Produtores foram conhecer soluções inovadoras a Espanha
Mais de duas dezenas de produtores, representantes de associações e entidades de Trás-os-Montes participaram numa visita a Guijuelo e Salamanca para conhecer novas soluções aplicadas à produção e transformação agroalimentar.
A iniciativa, denominada AgroTrip, foi promovida esta quinta-feira, 3 de setembro, pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), no âmbito do projeto de cooperação transfronteiriça Agro_Hub.
A comitiva integrou produtores aderentes à marca Terras de Trás-os-Montes, representantes de associações ligadas ao setor, entidades da região e parceiros do projeto. O objetivo passou por colocar os participantes em contacto com experiências, conhecimento técnico e soluções inovadoras que possam ser aplicadas às produções agroalimentares da região.
Uma das paragens foi em Guijuelo, conhecida pela produção de presunto, onde o grupo visitou a Estação Tecnológica da Carne do Instituto Tecnológico Agrário de Castela e Leão (ITACyL).
Os participantes conheceram ali trabalho desenvolvido nas áreas da investigação, inovação, qualidade e segurança alimentar e otimização dos processos produtivos. A visita incluiu ainda a passagem por uma unidade de produção de presunto para conhecer os processos de transformação e valorização daquele produto.
Visita à feira agropecuária de Salamanca
Já em Salamanca, a comitiva transmontana passou pela SALAMAQ 2026, Feira do Setor Agropecuário, considerada um dos principais encontros do setor primário em Espanha.
O certame reúne produtores e empresas e apresenta tecnologia, maquinaria e outras soluções destinadas à agricultura, pecuária e desenvolvimento rural.
Segundo a CIM-TTM, a deslocação procurou proporcionar aos produtores a possibilidade de conhecer outras experiências e soluções que possam contribuir para a inovação e valorização das suas atividades.
A Comunidade Intermunicipal pretende também, através destas iniciativas, reforçar a proximidade com produtores e associações agropecuárias, promovendo redes de contacto e a troca de conhecimentos entre os diferentes agentes.
A estratégia passa pela “qualificação dos agentes económicos, a valorização das produções locais e a competitividade do setor”, inserida numa aposta mais abrangente nos produtos e recursos endógenos e na criação de valor no território.
