no dia 14 de maio, pelas 15h00, a exposição “Via Sacra do Vazio” de Tânia Vera Oliveira Pires. A mostra estará patente até dia 25 de setembro.
Saúdo a “Comenda de Mogadouro Penas-Roias, da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Jerusalém”, que se deu a conhecer, entre nós, na última edição deste jornal[1].
A Ordem do Templo [Templários] e o Santo Graal tem sido inspiradores de inúmeros romances, de associações sociais, humanistas e altruístas e, de muita investigação séria dos que indagam, com paciência e profissionalismo, os muitos pontos ainda desconhecidos da breve mas intensa história da Ordem[2].
Há quem viva entre nós e desconheça os ritmos da nossa atividade religiosa, ou porque não somos do mundo [Jo. 17, 16], ou porque vivendo nele não o comunicamos com a clareza de Jesus [Jo. 17.20-21]. As igrejas paroquiais da cidade tem as portas abertas diariamente, e uma atividade mais intensa aos sábados e domingos.
De onde provêm a tão propalada hospitalidade transmontana? Sim a hospitalidade que cultiva tanto o receber sem reservas, em casa o conterrâneo, o que passa na rua como o que bate à porta. A porta do transmontano, durante o dia até à hora de deitar, estava sempre encostada, quando muito “cerrada” com o “caravelho”, ou com o trinco, que se abria por fora.
