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Estudo do São Bartolomeu, sem febre de passadiços

Há um “estudo/ projeto de valorização paisagística do Monte São Bartolomeu”, de dezembro de 2010, do GAUTL - Gabinete de Apoio da Universidade Técnica de Lisboa, da responsabilidade do Professor-Doutor Sidónio Pardal e da sua vasta equipa técnica, que o Município apresentou publicamente na comemoração dos 547 anos de Bragança Cidade, no dia 21 de fevereiro de 2011.
O Comendador Jorge Nunes, na altura Presidente do Município e promotor da iniciativa, defendia o que considerava ser, e bem, “um projeto de singular importância para valorização do Monte São Bartolomeu”, por seu turno o Cónego Silvério Pires, à altura Presidente do Cabido, chamado a pronunciar-se [24-01-2011] considerou-o um “inspirado projeto, do miradouro por excelência da cidade”.
O estudo do GAUTL privilegia a valorização do espaço ímpar de natureza, com uma aposta claríssima na reflorestação com espécimes arbóreas e arbustivas autótenes que permitam aumentar o “valor cénico e o conforto climático nos espaços fruídos pelos habitantes”.
Pretende ligar o centro histórico de Bragança ao São Bartolomeu, por alguns percursos e trajetos pré-existentes. Quando necessário, para vencer acidentes relativamente acentuados, aposta em escavações ligeiras, utilizando materiais e recursos do próprio ambiente. O uso pontual de muros ao longo do percurso, torna-o pouco invasivo à vista desarmada. Sem o dizer este estudo reflete uma saudável visão ambiental, apresentando-se como remédio eficaz contra a emergente febre dos passadiços, que atraem efetivamente o turismo de massas, mas podem dinamitar a natureza, segundo os especialistas.
O estudo tem a preocupação de não pôr em risco os habitats, respeitando a flora e a fauna da região. Prevê a construção de uma nova estrutura religiosa edificada que não se justifica, retirando-a do projeto minimizam-se custos, que podem reverter para proteção e valorização ambiental [flora, fauna], na sinalização de um trilho “eco-friendly”, que continue a incrementar critérios de sutentabilidade que ajudem a manter a “bandeira verde” municipal.

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4030

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