Movimento Uivo apela à revogação definitiva da mina de volfrâmio junto à fronteira portuguesa
O Movimento Uivo defende que a empresa que está a investir na mina de volfrâmio de San Juan na localidade espanhola de Godiña, a escassos quilómetros de Vinhais, não tem condições para operar, depois da confirmação da condenação de Roberto García Martínez, CEO da Eurobattery Minerals, pelo Supremo Tribunal de Espanha.
A promotora sueca confirmou no passado dia 19 de setembro que o seu CEO foi julgado e condenado em dois processos distintos de “elevada gravidade”, segundo o Uivo, por fraude qualificada.
Em janeiro deste ano, o Tribunal Supremo espanhol ratificou a sentença da Audiência Provincial de Biscaia, condenando formalmente o executivo a dois anos de prisão, com pena suspensa sob um período probatório de cinco anos.
O processo-crime decorre de “uma fraude financeira massiva e apropriação indevida
Cometida” num esquema de investimento em minas de ouro na Serra Leoa.
O CEO foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização solidária por danos no valor de 3,46 milhões de dólares à empresa lesada.
Paralelamente, o gestor foi acusado pela Autoridade Sueca de Crimes Económicos por três crimes agravados de abuso de informação privilegiada, por suspeitas de manipulação ilícita e transação de ações no mercado financeiro com recurso a dados confidenciais da própria Eurobattery Minerals.
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