Bragança

Cem largadas previstas para combater a vespa do castanheiro este ano

Publicado por António G. Rodrigues em Qui, 04/23/2026 - 09:37

Estão previstas cem largadas de Torymus sinensis o parasitóide que combate a vespa da galha do castanheiro, este ano, no concelho de Bragança.
A informação foi avançada ao Mensageiro por Albino Bento, investigador da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.

“Estão previstas cem largadas distribuídas por várias freguesias do concelho de Bragança. Em princípio, devem acontecer no final desta semana ou no início da próxima. Dessas, haverá ainda dez largadas que ainda não estão afetadas a nenhuma freguesia e serão distribuídas consoante as necessidades que forem identificadas”, frisou Albino Bento.

As largadas deste ano são financiadas pelo Município de Bragança em 22500 euros.

Este ano, fruto das condições climatéricas, o rebentamento dos castanheiros está adiantado cerca de duas semanas pelo que já começam a ser visíveis os casulos da vespa da galha.

“Haverá zonas onde temos ataques elevados e outras onde haverá bastante menos. Terão de ser os produtores e as juntas de freguesia a sinalizar tudo isto. Ficaram de nos identificar pontos de largadas. As coisas estão programadas.

Já houve anos em que se fez no início de abril. Depende dos anos. Comparativamente aos dois últimos anos, está uma a duas mais semanas mais cedo”, sublinhou Albino Bento ao Mensageiro.

Entre os produtores, o sentimento é de alguma apreensão com esta praga que afeta a produção de castanha e a saúde das próprias árvores.

Albino Bento pede, por isso, alguma cautela nesta fase, até junho. “Nesta fase, é importante os produtores não fazerem asneiras. Não devem fazer tratamentos nos soutos com inseticidas nem colocar armadilhas amarelas, pelo menos até junho”, pede o investigador, que irá, também, fazer dez sessões práticas de formação por todo o país.

Ao Mensageiro, a presidente da autarquia, Isabel Ferreira, adiantou que este apoio “surge na sequência de uma candidatura que já vem de trás” mas sublinha que “é um bom investimento”.

“Tal como fizemos para a vacinação dos animais, temos de fazer a mesma coisa para as espécies vegetais, porque cada vez mais são assoladas por pragas e doenças que temos que ajudar os agricultores a combater”, concluiu.

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