Henrique Manuel Pereira (Universidade Católica Portuguesa, Escola das Artes)

Um livro honesto e corajoso. A afirmação de um retrato

Gosto de livros. Gosto de oferecer livros e gosto que mos ofereçam. Gosto que os meus amigos os publiquem e gosto que gostem, que tenham “proa”, nos livros que publicam. Assim escrevi eu aqui há dias. Hoje acrescento: gosto deles honestos, não necessariamente verdadeiros, mas honestos, escritos por homens ou mulheres com coluna, capazes de escrever o que pensam ainda que o que pensam não caiba nos códigos vigentes.


A discriminação de Cervantes “E o burro sou eu?”

Sabem os meus amigos que “Dom Quixote de la Mancha” é provavelmente o meu livro, o que levaria para a “ilha”, o que gostaria de ter escrito, podendo morrer no instante a seguir, com os olhos a rir e a assobiar, enquanto o fôlego me assistisse, o “Gabriel’s Oboe” de Morricone. Mas uma coisa do livro me anda atravessada e só me dei conta disso há pouco tempo.


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