Mirandela

Município “segura” delagação da ASAE cedendo novo espaço

Publicado por Fernando Pires em Qui, 03/19/2026 - 09:44

Está assegurada em definitivo a continuidade, em Mirandela, da delegação de Trás-os-Montes e Alto Douro da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) mas muda de instalações, deixando a Quinta do Valongo, onde está há 20 anos, passando para o edifício do Centro Cultural de Mirandela, mais concretamente, no espaço onde funcionou durante vários anos a ESPROARTE, Escola Profissional de Arte de Mirandela.
Depois de sucessivos rumores, de que estaria em risco a manutenção da delegação devido às Instalações pouco funcionais, Município de Mirandela e a Direção da ASAE estabeleceram um protocolo que prevê a cedência daquele espaço que pertence ao Município e que sofreu obras de requalificação, no valor de 120 mil euros, suportados pela autarquia. Em contrapartida, a ASAE paga uma renda mensal de 350 euros. As instalações foram inauguradas na passada quarta-feira.
A Associação Sindical dos Funcionários da ASAE chegou mesmo a denunciar na comunicação social que o espaço na Quinta do Valongo, não tinha as mínimas condições, reportando situação tão graves como chover no interior de gabinetes de trabalho, nas secretárias, nos computadores e nos processos devido a infiltrações.
Na última década, foram crescendo os rumores de que a delegação poderia vir a ser deslocalizada para outra localidade, mas, finalmente foi encontrada uma solução. “As instalações onde estávamos não eram aquelas que mais nos agradavam e os trabalhadores estavam efetivamente ali com condições que nós queríamos melhorar”, refere o Inspetor-Geral da ASAE, Luís Lourenço.
O Presidente da Câmara de Mirandela justifica este investimento com o claro objetivo de “garantir a continuidade da presença da delegação da ASAE em Mirandela, reforçando o papel do concelho como polo regional de serviços públicos e administrativos, ao mesmo tempo que se promove a valorização e reutilização do património municipal”, adianta Vítor Correia. “Encontramos aqui uma solução que serve às duas partes”, acrescenta.
O Inspetor-Geral da ASAE também considera que esta solução é igualmente benéfica “para os operadores económicos e para as pessoas que têm necessidade de aqui se deslocar a perguntar, seja aquilo que for, em termos da sua atividade económica e que estaremos sempre para responder essas perguntas. Um operador de Chaves tem que se deslocar a Mirandela, um operador de Bragança tem que se deslocar a Mirandela para haver inquirições processuais e no local onde nós estávamos era deslocalizado não tem serviços de apoio à volta”, explica.
No país existem mais de uma dezena de unidades operacionais da ASAE, sendo que a delegação de Mirandela, é a segunda com maior número de trabalhadores. “Atualmente, são 18 e contrariamente àquilo que se passa nas zonas mais do litoral, que efetivamente há muito mais inspeções, há muitas outras entidades que competem em termos dos recursos, no caso aqui, Mirandela é um local onde nós vamos continuar a reforça”, acredita Luís Lourenço.

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