Pe. Estevinho Pires

Consciencialização comunitária e empresas virtuosas

Antes da Missa das 9.00h, no domingo passado, dizia-me o Sr. Manuel: “Sr. padre vem mais duas entrevistas suas no Mensageiro, destas últimas semanas, sobre o São Bartolomeu!”
“Opinião, Sr. Manuel” [...].
E, agora que posso acrescentar ao óbvio […] pensava de mim para comigo. Calei-me, mas continuava a pensar na matéria, sobre a nossa “Estância de Turismo”, para esta edição do jornal, pois já é mais que tempo para “promover a defesa”, pensar na “fruição e valorização do património natural, cultural e paisagístico” do São Bartolomeu.


Um Bispo de comunhão eclesial, pela comunicação social da Igreja, que sai em defesa dos seu

Durante uma longa viagem de autocarro de Lisboa a Bragança, logo após o 25 de abril de 1974, vinham dois tolos em figura de gente a depreciar os Transmontanos: “são uns atrasados”. Á sua frente um jovem nordestino encapelava-se, preparando-se para lhes responder, quando alguém lhe sussurra ao ouvido: “não respondas ao louco segundo a sua loucura, para que não te faças semelhante a ele [Prov. 26, 4]. 


Qualificar o São Bartolomeu é um imperativo e sinal de respeito

Enquanto desfolhava o “Manual de crimes urbanísticos” do Arq. Luís Rodrigues pensava na requalificação do Monte São Bartolomeu. Requalificar e dignificar os espaços urbanísticos de uma cidade é tarefa, segundo este autor, de cada um de nós. Ou como dizia o Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy [1917-1963]:‘’não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela’’.


São Bartolomeu bem de interesse municipal, nas bodas de diamante do escadório [1949-2024]

Celebrar 75 anos [bodas de diamante/ brilhante] seja no casamento, ou no aniversário de uma estrutura edificada, é relembrar os duradouros anos de uma relação, uma etapa atingível por poucos, pelo que requer uma cerimónia com pompa e circunstância. Se no casamento são poucos os que assinalam esta etapa a dois, numa obra a celebração só falha se houver esquecimento, falta de empenho, ou má vontade.


Polo de atratividade turística monte São Bartolomeu

á oito atas da Comissão de Iniciativa [CI], ou Comissão Municipal de Turismo [CMT], sobre o São Bartolomeu, dos anos 1939 a 1950, sete delas referem-se à Estrada de Turismo, ou à Zona de Turismo, mencionando o Hotel Turismo [HT] como “necessidade imperiosa que Bragança há muito se acostumou a considerar urgente mas como irrealizável” e, a oitava atribui um “auxílio monetário de 3.000$00 às Festas e Obras do São Bartolomeu.


Ex-votos

A gratidão, nas tabuinhas pintadas e, nas figuras de cera
O Museu Abade de Baçal tem patente até ao dia 29 de setembro a exposição: ”Segundo uma promessa – Ex-votos na Diocese de Bragança-Miranda”. Muitas destas peças estão inventariadas no livro, já esgotado, do Cónego Belarmino Afonso: “Ex-votos e religiosidade popular no distrito de Bragança”, de 1995, outras são peças dadas a conhecer ao grande público pela primeira vez. A exposição combina ex-votos e escultura sacra, provenientes de várias igrejas da cidade e da diocese.


São Bartolomeu de Bragança Do Miradouro, das vinhas e das adegas particulares

O clássico “Guia de Portugal” [1924 a 1969], de Rui Proença, com os melhores escritores do seu tempo, descreve: “nas cercanias de Bragança o Miradouro de São Bartolomeu, ponto de visão panorâmica admirável, situado a 830 metros de altitude, no cabeço deste mesmo nome, sobranceiro, à cidade e ao vale acotovelado e fundo do Fervença, é acessível pela chamada estrada do circuito […]. De noite principalmente, a contemplação do casario urbano, salpicado de lumes, encanta os olhos de quem tiver a boa ideia de fazer essa subida.


Albino Mendo Arquiteto da Capela São Bartolomeu, de Bragança

O projeto urbanístico de remodelação do São Bartolomeu foi oferecido pelo Arquiteto Albino Luís de Araújo Mendo [1919 – 2005], colega de Dias Parente no Liceu Nacional de Bragança. Em entrevista a Susana Rodrigues [5/7/2002], para a sua prova final de licenciatura em Arquitetura na FAUP, Mendo diz que o seu trabalho "não é só negócio. Eu faço muitas coisas de borla. Posso arranjar cem testemunhas que fizeram obras com projetos meus e a quem não levei nada” e, a ampliação da capela São Bartolomeu de Bragança terá sido um bom exemplo, desse extenso rol.


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