“Vive-se melhor agora do que há 40 anos por causa da CEE”
Assinala-se no próximo sábado, 9 de maio, o Dia da Europa que, este ano, é também motivo de comemoração especial porque se completam 40 anos desde a adesão de Portugal e de Espanha à União Europeia (UE).
Nestas quatro décadas de adesão à União Europeia, o que sucedeu em 1986 com um governo do Partido Socialista liderado por Mário Soares, ainda com a designação Comunidade Económica Europeia (CEE), são inegáveis os impactos profundos no país, e, sobretudo, nos territórios do Interior, mas de forma ambivalente, combinando modernização com persistência ou até agravamento de desigualdades estruturais da periferia face ao Litoral. A população, principalmente, os mais velhos, que viveram nos anos duros da ditadura, garantem que a transformação do distrito de Bragança é grande e focam-se principalmente na obra visível a olho nu : estradas, arruamentos e equipamentos para diversas funções. Os 12 concelhos têm centro cultural, piscinas municipais, salas para exposições, zonas industriais, algumas sem qualquer ocupação, incubadoras de empresas, aldeias com sedes de junta novas, centros de convívio, campos de jogos ou pavilhões multiusos, parques de merendas, centros de saúde renovados, baloiços para tirar selfies, rotundas mais ou menos artísticas, fontes iluminadas, ciclovias, zonas para fazer ginástica ao ar livre, parques e jardins. Os milhões da Europa têm dado para muito. Só através do Portugal 2020 (2014-2020) o distrito recebeu 280 milhões de fundos para 1117 projetos. Nos últimos 40 anos, há diversos quadros de fundos estruturais (QCAI, II e II) entre 1986 e 2006, QREN (2007-2013), Portugal 2030 + PRR (em curso) que terão aportado entre mil a dois mil milhões de euros em fundos europeus destinados a vários setores, desde a agricultura às empresas. Obra há muita, não obstante existe uma realidade que é incontornável a todos os concelhos: despovoamento e envelhecimento. Quatro concelhos têm menos de cinco mil habitantes. Freixo de Espada à Cinta tem 3216; Vimioso com 4149; Alfândega da Fé conta 4324 habitantes.
Se por um lado se operou uma revolução das infraestruturas e acessibilidades, por outro estas não foram suficientes para fixar população.
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