“Muito aprende o estudante, muito mais o viajante”
- Olá Pe. Hérmino, então como vai?
- Olá capelão! Não vou, estou deitado. Então já faz um tempo que não falamos para o jornal? Agora descobristes os frescos, não queres outra coisa!
- Olá Pe. Hérmino, então como vai?
- Olá capelão! Não vou, estou deitado. Então já faz um tempo que não falamos para o jornal? Agora descobristes os frescos, não queres outra coisa!
No último artigo [MB. 3838, 29], “arte nova no Adro da Senhora da Veiga”, em Alfaião, falei dos painéis, que aí se pretendem pintar sob a “técnica por excelência da pintura mural”, o fresco e, como esta está envolta em alguma dificuldade, com segredo à mistura, resolvi investigar.
Em 1872 dizia-se de um troço da atual Estrada de Turismo [N 217-1]: “Bragança não tem em seus arredores local mais aprazível, nem recreativo” e, “seria muito útil até para louvar que a camara municipal, um dia, se lembrasse de mandar limpar-lhe as pedras, desviar-lhe as águas, que o arruínam, fazendo assim transitável um dos principais caminhos das avenidas da cidade”, que a ligam a Cabeça-Boa.
Há uma grande probabilidade de ter sido descoberta uma “villa” romana no âmbito dos trabalhos de prospeção arqueológica levados a cabo no adro da capela da Senhora da Veiga em Alfaião, Bragança.
Olá Caro amigo.
Hoje começo assim, como quem se dirige a um amigo de longa data, a um amigo fiel. A sabedoria diz-nos que um amigo fiel é um poderoso refúgio, encontrá-lo equivale a descobrir um tesouro, não tem preço, o seu valor é imponderável, é balsamo vital que os que temem o Senhor encontrarão. Por isso o que teme o Senhor faz amigos verdadeiros, pois tal como ele é, assim é o seu amigo [Ecl. 6, 14-17] e, conclui em nota de rodapé a Bíblia de Jerusalém [1973]: “a verdadeira piedade garante a amizade”.
- Onde deixei o telemóvel… deixa-me ligar do telefone fixo… Ah não é preciso já toca na sala…
- Viva Pe. Hérmino, bom dia!
- Bom dia, Estevinho!
- Olhe Pe. Hérmino ainda fico com “nomofobia” [síndrome causado pela falta de telemóvel, do inglês, “no – mobile”], hoje teve que ser o Sr. a ligar para conseguir localizar o telemóvel.
- Vê lá não convém. Capelão de que falamos hoje?
- Pe. Hérmino que me diz da polémica construção do novo Aeroporto de Lisboa?
Toca o telefone …
- Olá Pe. Hérmino, como vai o Senhor?
- Viva Sr. Capelão, estou deitado, na maca da diálise.
- Será então que podemos falar hoje um pouco mais sobre as confissões? Pois ainda temos que dizer e, como dizia “Ludwig Wittgenstein”, que “o que se pode dizer pode ser dito claramente. E aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio”. E, nós só "contamos o milagre, não revelamos o nome do santo".
Olá Pe. Hérmino, como vai o Senhor?
- Olá Capelão! Não vou, estou sentado. De que queres falar hoje?
Neste larguíssimo tempo que levamos de pandemia, menos gente nas igrejas, sinto particular necessidade de fazer deste lugar, o meu canto da proclamação da Palavra. Paroquianos retidos em casa e, todos vós de boa vontade, que me ides prestando atenção semanalmente por aqui, já sois muitos, a todos agradeço, bem como a diretor deste jornal, que me deixou montar a banca nesta praça.
