Município pede celeridade ao Governo aos apoios aos prejuízos provocados pelo mau tempo
O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo pediu ao Governo celeridade nas ajudas aos prejuízos provocados pelo mau tempo ocorridos durante os meses de janeiro e fevereiro neste concelho do Douro Superior.
Esta autarquia presidida pelo social-democrata, José Meneses, fez as contas e os prejuízos diretos para o município são de cerca de 1,6 milhões de euros, enquanto os danos no setor agrícola ainda estão a ser avaliados, embora já exista um levantamento preliminar.
Questionado pelo Mensageiro, à margem da Feira Medieval que decorreu no passado fim de semana nesta vila, o autarca disse que o mau estado das rodovias internas provocado pelas intempéries de janeiro e fevereiro são o principal foco das preocupações do momento.
“O levantamento já foi feito pelo município e o processo está do lado de lá e já entregue na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), entre outras entidades”, referiu.
José Meneses acrescentou ainda que “o município não pode esperar porque se fala de vias de comunicação, onde diariamente passam muitos veículos e é uma questão de segurança e por isso mesmo temos de arrancar com essa reabilitação destes circuitos viários”, disse.
“Quando foi dos prejuízos causados pelos incêndios de agosto [neste concelho e vizinhos] foi tudo muito célere, e agora esperamos celeridade neste processo das intempéries “, vincou José Meneses.
Quem visitou a Feira Medieval de Torre de Moncorvo, foi o ministro de Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, em representação do primeiro-ministro, Luís Montenegro, quando questionado pelo Mensageiro sobre esta matéria disse que todas as participações relativas aos prejuízos pelo mau tempo estão todas a ser analisadas e contabilizadas.
“Em primeiro lugar, pelas autarquias locais, pelas Comunidades Intermunicipais. O Governo, através dos ministérios da Coesão Territorial, Agricultura e Ambiente, e sabem que os prejuízos sejam no litoral ou no interior são sempre graves e o Governo deve acudir nessas horas de aflição”, indicou o governante.
Segundo o ministro de Assuntos Parlamentares, “há a perfeita consciência que em zonas de baixa densidade, onde as oportunidades escasseiam, onde o emprego é mais difícil e estes prejuízos podem ter um significado mais dramático que em outras zonas, como na zona centro que foi especialmente fustigada pelo mau tempo”, vincou.
O ministro disse ainda que as zonas de Trás-os-Montes e do Douro foram igualmente fustigadas e que as respostas serão dadas “o mais breve possível”.
