Recorde de participantes no Encontro Diocesano de EMRC
Foram mais de 850 alunos do terceiro ciclo e mais de 80 professores aqueles que participaram na segunda edição do Encontro Diocesano de EMRC (Educação Moral Religiosa Católica), na passada quinta-feira, em Bragança. Um recorde, segundo a organização.
“É um dia de muita alegria, um dia em que nos podemos sentir realizados, em que evidenciamos que a EMRC da Diocese de Bragança está viva, está dinâmica, consegue aproximar as escolas, os diretores, os professores e sobretudo os alunos. Sob o mote “EMRC, a comunidade que somos, juntos pela natureza e pela paz”, estamos a manifestar este elevado valor educativo que a EMRC tem nas escolas como uma disciplina essencial para aproximar as pessoas, para promover o diálogo, para promover a inclusão, a integração e para, sobretudo, promover pontos e palavras de paz, de encontro, de confiança e de fraternidade”, disse Jorge Novo, mentor deste evento, ao Mensageiro.
Ao longo de todo o dia os alunos tiveram a oportunidade de participar numa vasta panóplia de atividades. Este encontro contou, ainda, com o apoio de diversas entidades da região. “A CIM Terras de Trás os Montes, a Mel Montesinho, a Cruz Vermelha, a Cáritas, o Projeto XPTO Casa Trabalho, a Unidade Local de Saúde do Nordeste, o CNE, a EPPU, Resíduos do Nordeste, os Bombeiros, a GNR, o IPB, o ICNF, a PSP, tudo isto conjugado com muita animação, com DJs, com insufláveis, com parede de escalada, slide, rappel, insufláveis. Pusemos botes e caiaques no rio Fervença. Foi um dia, está a ser um dia em que aliamos a fruição à alegria do convívio, à partilha de mensagens, à apresentação daquilo que é a identidade das escolas e da EMRC”, sublinhou Jorge Novo.
Membro da equipa nacional que coordena a disciplina (SNEC), Jorge Novo enalteceu a importância da EMRC para o desenvolvimento de cidadãos mais conscientes.
“A EMRC hoje é uma disciplina fundamental no sistema educativo de Bragança-Miranda, da nossa diocese, pelos nossos professores, por aquilo que eles são capazes de desenvolver, por aquilo que eles representam perante os pais e com os pais como primeiros educadores e como complementares aos pais para dar sentido de vida, possibilidade de discernimento face ao mundo que hoje vivemos, um mundo de conflitos, de dissensões, de fragmentos, de afastamentos, de egoísmos, para uma perspetiva de construção de uma posição no mundo, na sociedade, assente em valores”, destacou.
Este ano, e pela primeira vez, participou um agrupamento da diocese de Vila Real (escola de Murça), que se juntou aos dez que participaram da diocese de Bragança-Miranda. Mas Jorge Novo espera que, no futuro, possa haver a presença de mais escolas do distrito de Bragança.
“Efetivamente, temos agrupamentos como Vila Flor, como Alfândega da Fé, como Freixo de Espada à Cinta, como Vinhais, como Miranda do Douro, que ainda não estão a participar. Mas tudo estamos a fazer para que paulatinamente essas escolas, esses professores e esses alunos aqui também possam e queiram ter lugar”, sublinhou o mesmo responsável.
No final, o grupo fez uma caminhada rumo à Catedral, onde se fez um logotipo humano pela Paz. O Bispo D. Nuno Almeida recebeu o grupo e deu a bênção final, pedindo para todos “partilharem a paixão verdadeira pela paz”.
