Novo hotel em Pinela já tem hóspedes e espera vir a criar 50 empregos
Desde o início de abril que o hotel e spa Água de Pinela, em Bragança, já recebe hóspedes, num projeto que espera a vir a ser âncora para o turismo do Nordeste Transmontano e vir a criar cerca de meia centena de postos de trabalho, tendo capacidade para cerca de 200 hóspedes.
O empreendimento, que começou a funcionar com cerca de um ano de atraso face ao previsto devido a vários condicionalismos, sobretudo de procedimentos, representa um investimento de mais de dez milhões de euros, apoiado pelo Portugal 2030.
“O facto de sermos o primeiro projeto apoiado por esse programa levou a algumas dificuldades de procedimentos, que ainda não estavam implementados, e provocou atrasos. Também sofremos pelo facto de estarmos numa zona de baixa densidade populacional”, explicou o mentor do projeto, Adriano Martins, numa visita à comunicação social, na terça-feira.
Adriano Martins, natural da aldeia de Rebordaínhos, no concelho de Bragança, é um empresário há vários anos ligado ao setor hoteleiro, com empreendimentos em Mondim de Basto ou no Algarve.
Apesar das dificuldades enfrentadas, agora com o projeto já a receber hóspedes, admite que “ficou melhor do que o esperado”.
“Eu acho que isto ficou melhor do que as nossas expectativas. O produto final é uma coisa fantástica. Tenho tido muita gente que efetivamente acha que a nível localização o produto final é fantástico. E temos comentários que dizem que é seguramente dos melhores hotéis do Norte de Portugal”, frisou.
Implantado de frente para a serra da Nogueira, oferece uma vista privilegiada do coração do Nordeste Transmontano.
“Só com trabalho é que vamos conseguir que as pessoas aqui venham. E o nosso público-alvo é uma classe média, média-alta, na ordem dos 30 aos 60 anos, que, apesar de ser vasta, tem a ver também com as alturas do ano. É também um hotel de famílias. É essa clientela que queremos trazer para a região”, frisou Adriano Martins.
O diretor norte do grupo Água Hotels é o italiano Andrea Careddu, com experiência de mais de 30 anos em empreendimentos de cinco estrelas ou na casa Armani.
Para além de hotel, em que os quartos são todos virados para a serra, o espaço acolhe também um spa, com piscina interior, sauna, ginásio, banho turco e diversos tratamentos de bem estar, assim como uma piscina exterior panorâmica e um restaurante, que ficará aberto à comunidade.
A cozinha é da responsabilidade do Chef Francisco Rosa, que já passou pelo Palace Hotel de Vidago e que anteriormente foi responsável por um empreendimento de Cristiano Ronaldo em Marraquexe (Marrocos).
Em fase final de construção estão ainda quatro refúgios de montanha, autónomos do edifício principal do hotel, que deverão estar prontos antes do verão.
Também o pessoal é maioritariamente recrutado no Nordeste Transmontano, assim como os fornecedores.
“O que nós tentamos é ter o máximo da região, mas nem sempre se consegue. Temos que procurar pelo país fora”, explicou Adriano Martins.
